04/10/2025
🧠 O autismo raramente vem sozinho: Entendendo as comorbidades.
Quando falamos sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), é fundamental entender que, muitas vezes, outras condições de saúde mental e de neurodesenvolvimento caminham lado a lado. A isso, damos o nome de comorbidades.
Este infográfico ilustra as condições coexistentes mais comuns, e os números são um alerta importante: a saúde mental de uma pessoa autista precisa de um olhar integral e atento!
Por que essa sobreposição acontece?
A sobreposição não é coincidência. Ela pode ocorrer por:
Fatores Genéticos: Predisposições genéticas compartilhadas entre o autismo e outras condições, como TDAH e ansiedade.
Sobrecarga e Estresse Crônico: Viver em um mundo neurotípico, que nem sempre compreende ou se adapta às suas necessidades, pode ser uma fonte constante de estresse. O esforço para "mascarar" traços autistas (masking), a sobrecarga sensorial e as dificuldades de socialização podem ser gatilhos para o desenvolvimento de ansiedade e depressão.
A "Sombra do Diagnóstico"
Um dos maiores perigos é a "sombra do diagnóstico", onde todos os comportamentos e dificuldades da pessoa são atribuídos unicamente ao autismo, ignorando outras condições que também precisam de tratamento. Uma crise pode ser vista apenas como "uma crise autista", quando na verdade pode ser uma crise de pânico causada por um transtorno de ansiedade não diagnosticado.
Cuidar de um transtorno de ansiedade, de um TDAH ou de uma depressão pode melhorar drasticamente a qualidade de vida, a capacidade de aprendizado e as interações sociais de uma pessoa no espectro.
O cuidado eficaz é sempre multidisciplinar, envolvendo psicólogos, psiquiatras, terapeutas e toda a rede de apoio. Olhar para a pessoa em sua totalidade é o primeiro passo para um suporte verdadeiramente eficaz.
💬 Você convive com alguma dessas comorbidades ou conhece alguém que passa por isso? Compartilhe este post para que mais pessoas entendam a importância de um cuidado integral!