18/02/2021
A saída forçada de África, ser uma pessoa preta em uma sociedade anti-negro somado a política de embranquecimento forjou subjetividades pretas nos últimos tempos. Os efeitos disso para a saúde mental do nosso povo é imensurável, sabe-se que esse contexto provoca os efeitos de auto-ódio, auto-destruição.
“Esse ódio, que brancos frequentemente projetam na relação com tudo aquilo que não é espelho, é, por vezes, introjetado nas subjetividades negras resultando num doloroso processo de auto-ódio. Culpa e auto-ódio se atravessam na dolorosa experiência de elaboração do trauma de uma violência. Os abusos do racismo sobre os corpos e as subjetividades negras têm como um de seus efeitos a culpa pela condição socioeconômica precária em que a maior parte da população negra se encontra, e o auto-ódio por toda a raça negra e por si mesmo por se sentir falho, menor, sem qualidades diante dos privilégios da branquitude.” - Lucas Veiga.
Num próximo post falarei sobre a carta que mudou a minha visão sobre mim e consequentemente sobre meu povo e a relação dela com o auto-ódio, seguindo nessa temática.
Agradeço ao rap, ao por nos proporcionar ricas e profundas reflexões possibilitando acessos a nossa subjetividade através da arte 🤍