11/05/2022
O QUE MUDOU NA NOVA CADERNETA DA GESTANTE?
Na última semana, foi divulgada pelo Ministério da Saúde a nova Caderneta da Gestante, que é distribuída para todas as gestantes do SUS para acompanhamento da gestação, parto e pós parto, onde deveria conter informações atualizadas para orientar as parturientes. Mas vemos que esse novo modelo colabora pra práticas de violência obstétrica e não esta alinhado com as diretrizes recomendadas pela OMS.
Vamos ver então as principais mudanças e como elas propagam a desinformação?
1️⃣ Na nova versão, ela cita que a episiotomia pode ser necessária em casos de sofrimento fetal. Estudos comprovam que esse procedimento é DESNECESSÁRIO e pode gerar danos para a mulher no pós parto, como perda da sensibilidade da região do períneo, dor nas relações se***is, infecções etc. EPISIOTOMIA É VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA!!
2️⃣ Afirma também que a amamentação em livre demanda pode proteger a mulher de uma nova gestação, o que não é verdade. Mesmo que ocorra a produção de prolactina, hormônio que impede a ovulação, durante a amamentação, é possível engravidar. AMAMENTAÇÃO NÃO É MÉTODO CONTRACEPTIVO!
3️⃣ Deixou de citar o Plano de Parto, ferramenta importante para manifestar as escolhas da gestante no parto, dando carta branca para que essas decisões sejam desrespeitadas.
4️⃣ Em nenhum momento menciona o trabalho da doula, ignorando a importância da nossa assistência para gestante.
5️⃣ Ela ainda incentiva as cesáreas eletivas a partir de 39 semanas, sem falar seus riscos e possíveis complicações.
Assim, a humanização do cenário obstétrico brasileiro se torna cada vez mais difícil, e quem paga por isso são as mulheres que continuam sofrendo violência, seja ela física ou psicológica, no momento que deveria ser especial e único.
O que você achou dessas mudanças? Me conta nos comentários!!