21/11/2025
Existem reações alérgicas… e existe anafilaxia. Uma resposta inflamatória aguda e generalizada do organismo a um alérgeno, que pode evoluir rapidamente com sintomas respiratórios, queda de pressão, urticária, inchaços e até parada cardíaca.
Considerada uma emergência médica, seus gatilhos mais comuns são alimentos (como leite, ovo, amendoim, frutos do mar), medicamentos (especialmente anti-inflamatórios e antibióticos) e picadas de insetos.
Em alguns casos, o quadro aparece minutos após o contato com o agente. Em outros, pode demorar até 1 hora, o que dificulta o reconhecimento e retarda a ação. Por isso, é tão importante estar atento a sinais como sensação de garganta fechando, tosse persistente, dificuldade para respirar, coceira pelo corpo, inchaço de rosto ou lábios, náuseas, tontura ou sensação de desmaio. Um sintoma isolado pode parecer inofensivo, mas a combinação de dois ou mais deve acender o alerta.
Nesses casos, o tempo é fator crítico. A conduta imediata é a aplicação de adrenalina (epinefrina) intramuscular, que deve estar disponível para pacientes já diagnosticados com risco aumentado. Depois da aplicação, é indicado ir ao pronto-socorro para observação, já que pode haver uma segunda onda de sintomas. A chamada reação bifásica.
No Dia Mundial da Anafilaxia, deixo esse recado para quem tem histórico de alergias graves ou já passou por um episódio parecido: converse com um especialista. Entender seu risco, saber como agir e ter acesso à medicação de emergência é parte do cuidado.