23/02/2026
Você pode até tentar controlar os sintomas.
Tentar ser menos ciumenta, mais confiante, menos crítica consigo mesma.
pode até funcionar por um tempo.
Mas, no fundo, algo continua apertando pois insegurança, comparação constante, perfeccionismo, medo de errar, sensação de não merecimento e dependência emocional não surgem do nada. eles são sinais, pistas, avisos silenciosos de que algo mais profundo está pedindo atenção.
Quando a autoestima está fragilizada, a mente entra em modo de sobrevivência. Você começa a se comparar, a se cobrar demais, a duvidar do próprio valor, a buscar validação fora, a se sentir sempre um passo atrás e não porque você é fraca, mas porque aprendeu, em algum momento da vida, que precisava provar quem era para ser aceita.
Não adianta só apagar o alarme.
é preciso olhar para o incêndio.
A terapia não trabalha apenas o comportamento visível, ela vai até a raiz, onde essas crenças sobre quem você é foram construídas, questiona o que nunca foi questionado e te ajuda a desenvolver uma autoconfiança que não depende de aprovação, desempenho ou comparação.
Autoestima não é repetir frases positivas.
É reorganizar a forma como você se enxerga, se trata e se posiciona no mundo.
Se você se reconheceu nesses sintomas, talvez seja hora de parar de lutar contra eles e começar a escutar o que eles estão tentando te mostrar.
E isso, sim, muda tudo.
Letícia Menescal
Psicóloga