31/10/2025
Quando o amor é maior que a crença
Ontem eu vivi um momento raro e precioso: sentei pra conversar com meu filho, já homem, sobre as coisas que a gente sente, acredita e às vezes duvida.
Ele me disse que não acredita em Deus. Que pra ele, morreu, acabou. Que o que existe é o agora, e por isso a gente tem que viver intensamente o presente.
E eu ouvi. Só ouvi.
E enquanto ele falava, eu sentia dentro de mim uma gratidão enorme. Porque é lindo ver um filho pensar por si, questionar o mundo, buscar suas próprias respostas.
E ao mesmo tempo, eu sentia uma paz. Porque não importa se ele chama de energia, de amor, de natureza, de vida ou simplesmente de “nada”. O que importa é que ele vive com propósito, com o coração desperto, com verdade.
Acredito que a espiritualidade também mora aí, na busca, no questionamento, na curiosidade por entender o invisível.
Ela não precisa de rótulo, nem de religião.
Ela só precisa de presença.
E talvez, um dia, ele perceba que a própria conversa que tivemos, essa troca leve, cheia de amor e respeito, já era Deus se manifestando entre nós.