11/05/2026
Ácido folínico trata TEA?
A resposta mais honesta é: Não é simples assim.
Na minha prática clínica, eu tenho, sim, pacientes que vêm se beneficiando do uso do ácido folínico. Mas isso não signif**a que toda criança autista precise usar.
E aqui está o ponto que muita gente confunde: Melhora clínica individual não é a mesma coisa que indicação universal.
O ácido folínico pode fazer sentido em alguns perfis específicos,quando existe uma hipótese clínica relacionada ao metabolismo do folato, ao transporte de folato para o sistema nervoso central ou a sinais neurológicos associados.A verdade é que o ácido folínico está relacionado a uma série de processos neurometabólicos, no sistema nervoso central, como por exemplo: metabolismo da Serotonina, dopamina,noradrenalina…Posso citar também, o processo metabólico de conversão do aminoácido metionina (da dieta) em homocisteína e sua posterior remetilação de volta a metionina ou conversão em cisteína….
Então o quadro clínico é bem específico e severo.
Em suma, antes de pensar em suplementar, é preciso avaliar a criança inteira: Desenvolvimento, linguagem, comportamento, sono, seletividade alimentar, epilepsia, regressão, comorbidades, exames e história clínica.
O problema não é o ácido folínico.
O problema é transformar uma possibilidade terapêutica em promessa para todas as crianças!
Na medicina séria, tratamento não nasce de trend. Nasce de avaliação médica, critério clínico e acompanhamento responsável.