08/03/2026
A palavra gerar vem do latim generare, que significa dar origem, produzir, fazer nascer.
No sentido mais literal, pensamos imediatamente na geração da vida, no corpo que abriga, nutre e traz um novo ser ao mundo. Durante séculos, essa foi talvez a imagem mais evidente do feminino.
Mas gerar, em um sentido mais amplo, é a capacidade de dar origem ao que antes não existia. Não se trata apenas de biologia, mas de criação no sentido mais profundo: gerar ideias, possibilidades, vínculos, movimentos internos e externos.
Gerar é transformar potência em existência, algo que nasce no pensamento, na sensibilidade ou na coragem e passa a ocupar um lugar real na vida.
Geram-se ideias, caminhos, transformações silenciosas dentro de si, vínculos, movimentos, histórias.
Na clínica, vejo muitas mulheres gerando novas versões de si mesmas.
Gerando limites onde antes havia silêncio. Gerando consciência onde antes havia confusão. Gerando liberdade onde antes havia medo.
Mas talvez a pergunta mais importante não seja apenas o que uma mulher gera, e sim, o que ela faz com as suas potências na arena da vida, esse lugar real onde tudo acontece: nas escolhas, nos vínculos, nos riscos, nos recomeços.
Hoje, minha homenagem é a todas as mulheres que, de alguma forma, geram sentido, caminhos e transformação. E também as que estão, neste momento, apenas tentando gerar um pouco mais de si mesmas.
Feliz Dia Internacional da Mulher!