10/08/2020
Recentemente fiz essa enquete e recebi diversas respostas, a maioria trazendo questões de experiências negativas como: “usar a comida como punição ou ameaça”; “falta de paciência na introdução alimentar e na identificação dos limites de fome/saciedade”; e “cobrança por um tipo de corpo”. A infância é uma fase determinante para diversos aspectos, inclusive de comportamentos e hábitos alimentares, desenvolvimento de autoestima e autoimagem. Acho que simplifica pensar em um bebê como uma tela em branco que vamos ajudar a construir hábitos, sentimentos, crenças e valores. Vale deixar claro que a grande maioria das coisas não tão positivas que carregamos da infância, não foram propositais por parte dos cuidadores, mas acabam acontecendo e identificá-las nos ajuda no processo de melhora do comportamento alimentar na vida adulta.✨O momento da introdução alimentar de um bebê e como essa alimentação vai ser tratada durante a infância, é muito importante para a relação que ele terá com a comida na vida adulta. Algumas dicas que podem ajudar a construir uma relação saudável e tranquila com a comida desde a infância:
🔆A criança já nasce com os seus sinais próprios de fome e saciedade, ou seja, quando ela sentir fome, ela vai comer e quando parar de comer, significa que já está saciada. Insistir para que “raspe o prato” ou distraí-la com brincadeiras ou eletrônicos para que ela coma mais, só vai fazer com que esses sinais fiquem desregulados e ela perca essa autonomia.
🔆Entender que as crianças não têm um ritmo constante de crescimento, em algumas fases vai ser mais acelerado e em outras, mais lento e na maioria das vezes o apetite acompanha esse ritmo, e está tudo bem.
🔆Comer em família e dar o exemplo ao invés de cobrar, tentar deixar o ambiente leve.
🔆Evite falar de peso e corpo pois isso deixa marcas muito profundas que podem levar à distúrbios alimentares e psiquiátricos. Busque ajuda quando achar que não consegue lidar com crianças que comem muito, pouco ou seletivamente. Existem profissionais especializados que podem evitar que as tentativas de ajudar se transforme em marcas para a vida toda.