27/04/2026
Completei 37 anos no último dia 15.
Não fiz grandes planos para a data. Fiquei quieta, observando, como quem faz uma retrospectiva e tenta decifrar o que está vindo.
Teve um tempo em que o caos era tudo que eu conseguia ver. Quatro filhos, uma segunda empresa que não funcionou como eu projetei, dinheiro acabando, uma pandemia, duas bebês recém-nascidas e a sensação de que eu tinha colocado toda minha energia numa direção errada.
Não estava errada. Eu estava vivendo, aprendendo.
O caos não é o oposto da construção.
Ele é uma condição dela.
A semente não germina na superfície. Ela precisa do escuro, da pressão, da umidade da terra. Ninguém vê esse processo, mas ele aconteceu com cada árvore, cada flor que você possa estar vendo nesse exato momento.
Analisando os últimos anos, percebi que toda grande virada da minha vida passou primeiro por um período que eu não conseguia nem nomear. Só depois de vivê-lo eu conseguia perceber a forma que estava tomando.
Hoje estou em obra, literalmente. Reformando minha casa de axé e também construindo o espaço onde vou viver e trabalhar. A bagunça é real. A poeira, os entulhos, o barulho são reais. E no meio de tudo isso, tem algo nascendo, algo que já foi plantado, fertilizado, mas ainda sem forma definida.
Aprendi a viver e confiar nesse processo.
Se você também está em um momento que parece só caos, talvez o que esteja faltando não seja solução. O caos é sinal de vida, de movimento.
MENOS PRESSA para o que te ANGUSTIA.
MAIS CONFIANÇA no seu processo de CRIAÇÃO e CONSTRUÇÃO.