Jana Doula/ Ed perinatal

Jana Doula/ Ed perinatal Sou Jana Doula educadora perinatal, assistente social, especializada em trabalho com famílias e terapeuta sistêmica.

Casada com Igor mãe de anjo, de Iuri e Malu.

Soube que a exposição Sentidos do Nascer, realizada no Rio de Janeiro por UERJ, UFMG e SUS, como o papel da doula foi de...
28/02/2026

Soube que a exposição Sentidos do Nascer, realizada no Rio de Janeiro por UERJ, UFMG e SUS, como o papel da doula foi descrito e isso me preocupa.

Apresentar a doula como “mulher da comunidade, com ou sem formação ou estudo” não representa a realidade da profissão hoje.

A doulagem deixou de ser voluntariado há muito tempo. Somos profissionais que estudam, se formam e se baseiam em evidências científ**as para levar informação responsável às famílias.

Reduzir essa atuação a algo informal é um desserviço à categoria e às mulheres que precisam de orientação qualif**ada.

Humanização exige preparo, ética e ciência. Esse post é para conseguirmos a visualização correta da nossa atuação espero que tenha sido somente um ruído na comunicação.

27/02/2026

Não.
O cordão umbilical não mata o bebê.

O cordão é a ligação vital entre a placenta e o bebê. É por ele que passam oxigênio e nutrientes durante toda a gestação. Ele é protegido por uma substância chamada gelatina de Wharton, que evita que seja facilmente comprimido.

Muitas pessoas têm medo quando escutam que o bebê está com o cordão enrolado no pescoço (circular de cordão). Isso é comum e, na maioria das vezes, não causa nenhum problema. O bebê não respira pelo pescoço dentro do útero — ele recebe oxigênio pelo cordão. Portanto, o fato de estar enrolado não signif**a que está sufocado.

26/02/2026

Quando um pai pega o bebê, algo importante acontece.

Mesmo antes de o bebê chegar até a mãe.

Aquele momento não é a “semeadura” que conhecemos.

A primeira semeadura acontece no canal vaginal e o enraizamento acontece no peito da mãe.

Mas, no meio disso, quando o pai está recebendo seu bebê, há o que eu gosto de chamar de “Troca no Limiar”.

Quando um pai recebe seu bebê com as mãos nuas, o bebê vivencia uma introdução microbiana.

É uma exposição breve e superficial às bactérias que vivem na pele dele.

Isso não é a colonização fundamental, mas é informação.

O sistema imunológico do recém-nascido está aprendendo quem pertence ao seu mundo.

Ao mesmo tempo, o bebê está absorvendo:
voz familiar
calor
cheiro
mãos firmes
segurança do sistema nervoso

Isso não é posse. É cuidado. É uma transmissão de informação do pai para o bebê.

O pai segura o bebê na borda entre dois mundos, protegendo essa travessia antes de devolvê-lo ao corpo que irá regular, alimentar e enraizá-lo.

O que eu frequentemente vejo em partos fisiológicos sem intervenções é:

Primeira semeadura: o canal vaginal.
Troca no limiar: as mãos do pai.
Segunda semeadura: a pele e o beijo da mãe.

Vídeo:

O contato pele a pele logo após o nascimento não é um detalhe. É biologia. É sobrevivência. É vínculo.Quando o bebê é co...
25/02/2026

O contato pele a pele logo após o nascimento não é um detalhe. É biologia. É sobrevivência. É vínculo.

Quando o bebê é colocado sobre o peito da mãe imediatamente após o parto, o corpo entende exatamente o que fazer. A temperatura do bebê se regula, a frequência cardíaca estabiliza, a respiração f**a mais organizada e os níveis de estresse diminuem. O cheiro, o calor e o som do coração materno ativam memórias primitivas de segurança. O recém-nascido chora menos, gasta menos energia e se adapta melhor à vida fora do útero.

Para a mãe, o contato pele a pele estimula a liberação de ocitocina, o hormônio do amor e da contração uterina. Isso ajuda na dequitação da placenta, reduz o risco de hemorragia e favorece a descida do leite. Além disso, fortalece o vínculo, diminui a ansiedade e aumenta a confiança materna nas primeiras horas, que são decisivas emocionalmente.

A amamentação na primeira hora de vida, quando possível, potencializa ainda mais esses benefícios. O colostro, primeiro leite produzido, é uma verdadeira dose de imunidade concentrada. Rico em anticorpos, protege contra infecções e contribui para a formação da microbiota intestinal saudável. Cada gota é um investimento direto na saúde a curto e longo prazo.

Contato pele a pele e amamentação não são apenas práticas bonitas para foto. São intervenções baseadas em evidência que reduzem mortalidade neonatal, fortalecem o vínculo, melhoram o sucesso da amamentação e impactam positivamente o desenvolvimento emocional da criança.

Respeitar essa hora é respeitar o nascimento. É entender que o início da vida fora do útero precisa de colo, calor e presença. O primeiro lugar do bebê não é o berço. É o peito da mãe.

Parto é rito de passagem. Mesmo quando termina em cesariana.Dia 19/02 às 15:22, Ingrid atravessou o seu portal.Não foi o...
24/02/2026

Parto é rito de passagem. Mesmo quando termina em cesariana.

Dia 19/02 às 15:22, Ingrid atravessou o seu portal.

Não foi o desfecho inicialmente planejado.
Foi uma cesariana.
Mas foi, acima de tudo, um nascimento consciente.

Porque parto não é sobre via de nascimento.
É sobre quem a mulher se torna ao atravessar o processo.

Ingrid sempre foi uma mãe leoa.
Sempre admirei as renúncias que ela fez para viver plenamente sua maternidade com Ana Luiza e agora com Dom.

Nossa conexão vai muito além da doulagem.
É amizade.
É espiritual.
É sustentação mútua em fases diferentes da vida.

Ela esteve comigo em momentos delicados com o Iuri.
Eu estive com ela no dia em que Dom chegou ao mundo.

E naquele centro cirúrgico, eu não estava apenas como doula.
Eu estava como presença firme.
Como base emocional.
Como alguém que sustenta o ambiente para que a mulher não perca sua força mesmo quando o plano muda.

Porque é isso que signif**a viver o parto como rito de passagem:
Não é controlar o desfecho.
É atravessar com consciência.

E sim… fui a primeira a ver aquele rostinho.
E testemunhar o instante exato em que uma mulher renasce é algo que não se explica. Se honra.

Meu trabalho não é prometer tipo de parto.
É preparar mulheres para atravessarem o que vier com segurança física, emocional e espiritual.

Parto é ciência.
É emoção.
E é sagrado.

Se você deseja viver essa travessia com presença e preparo real, existe um caminho.

21/02/2026

O milagre da vida♥️

05/02/2026

Muita gente fala sobre parto. Pouca gente fala a verdade.

Dizem que parto humanizado é “parir na banheira, à luz de velas”. Mito.
Parto humanizado não é sobre o lugar ou a banheira. É sobre respeito, informação, consentimento e decisões centradas na mulher seja no chuveiro, na cama, no hospital.

Dizem que a doula substitui médico. Mito.
A doula não faz procedimentos. Ela oferece suporte físico, emocional e informativo para que você se sinta segura e amparada.

Dizem que a doula é luxo. Mito.
Apoio contínuo durante o trabalho de parto muda a experiência da mulher. Isso é cuidado, não luxo.

Dizem que rompeu a bolsa tem que sair correndo para a maternidade. Mito.
Na maioria das vezes, dá tempo de avaliar com calma, observar contrações, cor do líquido e orientação da equipe. Pressa e pânico não ajudam informação ajuda.

Dizem que a doula só serve para parto normal. Mito.
Ela também está presente na cesárea, garantindo acolhimento, explicações e mais tranquilidade nesse momento.

O que ninguém fala o suficiente é:
A doula não faz o parto por você.
Ela te ajuda a viver esse dia com menos medo, mais confiança e sem se sentir sozinha.

Doula Jana R Costa

Endereço

EStrada Do Pontal, Recreio Dos Bandeirantes, Rio De Janeiro/
Rio De Janeiro, RJ
22790-877

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