Psicóloga Dominique M. Carilo Roque

Psicóloga Dominique M. Carilo Roque Essa página tem por objetivo a divulgação do meu trabalho para promoção de saúde mental e autocuidado. Atendimento presencial e online

Psicóloga pela Universidade Veiga de Almeida e pós graduanda em Psicanálise com curso de extensão pela UFRJ em saúde mental do trabalhador. Trabalhei por 11 anos na área de Recursos Humanos, sempre debruçada sobre a saúde mental e bem-estar do trabalhador. Hoje atuo na clínica, promovendo saúde mental com atendimento de adolescentes, adultos e idosos que buscam através de uma análise tratar das mais diversas inibições, sintomas e angústias. Oferecendo um espaço de fala, elaboração e autocuidado para pessoas em situação de dor e sofrimento psíquico. Partindo do contexto da psicanálise onde Freud escreve sobre o mal-estar da civilização, todos os indivíduos sofrem com problemas psíquicos. Através dos meus estudos busco essa cura através da palavra, sendo ela única a cada indivíduo e sua elaboração em análise. Meu convite é para você aprender a lidar com as mais diversas questões que demandam ao longo de nossas vidas para que não atrapalhe ou paralise diante das dificuldades.

A sensação de que “o ano começou… e já parece tarde”é mais comum do que parecee não diz apenas sobre organização ou meta...
27/01/2026

A sensação de que “o ano começou… e já parece tarde”
é mais comum do que parece
e não diz apenas sobre organização ou metas.

Na psicanálise, entendemos que o sujeito não vive fora da linguagem e da cultura. Desde cedo, somos atravessados por discursos que dizem como deveríamos estar, sentir, produzir, desejar.

Lacan nos ajuda a pensar que o sujeito é sempre dividido:
há o que se vive no corpo
e há o que a linguagem exige como ideal.

Quando o tempo cultural feito de comparação, desempenho e expectativa se impõe como única medida, o sujeito tenta se ajustar. É aí que surge o mal-estar uma pressa que não corresponde ao tempo da experiência.

Esse “já estar tarde” não é preguiça, nem falha pessoal.
É um efeito do modo como a cultura organiza o tempo, o valor e o lugar de cada um.

A clínica escuta justamente esse ponto de desencontro,
onde o sujeito aparece sem querer,
tentando responder a exigências que nem sempre são suas. Em que momentos você sente que já está atrasado, mesmo sem saber exatamente em relação a quê?

Siga o perfil para refletir sobre o cotidiano à luz da psicanálise.




⚠️ Pode conter SPOILER📺 Série disponível no Prime VideoAll Her Fault escancara algo que aparece todos os dias na clínica...
12/01/2026

⚠️ Pode conter SPOILER
📺 Série disponível no Prime Video

All Her Fault escancara algo que aparece todos os dias na clínica, mas que muitas vezes passa despercebido na vida cotidiana.
A confusão entre culpa e responsabilidade dentro da família.

Ao longo da série, vemos personagens atravessados por ansiedade, pensamentos acelerados, culpa constante, sensação de que “se eu não sustentar tudo, tudo desmorona”.
É a fantasia inconsciente de que é preciso prover, salvar, segurar o outro mesmo ao custo da própria saúde mental.

Pais exaustos, mães sobrecarregadas, irmãos presos a dívidas afetivas, relações marcadas por cobrança, silêncio e medo de perder o lugar no desejo do outro.
Quando a vida gira apenas em torno de “fazer por alguém”, o sujeito começa a desaparecer.
E o vazio aparece.
A exaustão emocional também.

A série convida a uma pergunta incômoda, e necessária, para quem busca qualidade de vida, clareza emocional e relações mais possíveis:

*o que é meu para sustentar… e o que nunca foi?*

Separar responsabilidade de culpa não rompe vínculos.
Ao contrário: é o que pode torná-los mais humanos.

🧠 Ouça sua mente à luz da psicanálise.
💬 Salve para refletir com calma.
📩 Envie para alguém que vive com a sensação de que “tudo depende dele”.


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Que o novo ano não nos exija uma versão ideal de vida. Que ele nos convide ao possível, ao que pode ser sustentado no co...
01/01/2026

Que o novo ano não nos exija uma versão ideal de vida.
Que ele nos convide ao possível, ao que pode ser sustentado no cotidiano.

2026 como uma narrativa em movimento. Menos sobre listas e promessas. Mais sobre presença, escolhas conscientes e pequenos gestos que, repetidos, mudam o rumo da história.

Rir mais quando der. Aproveitar o que é simples. Soltar o que pesa e não acompanha quem nos tornamos.

Mais importante do que definir metas é olhar para o caminho. O que você vai fazer para chegar. O que precisa ser mantido. O que precisa ser ajustado. Seguir com direção, sem rigidez. Permanecer flexível, mas em movimento.

Que haja espaço para pausas, para escolhas que tenham autoria, para dizer não sem culpa e sim ao que faz sentido. Escutar os próprios limites, desejos e afetos como quem cuida do fio da própria história.

Seguimos aqui, juntos, trabalhando para um ano de mais elaboração, continuidade e vida.

Voltar ao seio familiar é, muitas vezes, voltar também às lembranças.Eu me lembro da minha mãe fritando rabanada, e do m...
25/12/2025

Voltar ao seio familiar é, muitas vezes, voltar também às lembranças.

Eu me lembro da minha mãe fritando rabanada, e do meu pai “roubando” antes da hora. Ela reclamava, dizendo que daquele jeito nunca ia juntar rabanadas o suficiente.
Lembro de quando éramos crianças, eu e meus primos correndo em volta da mesa, roubando um pedacinho aqui, outro ali, esperando ansiosos dar meia-noite para finalmente comer.

Lembro do meu pai fazendo barulho pela casa, dizendo que o Papai Noel tinha passado e deixado os presentes na árvore.
E lembro também da primeira ceia que fiz na minha própria casa, da primeira árvore grande que montei, do sentimento novo de criar algo que antes só existia na memória.

Não é perfeito. Nunca foi.
Mas há tantas boas lembranças quando sabemos onde olhar — e, principalmente, quando escolhemos cultivar.

Que este Natal seja especial para você e para os seus.
Que seja possível encontrar presença, afeto e pequenas cenas que, no futuro, também virem memória.

Quantas vidas cabem em uma só?Viajar com a minha família para a praia foi uma pausa no tempo. Entre o som das ondas e o ...
28/10/2025

Quantas vidas cabem em uma só?

Viajar com a minha família para a praia foi uma pausa no tempo. Entre o som das ondas e o vento no rosto, percebi o quanto há muitos modos possíveis de viver. Às vezes acreditamos que a leveza vem de fazer menos, mas talvez ela nasça quando nos permitimos existir em mais de um mundo ao mesmo tempo.

Há o mundo das metas, do controle, da razão que tenta conter o imprevisto. E há o outro, onde a areia entra no chinelo, o riso vem fácil e o relógio perde a importância. Nesse espaço, o corpo relaxa e a mente se abre. É quando lembramos que viver não é um projeto a ser cumprido, mas uma experiência que se renova a cada instante.

A estrada sempre me fez pensar que cada pessoa carrega dentro de si muitas vidas possíveis. Algumas aprisionadas pela exigência de acertar sempre, outras esperando apenas um pouco de permissão para existir.

A vida se torna potente quando o desejo encontra espaço para respirar. Quando o controle cede lugar à curiosidade e a angústia deixa de ser prisão para se tornar movimento.

Ouça sua mente à luz da psicanálise.

Às vezes, o problema não é você. É o ambiente que te adoece.Fazem 4 anos que mudei meu CEP e, mais importante, mudei meu...
09/09/2025

Às vezes, o problema não é você. É o ambiente que te adoece.

Fazem 4 anos que mudei meu CEP e, mais importante, mudei meu horizonte. Deixei o Rio e pessoas que amo, mas a cidade já não me deixava respirar. A violência, a tensão, o medo… tudo isso foi apagando meu brilho.

Eu amava a vista da minha casa do Alto da Boa Vista, mas ela foi perdendo as cores. Em Teresópolis encontrei um novo raiar, um sol que me lembra que a paz existe e que recomeçar é sempre possível, principalmente quando o lugar onde você está já não te serve mais.

Essa jornada me ensinou algo valioso: nem sempre é você quem precisa mudar. Às vezes, é o seu horizonte.

E você, já sentiu que o ambiente estava te puxando para baixo? Quero saber sua experiência nos comentários.

Dia do PsicólogoSer psicóloga não nasceu apenas de uma escolha profissional, mas de um vazio que, aos poucos, se transfo...
27/08/2025

Dia do Psicólogo

Ser psicóloga não nasceu apenas de uma escolha profissional, mas de um vazio que, aos poucos, se transformou em propósito.
É estar ao lado de quem atravessa suas angústias, traduzir o que os excessos do pensamento têm a dizer e apoiar na descoberta de novos caminhos — escolhas da versão adulta, que não se resumem ao que foi aprendido ou traumatizado na infância.

Mas, se hoje posso dizer que me faço psicóloga e psicanalista, é porque foram meus analisantes que me fizeram chegar até aqui.

Freud dizia que foram as histéricas que o fizeram descobrir a psicanálise e o fizeram psicanalista.
Com alguns aninhos de prática, percebo que são os pacientes que me fazem a profissional que sou:
a cada sessão, a cada espera, a cada novo caso,
a cada choro angustiado, a cada descoberta,
a cada comemoração de um novo amor ou de um novo trabalho.

Essa expressão que muitos usam — “fazer psicólogo” — nunca me pareceu tão verdadeira.
É mesmo um fazer: um processo vivo, que se constrói na escuta e no encontro.
Não é leve sempre: ouvidos cansados, corpo em tensão e mente em erupção também fazem parte do ofício.
Mas é nesse movimento, nessa escolha diária de permanecer em formação e seguir estudando, que me reconheço no ofício e no desejo.

Por isso, hoje, agradeço aos meus analisantes: são vocês que me fazem psicóloga e psicanalista, todos os dias.
E que belo mergulho é esse, no mar de sujeitos que me atravessam.

Amar a Padme é experimentar um afeto que chega puro, sem cobrança, sem frustração, apenas presença e alegria. Ela me esc...
26/08/2025

Amar a Padme é experimentar um afeto que chega puro, sem cobrança, sem frustração, apenas presença e alegria. Ela me escolheu antes mesmo de eu perceber que precisava dela, e hoje é parte da família, uma companhia leal que ensina, todos os dias, o que significa cuidar e ser cuidado.

Ao lado dela, descubro que oferecer atenção e aceitar amor são gestos que atravessam e transformam. Cada olhar, cada gesto simples, lembra que o cuidado é recíproco: enquanto cuido dela, ela cuida de mim de um jeito silencioso, mas profundo.

Hoje é dia do cachorro, mas, para mim, todo dia é dia dela.

Domingo: o tédio que repousa o desejo.Tem algo de sagrado nesse tédio silencioso do domingo.Uma pausa que não exige corr...
29/06/2025

Domingo: o tédio que repousa o desejo.

Tem algo de sagrado nesse tédio silencioso do domingo.
Uma pausa que não exige correria, nem resposta.
Um tempo em que nada precisa ser feito — e mesmo assim tudo está lá: o corpo, a casa, o afeto.

A gente cresceu achando que a felicidade mora na intensidade.
Mas talvez ela também more aqui: no nada urgente, no som desligado, no gesto sem pressa.

Freud dizia que somos seres do desejo.
Lacan acrescenta: o desejo está ali, mesmo quando não sabemos.
Mas no domingo, ele repousa. E nos dá a chance de simplesmente ser.

O que parece “tédio” pode ser só o silêncio de não precisar desejar.
Ou o alívio de não ter que performar nada.

Tem quem fuja dele.
Tem quem preencha com mil coisas.
Mas tem também quem aprenda a ficar.
A repousar na ausência de ruído, ao lado das pessoas certas — ou só com o próprio corpo em paz.

Melanie Klein falava da importância de tolerar a ausência como parte do amor maduro.
Talvez o domingo ensine isso:
que o afeto também mora nas pausas.
E que não é preciso fazer para merecer. Nem querer para existir.

O tédio de domingo não é vazio.
É plenitude sem espetáculo.
É um tipo de felicidade que não brilha — mas sustenta.

E às vezes, isso basta.



💭 Ouça sua mente à luz da psicanálise.
Me conta: você foge do tédio ou sabe repousar nele?



🖤 “Mesmo que você não veja, a dor é real.”Na clínica psicanalítica, escutamos justamente aquilo que não aparece à primei...
28/05/2025

🖤 “Mesmo que você não veja, a dor é real.”

Na clínica psicanalítica, escutamos justamente aquilo que não aparece à primeira vista.
Ansiedade, insônia, queda de cabelo, palpitações, tensão muscular, esgotamento…
São formas silenciosas de um sofrimento que tenta falar por onde o sujeito não consegue.

Freud já apontava que os sintomas são formações do inconsciente — e Lacan radicaliza ao dizer que o sintoma é uma mensagem cifrada, um dizer que escapa ao sujeito, mas o representa.

👉 Ou seja: o corpo fala porque há algo que não foi escutado.

Por isso, na análise, não tratamos o sintoma como um inimigo a ser silenciado, mas como uma porta de entrada para o que precisa ser simbolizado.
É a partir da escuta e do trabalho com o inconsciente que o sujeito pode, pouco a pouco, criar outra relação com sua dor — e até redesenhar o modo como lida com ela.

Se você vive sintomas como esses e sente que está “funcionando por fora, mas desmoronando por dentro”, saiba: isso merece ser ouvido com seriedade, sem julgamento, à luz da psicanálise.

📍A dor psíquica não precisa ser provada, precisa ser escutada.

🧠 Ouça sua mente à luz da psicanálise.

📩 Marque sua sessão inicial online.

“Enquanto você morar debaixo do meu teto...”Nem Freud escapava dessa! 😂Toda mãe é fluente em psicanálise popular.Conta a...
11/05/2025

“Enquanto você morar debaixo do meu teto...”
Nem Freud escapava dessa! 😂

Toda mãe é fluente em psicanálise popular.
Conta aí: qual bordão da sua mãe mais te assombra (ou te faz rir) até hoje? 👇

Ela dizia “leva o casaco!”, mas parecia um grito.Mandava estudar, mas soava como cobrança.Fazia tudo pela casa — mas nun...
11/05/2025

Ela dizia “leva o casaco!”, mas parecia um grito.
Mandava estudar, mas soava como cobrança.
Fazia tudo pela casa — mas nunca dizia que estava cansada ou dizia que ia sumir um dia.

Quantas vezes você pensou:
“Minha mãe exagerava.”
“Ela era dura demais.”
“Ela queria me controlar.”

E se, no fundo, ela também estivesse tentando ser ouvida?

Freud dizia que “a mãe é o primeiro amor... e o primeiro desencontro”.
Lacan, por sua vez, nos lembra: “não há mãe sem falta”.
Às vezes, essa falta é simbólica. Outras vezes... é real mesmo.

E o que dizer de quem não teve mãe?
Ou teve, mas ela não soube cuidar?
Nesses casos, o vazio fala mais alto.
E é preciso aprender, aos poucos, a cuidar de si — sem ter aprendido como.

Mães reais erram, exageram, se ausentam.
Não são heroínas nem vilãs.
São mulheres marcadas por suas próprias faltas, tentando dar o que, muitas vezes, também não receberam. Nem toda mãe é perfeita. Mas toda história de mãe deixa vestígios

Na análise, escutamos isso: o que doeu, o que ficou, o que se repete.
Porque entender a mãe — mesmo a que faltou — é, muitas vezes, o começo de entender a si mesmo.

🌀
Ouça sua mente à luz da psicanálise.
Se esse post tocou em algo aí dentro, compartilhe com alguém que precisa ouvir isso.

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