18/01/2019
"Se você está infeliz na situação atual, é provável que tenha a sensação de que o problema está, ao menos em parte, fora de controle - de que você não tem como resolvê-lo, de que aquilo lhe foi imposto, sem possibilidade de escolha". (Mark Manson, "A sutil arte de ligar o fo***se").
É justamente essa escolha de que Mark fala em seu livro que a psicoterapia procura resgatar. Mais do que a escolha - pois escolhemos o tempo todo, desde que roupa iremos usar até com quem iremos nos relacionar - mas essa percepção de que sempre escolhemos.
Com essa clareza, a pessoa tem a possibilidade de retomar a sensação de poder e autonomia sobre a própria vidal, e mudanças podem acontecer.
Rever escolhas que um dia fizeram sentido, mas hoje não fazem mais. Passar a fazer escolhas com maior consciência de que sou EU quem as faço, e portanto, saber se estou dispostx a lidar com as possíveis consequências. Avaliar que escolhas me fazem bem, e quais nem tanto, e poder escolher com essas cartas em cima da mesa.
"Ah, mas não é bem assim. Não escolhi em que família nasci, em que corpo, e nessas condições sócio-econômicas", você pode pensar. E bem, isso é irrefutável e você tem razão. Nem sempre dá pra escolher o que acontece com a gente, especialmente no que diz respeito às relações humanas, por exemplo. Mas podemos escolher de que forma queremos lidar com essas situações, sem tirar a legitimidade do desafio inerente à cada uma.
Dessa forma, ainda que essa percepção possa vir acompanhada de certa dose de angústia, a boa notícia é que retomamos nossa autonomia e capacidade de escolher, o que pode ser muito potente e libertador. Saímos de uma suposta posição passiva, para nos percebermos agentes da nossa história.
Escultura "Liberdade, de Zenos Frudakis.
Imagem: pinterest