01/05/2026
Nem toda angústia precisa ser curada.
A gente costuma olhar para a angústia e a culpa como sinais de que algo está errado — como se o objetivo fosse sempre eliminar esses sentimentos o mais rápido possível.
Mas existe uma outra forma de compreender isso.
Este post é inspirado no livro Angústia, Culpa e Libertação (1977) de Medard Boss. A obra aborda pela perspectiva da psicanálise existencial estes conceitos.
Nessa visão, a angústia não é apenas um sintoma.
Ela pode ser um sinal de contato com a própria vida: com escolhas, limites, perdas e possibilidades.
A culpa também não se resume a erro.
Às vezes, ela aparece quando nos damos conta do que não foi possível viver — ou do que ainda importa.
E a libertação não vem de eliminar tudo isso,
mas de aprender, pouco a pouco, a sustentar e compreender essas experiências.
Sem pressa.
Sem precisar dar conta de tudo de uma vez.