Ediane Ribeiro

Ediane Ribeiro Emoções, comportamento, trabalho, relacionamentos, saúde e muito mais! Página administrada pela psicoterapeuta Ediane Ribeiro

29/12/2025

Essa pergunta apareceu por aqui: o que dá pra incluir no recesso para chegar em 2026 mais regulada? A resposta não é receita pronta. Regulação emocional depende de como você está a cada momento e pode exigir uma combinação de estratégias diferentes a cada dia.

Vale lembrar que os recursos auxiliares em regulação emocional são “auxiliares”. Funcionam para ajudar a trazer corpo e mente para o momento presente , ajustando um pouco a sobrecarga emocional e, assim, permitindo que você possa escutar melhor o que essas emoções estão pedindo de você.

E você, o que escolhe deixar e o que escolhe levar daqui em diante?
26/12/2025

E você, o que escolhe deixar e o que escolhe levar daqui em diante?

Algumas celebrações alcançam uma força simbólica que transcende a tradição que as originou. O Natal é uma delas. Mesmo p...
24/12/2025

Algumas celebrações alcançam uma força simbólica que transcende a tradição que as originou. O Natal é uma delas. Mesmo para não cristãos é fácil reconhecer a potência de uma noite em que se busca celebrar valores de paz, amor, caridade, encontro e esperança.

Desejo que cada pessoa e cada casa encontre seu jeito de celebrar os vínculos, respeitar as diferenças e que o amor, em suas muitas formas, tenha espaço às mesas.

Feliz Natal e Axé, minha gente!

As festas podem ser momentos especialmente desafiadores para quem está em luto. Perder alguém importante reorganiza tudo...
23/12/2025

As festas podem ser momentos especialmente desafiadores para quem está em luto.

Perder alguém importante reorganiza tudo: a casa, os rituais, os lugares que ocupávamos nas relações. O corpo, mente e o afeto tentam se adaptar a uma ausência que não é só física. E sentir tristeza, estranhamento ou ambivalência nesse período não é sinal de fraqueza, é sinal de coerência emocional.

O luto não se apressa. Ele pede companhia, não correção. A dor não se opõe ao amor; ela o carrega quando a presença já não é possível.

22/12/2025

Os encontros familiares de fim de ano se tornam tema frequente nas sessões de terapia de muita gente, à medida que essa época do ano se aproxima.

Em geral, isso acontece por uma combinação de fatores que pode incluir: expectativas irreais da família perfeita e da celebração conjunta, proximidade forçada, lealdades invisíveis, comparações, e tudo isso regado a álcool e cansaço emocional facilmente sequestra as pessoas para as dinâmicas adormecidas nessas relações.

As pessoas não brigam pelo que está sendo dito diretamente, elas brigam pelo papel que sentem ocupar nas relações e que são reencenados nos encontros nos papeis de quem fala e escutado, quem se cala, quem cuida de tudo, quem se afasta.

Se você está nesse grupo dos desconfortos emocionais com os encontros de fim de ano, lembre que os conflitos são histórias antigas pedindo revisão, mas que talvez seja inviável resolver tudo em uma noite. Então, vale encarar esse momento como um convite à curiosidade sobre suas próprias reações. Se pergunte: a que eu estou reagindo?

E jamais se esqueça que o sentido de família não é restrito aos laços consanguíneos. Família é com quem você se sente bem. Por isso, escolha como e com quem você quer encerrar o seu ano!

“Ouvi que tinha virado gerente adjunto por causa das cotas.”“Nossa, você fala muito bem!…é um elogio que escuto sempre a...
19/12/2025

“Ouvi que tinha virado gerente adjunto por causa das cotas.”
“Nossa, você fala muito bem!…é um elogio que escuto sempre acompanhado de surpresa.”
“Minha fala nas reuniões é constantemente interrompida ou ignorada, mas quando um homem branco fala exatamente a mesma coisa, é validado.”
“Sou o único gerente negro na unidade, sinto que preciso ter o desempenho acima dos demais para continuar no cargo.”
“Cheguei no café e estavam falando do meu cabelo.”
“Demorei quatro anos para ser promovida, enquanto as outras pessoas do setor com desempenho aquém nesse tempo subiram dois a três níveis.”

Esses são somente alguns exemplos de falas reais que escutei de profissionais negros durante seus treinamentos em empresas ou em seus tratamentos de ansiedade, burnout, depressão ou outras condições de saúde mental.

Essas falas traduzem invalidações, micro insultos, imagens de controle e outras micro agressões características do estresse racial.

O estresse racial é um fator de risco importante e ainda pouco considerado dentre os riscos psicossociais nos ambientes corporativos.

As consequências já são bastante documentadas nos estudos e atingem não só a saúde dos profissionais negros, como o clima organizacional e os resultados da empresa.

18/12/2025

A segurança psicológica nas empresas é um tecido relacional protetivo para muitos dos riscos psicossociais.

Mas segurança psicológica não significa fornecer garantias de futuro e nem ausência de consequências para o que fazemos ou deixamos de fazer no trabalho.

É um estado psicológico resultante de um ambiente em que as pessoas recebem as condições necessárias para acessar suas habilidades mais potentes, para o aprendizado contínuo e percebem recursos para lidar com as adversidades, com momentos desafiadores, com os próprios erros e consequências deles.

17/12/2025

Algumas dores emocionais carregam consigo toda a nossa história.

No vídeo de hoje, compartilho uma experiência pessoal para refletirmos em conjunto sobre uma dessas dores: a rejeição. Rejeição dói. E dói fisicamente, pois ativa os mesmos circuitos cerebrais envolvidos no processamento da dor física.

Além disso, outros sentimentos costumam ser convidados à cena quando a rejeição se apresenta: vergonha, culpa, tristeza…

Temos o cenário perfeito para sermos sequestradas pelas memórias de rejeições anteriores que deixaram escritos nas paredes de nossas almas. Elas se entrelaçam ao momento presente transformando tudo em uma grande névoa de desconforto e confusão interna.

Por isso, uma das permissões interessantes que podemos nos dar nos momentos de dor emocional é sentir as sensações que acompanham o sofrimento emocional sem uma narrativa associada a elas. Convidar amorosamente a nossa atenção para fazer companhia para essa parte nossa que sente um nó na garganta, um aperto no peito ou estômago revirar.

Essa atenção ao que os neurocientistas chamam de intercepções ajuda o corpo a ganhar tempo para acessar sua elegante sabedoria de autorregulação e, assim, em um continente emocional de segurança podemos negociar com o que nossas histórias de rejeição nos contam sobre nós e sobre o mundo.

[É HOJE] Novo episódio da minha série de encontros ao vivo no YouTube: O invisível à flor da pele.Fim de ano chega e, ju...
16/12/2025

[É HOJE] Novo episódio da minha série de encontros ao vivo no YouTube: O invisível à flor da pele.

Fim de ano chega e, junto com ele, aquela sensação conhecida: “Esse ano vai ser diferente…”. Até que, na ceia, uma frase atravessa a mesa como um raio e acende em nós uma emoção que nem sempre sabemos nomear.

Quantas vezes você já percebeu que a discussão não era sobre a receita, o presente, a arrumação da mesa… mas sobre histórias antigas que continuam pedindo espaço no presente?

No encontro de hoje, vamos falar sobre os conflitos familiares que costumam “confirmar presença” nas festas de fim de ano.

“E a Uva-Passa Nem É o Problema”. Um olhar para o que realmente está em jogo quando nos reunimos com quem fez parte da nossa formação emocional.

18h • Ao vivo no YouTube Ediane Ribeiro
Link na bio e nos stories.

15/12/2025

Liderar é se relacionar. Por isso, quando me perguntam o que considero essencial em um treinamento de liderança, minha resposta é: limites pessoais. É a partir deles que conseguimos falar, com honestidade, sobre comunicação, vínculos, emoções, metas, produtividade e tudo mais que permeia a rotina de uma liderança.

Podemos imaginar que o nosso sistema de limites pessoais está para nossas relações como uma membrana está para uma célula: dando forma e funcionando como uma borda porosa que deixa entrar o que pode nutrir, deixa sair o que não tem mais serventia e bloqueia aquilo que pode ser nocivo.

É a partir do nosso sistema de limites que entendemos quem somos nós nas relações, mas como ele começa a se formar muito cedo, em contextos onde muitas vezes precisávamos nos adaptar para pertencer, podem ter sido moldados por experiências de dor, medo e expectativa. Isso faz com que, frequentemente, se chegue a vida adulta com limites rígidos ou fragilizados demais. E é assim que muitas pessoas ocupam posições de liderança.

Liderar com saúde exige algo mais sutil e mais corajoso: trabalhar no próprio sistema de limites, para construir relações que permitam conexão, responsabilidade e humanidade, sem precisar se abandonar ou abandonar o seu time nos momentos de desafio.

Porque limites não são barreiras contra o outro. São formas de permanecer inteiro em relação ao outro. Sem eles, tudo vira luta por sobrevivência disfarçada de liderança.

“Todo trauma é transgeracional.” é uma afirmação feita por pesquisadores da ciência moderna do trauma com Rachel Yehuda ...
12/12/2025

“Todo trauma é transgeracional.” é uma afirmação feita por pesquisadores da ciência moderna do trauma com Rachel Yehuda e Gabor Maté.

Mas o que herdamos não é o trauma em si. É uma vulnerabilidade à traumatização.

São as marcas deixadas no corpo, na mente e no cérebro de quem viveu o trauma em primeira pessoa que podem atravessar gerações por meio alterações gestacionqis, pela epigenética ou pelos próprios comportamentos de defesa que foram importantes para gerações anteriores.

A compreensão do trauma transgeracional pode levar à uma sensação de desesperança, como se estivéssemos destinados a repetir as histórias de dor de nossos antepassados, mas é justamente o contrário.

Ganhar consciência sobre o trauma transgeracional é também admitir o quanto algumas estratégias de sobrevivência foram importantes nas histórias de nossos ancestrais, histórias essas que também são recheadas de potência e não somente de dor.

O trauma não nos define e é possível encontrar caminhos para deixar dores do passado no seu devido lugar: como marcas que constituem nossa história, mas não determinam nosso presente e nem nosso futuro.

Contribuí com essas e outras reflexões sobre o tema para a matéria da Laís Rissato, que você encontra na Revista Ela, em O Globo.

11/12/2025

Falar sobre Saúde Mental da População Negra não é apenas um tema para mim. É um território vivo, sensível e urgente.

Por isso, voltar à Brasília, onde vivi e me formei, para falar no STJ às juízas e juízes presentes no 8º ENAJUN e do 5º FONAJURD, foi um momento de honrar quem veio antes, integrar quem sou com a profissão que exerço e colocar mais um tijolinho no caminho para quem vem depois.

Compus a mesa ‘Saúde Física e Mental da população negra’, em conjunto com o médico psiquiatra Dr. Lucas Mendes e a profa. Dra. Maria Inês Barbosa. A mesa foi mediada pela Juíza Franciele Pereira do Nascimento e teve encerramento do Juíz Fábio Francisco Esteves.

Agradeço o convite e parabenizo à todas as pessoas envolvidas na organização do evento e todas pessoas presentes nesse momento nessa discussão sobre práticas que auxiliem nosso povo a existir com saúde, dignidade e com toda a potência que temos, mesmo diante de tudo que tenta nos desumanizar.

Endereço

Rio De Janeiro, RJ
22775002

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