23/11/2025
Bailarino e coreógrafo, Ismael Ivo é o primeiro negro e estrangeiro à frente do Teatro Nacional Alemão e do Balé da Cidade de São Paulo.
Celebridade no mundo. Mais um negro no Brasil entre os muitos que morreram vítimas da Covid-19 e da irresponsabilidade do Estado. Pioneiro ovacionado nos palcos e pouco conhecido em seu país.
Durante 66 anos, Ismael Ivo, nascido paulistano, viveu. A celebração de sua vida, entretanto, aconteceu no mundo, onde conquistou seu primeiro pioneirismo. Apesar de pioneiro no Brasil também, aqui, nada acontece sem que o racismo deixe a sua pegada.
Quando ele morre no Hospital Sírio-Libanês, 400 mil outros brasileiros já haviam partido com o mesmo diagnóstico, covid-19, não resistindo aos efeitos do vírus que tomou o mundo, oficialmente, em março de 2020.
Homem negro, com os músculos definidos pelo trabalho de mais de 30 anos de carreira apenas no exterior, para muitos, era a definição perfeita de um Deus do Ébano.
Sua vida começa na periferia da Zona Leste de São Paulo, Vila Ema, parido do ventre de uma empregada doméstica, mãe solo e sua principal incentivadora.
Desde adolescente, ele se interessa pela dança, sente que é a sua vocação. Consegue bolsas de estudos em escolas de dança moderna e integra o corpo de dançarinos do Teatro de Dança Galpão e o grupo experimental de dança do Teatro Municipal, ambos na capital paulista.
Estreia como coreógrafo, ao lado de Juliana Caneiro, o espetáculo Cartas Portuguesas, em 1978.
Em 1983, durante uma apresentação solo na Bahia, conhece o coreógrafo norte-americano Alvin Ailey, que o convida para integrar sua companhia junior, a Ailey Dance Center, em Nova Iorque, lhe abrindo as portas para uma carreira internacional. Entre Estados Unidos e Europa, se passam 33 anos!
Lá, ele dança e coreografa Young Blood, pelo Departamento de Arte Moderna do City College.
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