Uddiyana Espaço de Yoga

Uddiyana Espaço de Yoga O Espaço Uddiyana Yoga dedica-se à vivência, aprendizagem e ao ensino do Yoga como um caminho de autoconhecimento. Direção: Eliane Oliveira.

Desde dezembro de 2012. Rua Almirante Tamandaré, 66/525 - Flamengo RJ

17/11/2025

Eu e meu irmão Rinaldo gravamos essa música de Jards Macalé ainda na pandemia. Eu na voz, e Rinaldo tocando diversos instrumentos. O Tema do Tio Barnabé marcou nossa infância. Fazia parte do enredo do Sítio do Pica-Pau Amarelo, seriado infantil baseado na obra de Monteiro Lobato, que estrelou entre o final dos 1970 e início dos 80. Nós chegávamos do colégio correndo para ver o Sítio. O Tio Barnabé era o personagem do preto-velho, um mestre ancião, ex-escravizado, sábio que vivia na mata perto Era com ele que a Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Emília, Visconde e Tia Anastásia acorriam para pedir conselhos, orientações e benzeduras. Era ele também que interagia com os seres espirituais da floresta, como o Saci, o Curupira, a Mula sem Cabeça e a Cuca, sendo a ponte xamânica entre a terra e o céu. O repertório de músicas do disco do Sitio do Pica Pau Amarelo reuniu nomes como Dorival Caymmi, Chico Buarque, João Bosco, Ivan Lins, Gilberto Gil. Dentre esses mestres, estava Jards Macalé, que, genialmente, conseguiu captar nessa música a alma e o ambiente do Tio Barnabé. Ela inspira mistério, reverência, ritual, resistência e memória. Eu ia republicar esse vídeo que eu fiz no dia 20/11, quinta-feira, em comemoração ao dia da Consciência Negra. Eterno Jards Macalé🖤 Muito Obrigada!

10/06/2025
13/05/2025

GUARDIÃO DOS OLHOS MANSOS:
a promessa - Poema de Eliane Oliveira 2022

"Já falei muito.
Hoje falho mais.
Falho que também não sei para quem me pede a resposta.
Falho que também a tenho para quem me pede pra tirar a dúvida.
Meu silêncio é entendido como ignorância ou arrogância.
Meu mistério é sentido como mentira ou loucura.
Sou o avesso do que me buscam.
Mais o sabiá do que o sábio.
Eu quero é os olhos mansos.
Eu quero é os olhos calmos.
E a falência dos conceitos, das classificações, das categorias, das tipologias, das metodologias, das molduras, das análises, das críticas, das características.
Hoje falho mais, mas prometo: ainda falharei melhor."
- Disse um grande mestre.
..
Vamos aprender a silenciar para enxergar melhor? Yoga pode ajudar nisso. Se quiser experimentar esse desap-ego, estamos no Largo do Machado/Flamengo RJ. Agende seu início! 21 991431022 zap

Uddiyana Espaço de Yoga
Rua Almirante Tamandaré 66/525
www.uddiyana.com.br

DOCE MARIA (Para minha mãe Maria José)Texto da profa. Eliane Oliveira -   20/09/19No que é seco, a casca é mais dura.Fei...
11/05/2025

DOCE MARIA (Para minha mãe Maria José)
Texto da profa. Eliane Oliveira - 20/09/19

No que é seco, a casca é mais dura.
Feito carapaça de guardar ouro.
Coco.
Só com um machado se abre.
Às pancadas, abria-o e,
com uma faca, separava o coco da casca.
Lascas grossas, ralava-as.
Derretia açúcar com leite no fogo brando,
juntava o coco ralado e deixava tudo cozinhar.
Borbulhar até engrossar e soltar do fundo da panela.
Acho que rezava assim a receita.
Retirava o doce cremoso da panela às colheradas,
e enfileirava pequenas porções sobre a pia de mármore branco da cozinha, para esfriar.
A visão do paraíso.
O manjar dos deuses.
Alquimia mais conhecida como Cocada.
Um alquimista, quando olha para alguma coisa, não vê a coisa em si, mas a coisa por trás da coisa. A pedra pode ser de chumbo, mas ele (ante) vê ouro. Porque enxerga, além do visível, a sua vocação e o seu destino.
Maria.
Minha mãe.
Ela já via, no coco, o doce,
e no doce, a metamorfose de quem dele provaria.
Por trás da cocada, havia mais do que um doce dos céus.
Havia o próprio céu.
O doce era um através.
Transparência do sagrado.
Sacramento.
Quem dele comesse, como que por magia, recordaria do gosto da ternura da vida
muito além das suas amarguras.
Transcendência.
Para isso, ela o fazia.
E, por isso, não o fazia sempre.
Fazia-o, por exemplo, para servir de lanche em reuniões políticas que havia em nossa casa no final dos setenta, começo dos oitenta.
Amigos da família na sala, dentre eles religiosos, sindicalistas, políticos e intelectuais.
Encontravam-se para conversar.
Conversar sobre o então contexto brasileiro e sobre os passos em direção à democracia.
O país ainda sob regime militar, em processo de lenta e progressiva abertura dos direitos civis e políticos, por anos cassados.
Alguns dali haviam sido perseguidos, presos e sofrido violências.
O clima de medo, insegurança e desânimo permanecia.
Protegiam seus corações como o coco à carapaça.
Mas, na pausa para o café,
em meio a áridos biscoitos de cream craker e outros salgadinhos aperitivos que para ali traziam,
havia as cocadas de Maria.
Valia a pena acreditar que a vida ressurgia.
Para isso, ela as fazia.
E, por isso, não as fazia sempre.
Fazia-as quando sentia que lhe cabia
revolucionar com doçura e esperança,
as almas que a dor endurecia.
Doce Maria.
Bem que podia ser o nome do doce.
Mas doce é o nome de Maria.
Doce Maria...
Sugestão de filme: A festa de Babette

Endereço

Rua Almirante Tamandaré, 66/525/Edifício Catete Center/
Rio De Janeiro, RJ
22221020

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Terça-feira 07:00 - 10:00
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Quinta-feira 07:00 - 10:00
17:30 - 20:30

Telefone

+5521991431022

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Categoria

Voo para o alto

"Uddiyana", em sânscrito, quer dizer “voo para o alto". Batizamos nosso espaço de yoga com esse nome para sempre mantermos na mente e no coração o horizonte da nossa filosofia e do nosso trabalho: a vivência do caminho ascendente e expansivo da energia vital, que, quando desperta (neste caso, através do yoga), nos faz lembrar aquilo que sempre fomos: a Plenitude.