27/02/2026
🔊𝗔 𝗧𝗨𝗕𝗘𝗥𝗖𝗨𝗟𝗢𝗦𝗘 É 𝗖𝗢𝗜𝗦𝗔 𝗗E 𝗣𝗔𝗦𝗦𝗔𝗗𝗢 𝗟𝗢𝗡𝗚Í𝗡𝗤𝗨𝗢, 𝗠𝗔𝗦 É 𝗗𝗘 𝗛𝗢𝗝𝗘 𝗔𝗜𝗡𝗗𝗔 𝗧𝗔𝗠𝗕É𝗠📢
Não obstante ser a tuberculose uma doença antiga, já detectada na Homo erectus, uma espécie anterior à Homo sapiens, da qual nós humanos fazemos parte; apesar de estarmos, em 24 de março próximo, celebrando o 144º aniversário da descoberta, na Alemanha, do agente causador da tisica, a Mycobacterium tuberculosis; malgrado conhecermos fármacos que combatem o micróbio desde antes da metade do Século XX; nada disso impede o mundo de diagnosticar, nos dias atuais, muitas vezes tardiamente, 10.7 milhões de casos anualmente, e nem evita que ainda notifiquemos cerca de 1.23 milhão de óbitos globalmente a cada período de 365 dias corridos, por esta causa.
Vale ressaltar que, face à importância das descobertas para a Saúde Pública mundial, faz parte da história da tísica a conquista de 2 Prêmios Nobel: 1905 _ Robert Koch (alemão), pelos estudos microbiológicos; 1952 _Selman Waksman (ucraniano naturalizado americano), pelos estudos farmacológicos que desembocaram na Estreptomicina, primeira droga identificada com poder de afetar a existência da M. tuberculosis.
A doença é infecciosa, mas também é contagiosa, daí estar intimamente associada a condições insalubres de moradia, leia-se aglomerações em cômodos ou em celas dos sistemas prisionais, com ventilação ruim e pouca exposição à luz solar.
A sonhada eliminação da tuberculose como tal, ainda nos parece ser uma quimera, dada a quantidade de fatores predisponentes do adoecimento colossal que se depreende de todos os estudos. Fatores ambientais, econômicos, educacionais e, obviamente, os sanitários.
Com poderes quase suprafísicos, uma vez instalada em nosso corpo, a bactéria pode nos acompanhar ao longo de toda vida de cada um de nós. Em estado de latência, como que adormecida, mas viva e pronta a lutar pela sobrevivência da sua espécie.
Aí reside o problema: as nossas carências socioeconômicas _ associando pobreza, alimentação e educação precárias, moradias ruins vivência em situação de rua e alta taxa de encarceramento, unem-se ao estilo de vida inadequado de boa parte dos humanos, a saber: 𝘂𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝗱𝘂𝘁𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗮𝗯𝗮𝗰𝗼 _ 𝗮 𝗢𝗠𝗦 𝗮𝘁𝗿𝗶𝗯𝘂𝗶 𝗮𝗼 𝗻𝗶𝗰𝗼𝘁𝗶𝗻𝗶𝘀𝗺𝗼 20% 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗮𝘀𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗧𝗕; obesidade e sedentarismo, que frequentemente levam à pandemia de casos de diabetes tipo 2, doença com múltiplos poderes, um deles o de reduzir a nossa imunidade. Some-se a isto o descuido com a própria sanidade, no s**o desprotegido e compartilhamento de seringas em cenas de uso, que levam à exposição ao HIV e à Aids, cujo nome já define a doença e o seu poder de diminuir a imunidade da espécie humana, o que ajuda a espécie das microbactérias a se multiplicarem e assim perpeturem-na.
Não podemos de deixar de ressaltar uma preocupação gigante da Organização Mundial da Saúde: a dificuldade de acesso, em muitos locais, ao diagnóstico laboratorial precoce da TB, e ao imediato tratamento adequado da doença, aí incluindo os casos de resistências bacterianas primárias ou secundárias aos antibióticos. Leia-se tratamento adequado como aquele que oferece as dr**as certas, no quantitativo e regularidade estabelecidos, e, last but not least, pelo tempo preconizado _ 180 dias, no mínimo, a depender de cada situação específica individual.
Pelo Centro de Apoio ao Tabagista, editamos este pequeno trecho da entrevista concedida por Margareth Pretti Dalcolmo, médica pesquisadora da Fundação Osvaldo Cruz, ao canal de videocasts da Secretaria Estadual de Saúde do estado do Rio de Janeiro _ POD + Saúde 133.
https://youtube.com/shorts/9FrU_spo3HY
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🔊Link para a íntegra do programa, 19/02/2026.📢
https://youtu.be/w-Fu9e3AwZ0
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