Dra. Amanda Buchmann ∙ Gastroenterologista

Dra. Amanda Buchmann ∙ Gastroenterologista Te ajudo a melhorar a saúde digestiva com bons hábitos.
💚 Medicina integrativa
👩‍⚕Mãe do Levi e Gastro ∙ 🩺 RQE2538
👇🏻Atendimento presencial e online

05/05/2026

Nem todo paciente com dispepsia é igual. E é exatamente aí que a gente ainda erra.”

Essa aula trouxe um ponto que, na prática, muda completamente nossa tomada de decisão:

Hoje, a medicina ainda funciona assim:
❌ baseada em sintoma
❌ esperando sinal de alarme
❌ com avaliação tardia

Mas o câncer gástrico não funciona assim.

👉 Ele tem uma história natural longa
👉 O risco é identificável antes dos sintomas
👉 E existe uma janela real de intervenção

O que precisa mudar?

✔ identif**ar pacientes de maior risco mais cedo
✔ considerar endoscopia antes de sinais de alarme
✔ sair do modelo “esperar piorar para investigar”
E aqui vem o conceito mais importante da aula:

👉 RISCO NÃO É BINÁRIO

Não é:
“tem ou não tem indicação”

É:
👉 um acúmulo de fatores

• origem (país de alta incidência)
• etnia
• história familiar
• H. pylori
• lesões pré-neoplásicas
• sintomas persistentes

👉 Quanto mais fatores, maior o risco
👉 E mais precoce deve ser a investigação

Tradução prática:

👉 Endoscopia deve ser considerada mesmo SEM sintomas de alarme quando o risco acumulado é alto
Isso muda tudo:

Saímos de:
❌ medicina baseada em sintoma

Para:
✔ medicina baseada em risco

E talvez esse seja um dos maiores gaps atuais:

👉 A gente sabe quem é alto risco
👉 A gente sabe que dá pra detectar cedo

Mas ainda não transforma isso em ação no consultório.

E eu te pergunto:

Você ainda espera “sinal de alarme”
ou já pensa em estratif**ação de risco?

05/05/2026

Roma V: não mudou só o critério — mudou a forma de enxergar o intestino.

Então, “pega o caderninho” rsrs
O Roma V trouxe uma mudança importante no diagnóstico das doenças intestinais — mas o maior impacto não está apenas nos critérios.

Está no conceito.

Saímos do termo “funcional” e passamos a falar em distúrbios da interação intestino-cérebro (DGBI).

Isso signif**a que:

✔️ Não é ausência de doença
✔️ É uma doença com mecanismos diferentes
✔️ Envolve motilidade, microbiota, sensibilidade visceral e eixo intestino-cérebro
NA PRÁTICA, O QUE MUDOU?

O Roma V ficou mais próximo do “mundo real”:

• Permite desconforto (não só dor)
• Reduz a frequência mínima dos sintomas
• Aceita sobreposição de sintomas

👉 Ou seja: menos exclusões artificiais
👉 Mais pacientes sendo corretamente classif**ados
E ONDE ENTRA A MICROBIOTA?

Aqui está o ponto que pouca gente fala:

👉 O Roma V continua sendo baseado em sintomas
👉 Mas reconhece que os mecanismos são multifatoriais

E na prática clínica, isso frequentemente inclui:

✔️ Disbiose
✔️ SIBO
✔️ IMO
✔️ Alterações fermentativas

⚠️ IMPORTANTE

O próprio Roma V orienta:

👉 evitar exames indiscriminados

Mas isso NÃO signif**a ignorar mecanismo.

👉 Signif**a investigar com critério, mas investigar!

O QUE VEMOS NO CONSULTÓRIO

Pacientes com:

• distensão persistente
• constipação refratária
• diarreia funcional

👉 muitas vezes têm sobreposição com SIBO/IMO

E isso muda completamente o tratamento.


O Roma V trouxe um recado claro:

👉 não basta classif**ar
👉 é preciso entender o porquê

E o futuro do manejo desses pacientes passa por:

✔️ estratif**ação
✔️ microbiota
✔️ medicina mais individualizada

04/05/2026

Essa aula no DDW trouxe um ponto que muda completamente o raciocínio:

👉 Não estamos mais falando só de “fígado gorduroso” ou “álcool”
👉 Estamos falando de uma doença de sobreposição: metabólico + álcool

E isso muda o tratamento.

3 focos que precisam ser tratados juntos:

1️⃣ Metabolismo
(resistência à insulina, obesidade, dislipidemia)
→ aqui entram GLP-1, tirzepatida, controle metabólico

2️⃣ Cérebro / comportamento (álcool)
→ não é só consumo… é desordem do uso de álcool (AUD)
→ exige abordagem ativa (medicamentosa e comportamental)

3️⃣ Fígado
→ inflamação, esteatose, fibrose
→ terapias alvo-específ**as (como resmetirom e pipeline antifibrótico)

Ponto crítico:
Nem todo paciente que bebe tem AUD
Mas todo paciente com MetALD precisa ser avaliado para isso

👉 porque tratar só o fígado e ignorar o álcool = falhar no tratamento

Estratif**ação importa

* carga metabólica
* padrão de consumo
* biomarcadores (como PeTH)
* estágio de fibrose

👉 é isso que define risco e conduta

Tratamento hoje:
✔ controle metabólico agressivo
✔ abordagem do uso de álcool
✔ terapias hepáticas quando indicadas

❌ ainda não existe uma droga única que resolva tudo

O que vem por aí:

* GLP-1 atuando também no craving
* FGF21 (ponte fígado-cérebro)
* terapias combinadas
* microbiota como modulador
* novos alvos antifibróticos e regenerativos

Em resumo:
👉 MetALD não é uma doença do fígado
👉 É uma doença do comportamento + metabolismo + inflamação



💬 “Não adianta tratar o fígado se o cérebro continua pedindo álcool.”



DDW2026 SaúdeMetabólica

04/05/2026

O fígado gorduroso não é estático. É uma doença progressiva — e silenciosa.

➡️ Começa como esteatose simples
➡️ Pode evoluir para MASH (esteato-hepatite associada à disfunção metabólica)
➡️ Avança para fibrose
➡️ E, em alguns casos, chega à cirrose e hepatocarcinoma

Nem todos os pacientes evoluem — mas uma parcela signif**ativa progride, especialmente na presença de inflamação e fatores metabólicos associados.

O grande ponto clínico hoje não é só diagnosticar gordura no fígado…
é identif**ar quem está em risco de progressão (at-risk MASH).

E é exatamente aí que entram as novas terapias.

Durante o congresso, passei no stand do resmetirom — primeira droga aprovada para MASH com fibrose (F2-F3), atuando como agonista seletivo de THR-β, com impacto em metabolismo lipídico hepático.

O que precisamos ter claro na prática:
• Indicação bem definida (MASH com fibrose signif**ativa)
• Custo elevado
• E, principalmente: desfecho baseado em resposta histológica
→ melhora de MASH ± regressão de fibrose (não é resposta universal)

Ou seja:
👉 não é para todo mundo
👉 não substitui base do tratamento
👉 e reforça ainda mais a importância de estratif**ação de risco

No fim, a mensagem mais importante continua sendo:

quanto antes você identif**a e intervém, maior a chance de interromper essa progressão.

Porque quando chega na cirrose… o jogo muda completamente.



🧠 Referências (base conceitual):
• AASLD Practice Guidance MASLD/MASH (2023–2024)
• NEJM 2024 – Resmetirom in NASH with fibrosis
• EASL Clinical Practice Guidelines (2024 update)

Nem tudo que você vê como “novidade” na medicina já está disponível — ou pronto — para uso na prática clínica.No DDW 202...
04/05/2026

Nem tudo que você vê como “novidade” na medicina já está disponível — ou pronto — para uso na prática clínica.

No DDW 2026, ficou claro como a gastroenterologia está avançando com dispositivos, neuromodulação e abordagens mais personalizadas. Mas existe uma diferença importante entre inovação, evidência e acesso real.

A cápsula vibratória para constipação, por exemplo, já é aprovada pelo FDA e mostra bons resultados em estudos clínicos, mas ainda não chegou ao Brasil.

Na gastroparesia, terapias com eletrodos existem, mas são restritas a poucos centros e casos selecionados.

O transplante de microbiota f***l já é realizado no Brasil para infecção recorrente por Clostridioides difficile, com alta eficácia — porém ainda não como produto padronizado e amplamente acessível como em outros países.

E novas abordagens, como estimulação elétrica ou magnética não invasiva, são promissoras, mas ainda carecem de padronização e maior robustez de evidência para uso rotineiro.

👉 Ou seja: inovação por si só não basta.

Medicina de verdade é integrar evidência, contexto e individualização.

Se você gosta de conteúdos que traduzem a ciência para a prática real, me acompanha por aqui.

Quando falamos em microbiota intestinal, ainda existe uma tendência de reduzir tudo às bactérias.Mas isso já não explica...
03/05/2026

Quando falamos em microbiota intestinal, ainda existe uma tendência de reduzir tudo às bactérias.

Mas isso já não explica a complexidade que estamos vendo hoje.

No DDW 2026, uma mensagem ficou muito clara:
👉 o intestino funciona como um ecossistema integrado — que envolve bactérias, vírus, fungos e, principalmente, a interação entre eles.

E mais do que isso:
não estamos falando apenas de inflamação.

Entre os dados discutidos no congresso, chama atenção que alterações intestinais podem envolver:
🧬 defeitos na maturação das células intestinais
⚙️ alterações no metabolismo celular
🧱 disfunção da barreira intestinal

Ou seja: o problema pode estar na estrutura e no funcionamento do epitélio — não só na composição da microbiota.

Um exemplo interessante apresentado envolve o receptor LPAR5:
👉 em modelos experimentais, sua ativação mostrou potencial em melhorar a maturação intestinal e a função de barreira

⚠️ ainda em fase inicial, sem aplicação clínica direta até o momento.

Na prática, isso reforça um ponto que eu vejo todos os dias no consultório:
👉 casos refratários nem sempre são explicados por uma única causa (como “SIBO”, por exemplo)

Eles podem envolver múltiplos níveis:
— microbioma
— metabolismo
— sinalização celular
— função de barreira

E isso muda completamente a forma de pensar o tratamento.

Seguimos acompanhando o DDW 2026 em tempo real — trazendo o que realmente importa, com leitura crítica e aplicabilidade.

03/05/2026

Microbioma: menos certezas, mais maturidade científ**a

Essa mesa no DDW não foi sobre respostas prontas.
Foi sobre o que a gente ainda não consegue traduzir totalmente para a prática clínica — e isso diz muito.

Hoje já sabemos que o microbioma vai muito além das bactérias:

✔ interage com enzimas digestivas
✔ influencia vias hormonais
✔ participa ativamente da digestão e do metabolismo

Mas quando entramos em tratamento, a discussão f**a mais interessante 👇🏻

👉 Probióticos e transplante de microbiota precisam realmente colonizar para funcionar?

A resposta mais atual: na mesa não houve um consenso.

Muitos efeitos parecem ser mediados por metabólitos e pela modulação do ecossistema — especialmente nos casos de recorrência por C. difficile.

E aí entra um ponto importante:

Sequenciamento de microbioma (metagenômica f***l) ainda tem mais valor em pesquisa do que na prática clínica hoje.

Falta padronização.
Falta correlação direta com conduta.

O que vem ganhando força?
👉 Metaboloma.

Mais importante do que saber quem está ali…
é entender o que essas bactérias estão produzindo e fazendo.

Na prática:

A gente já entendeu que o microbioma importa.
Agora o desafio é usar isso com precisão — sem simplif**ar demais nem prometer além da evidência.

💬 Me conta: você já viu paciente chegar com “exame de microbioma” sem saber o que fazer com o resultado?

📍Direto do DDW trazendo o que realmente muda a forma de pensar — não só o que está na moda.

metaboloma medicinabaseadaemevidencia intestino saúdeintestinal

03/05/2026

Distensão abdominal não é só “gás”.

Na aula da Baha Moshiree (DDW 2026), ficou claro:
a maioria dos pacientes tem desregulação funcional, não excesso de gás.

👉 motilidade
👉 microbiota
👉 sensibilidade visceral
👉 padrão muscular (dissinergia abdominofrênica)

E um ponto-chave na prática:
👉 constipação é um dos principais drivers de distensão

Por isso, tratar só dieta ou “gases” muitas vezes não resolve.

💡 Distensão abdominal não é um diagnóstico —
é um sistema desregulado.



Esse vídeo com a Dra. Vera conecta exatamente com isso.



Referências:
Moshiree B. Refractory bloating: beyond blaming gas. DDW 2026;
AGA Clinical Practice Update on Bloating. 2023;
Melchior C et al. UEG Journal. 2025.

Contagem regressiva para o   🌎✨No próximo mês, estarei presente em um dos maiores congressos de Gastroenterologia do mun...
19/04/2026

Contagem regressiva para o 🌎✨

No próximo mês, estarei presente em um dos maiores congressos de Gastroenterologia do mundo, acompanhando de perto as principais atualizações em microbiota, doenças funcionais e fígado.

Mais do que participar, meu objetivo é trazer para vocês o que realmente faz diferença na prática — de forma clara, aplicável e baseada em evidência.

E quero te convidar a acompanhar comigo.

Ao longo do congresso, vou compartilhar os principais insights, novidades e tendências em tempo real por aqui.

👉 Já salva esse post e me acompanha para não perder nada.

Agradeço à FQM pelo apoio.

A Semana do Fígado sempre deixa mais do que atualização.Deixa reflexão.De tudo que vi e ouvi, ficou muito claro que a he...
18/04/2026

A Semana do Fígado sempre deixa mais do que atualização.

Deixa reflexão.

De tudo que vi e ouvi, ficou muito claro que a hepatologia mudou — mas não foi por uma descoberta isolada.

Foi pela forma de enxergar o paciente.

Hoje:
• hepatite C a gente já sabe curar
• o desafio passou a ser epidemiológico: encontrar e tratar todos

E, ao mesmo tempo:
• o fígado gorduroso virou protagonista
• mas não é sobre ter gordura

👉 é sobre quem tem risco de fibrose

E isso muda completamente a prática.

Porque nem todo paciente precisa do mesmo tratamento.
Mas quem tem risco… precisa ser identif**ado cedo.

E aqui entram ferramentas que usamos no dia a dia:
• FIB-4
• elastografia
• scores combinados

As “canetas” ajudam — e muito.
Mas não substituem o básico bem feito.

No fim, a maior mudança foi essa:

👉 sair de uma medicina reativa
👉 e caminhar para uma medicina preditiva

Salva esse post — isso aqui é o que realmente importa hoje.

Uma reportagem recente chamou atenção para uma condição rara: pessoas que apresentam sinais de embriaguez sem consumir á...
13/04/2026

Uma reportagem recente chamou atenção para uma condição rara: pessoas que apresentam sinais de embriaguez sem consumir álcool.

Isso acontece na chamada síndrome da autofermentação intestinal, onde microrganismos do intestino produzem etanol a partir da fermentação de carboidratos.

Apesar de rara, essa condição reforça um ponto muito importante:
👉 o intestino não é apenas digestivo — ele é metabolicamente ativo e pode impactar o cérebro e o comportamento.

Na prática clínica, vemos formas mais sutis desse processo, relacionadas à disbiose, SIBO e alterações da microbiota.

Por isso, sintomas como:
• distensão abdominal
• gases
• fadiga
• “névoa mental”

não devem ser ignorados.

Cada vez mais, tratar o intestino é tratar o paciente como um todo.

Endereço

Rua Hadock Lobo 210 (sala 405, 5 Andar)
Rio De Janeiro, RJ
20260-142

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
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Telefone

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