02/10/2025
O que faz um jovem seguir acreditando nos próprios sonhos depois de um diagnóstico de HIV? Para Robson Lucas Oliveira Ferreira, de 27 anos, a resposta passa por acolhimento, música e luta coletiva. Estudante de Gestão em Turismo e morador da Zona Sul de São Paulo, ele descobriu viver com HIV em 2019, no CTA de Guaianases, quando buscou atendimento para investigar sintomas de sífilis.
De lá para cá, o que poderia ter sido uma sentença de medo virou combustível para novos projetos, terapia, militância e a certeza de que o futuro está apenas começando.
O impacto do diagnóstico
Robson tinha apenas 21 anos quando recebeu a notícia. Foi um amigo próximo, Gabriel, que insistiu para que ele fosse fazer exames. O resultado veio acompanhado de acolhimento no serviço de saúde, mas a lembrança do momento ainda dói.
“Por fora eu era forte, mas por dentro estava destruído. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer comigo.”
A revelação abalou sua relação com a família. Uma tia contou à mãe antes mesmo que ele tivesse tempo de conversar. O irmão, inicialmente duro, trouxe depois um gesto de acolhimento inesperado: contou que o pai dele também havia vivido com HIV.
“Ali percebi que eu não estava sozinho, que havia uma história antes de mim”, recorda.
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