04/05/2026
Ela esqueceu o nome dela.
Não de vez. Aos poucos.
Foi trocando por "mãe", "esposa", "responsável". Foi deixando a praia pra depois. As amigas pra depois. O corpo que dançava, pra depois.
E o depois nunca chegou.
"Quem era você antes de ser minha mãe?"
Ela ficou em silêncio.
Não porque não soubesse a resposta — mas porque fazia tempo que ninguém havia feito essa pergunta. Nem ela mesma.
No consultório, vejo isso semana após semana: mulheres que chegam carregando todo mundo — e que em algum momento, no meio de tanto dar, sumiram de si mesmas.
Esse "esquecimento de si" não é falta de amor pela família. É o resultado de carregar o mundo nas costas sem ter onde descansar o próprio peso.
E muitas vezes, o cansaço que você sente não é físico. É o peso de não se reconhecer mais ao olhar no espelho.
A terapia não é só para quando algo quebra.
É o espaço onde você reaprende a ouvir a sua própria voz em meio ao barulho das demandas. Onde resgata a mulher que gosta de dançar, de viajar, que tem desejos próprios. Onde entende, com compaixão, que ser uma boa mãe não exige o seu apagamento.
Você não precisa estar em crise pra buscar apoio.
Às vezes basta o cansaço de não se reconhecer mais.
Se algo apertou no peito enquanto você lia — isso não é coincidência.
Sua história merece ser contada pelo seu nome. Não apenas pelos seus títulos.
O "depois" é agora.
✨ Estou com a agenda aberta para novas pacientes que desejam iniciar essa jornada de retorno a si mesma.
📩 Me manda uma mensagem ou toca no link da bio — vamos conversar.