08/03/2026
Desde cedo a gente aprende a sustentar muita coisa ao mesmo tempo: cuidar de si, cuidar dos outros, trabalho, expectativas, julgamentos, responsabilidades.
Talvez não seja coincidência que o corpo também sinta esse peso.
Mais de 80% dos meus pacientes são mulheres.
Na ciência, sabemos que as disfunções temporomandibulares (DTM) são mais prevalentes em mulheres, e isso acontece por uma combinação de fatores: hormonais, genéticos, anatômicos e psicossociais.
Mulheres também apresentam maior predisposição à dor crônica, o que contribui para a maior prevalência de DTM. Além disso, fatores psicossociais, como maior incidência de depressão e somatização, também aumentam esse risco.
E talvez isso também dialogue com o que muitas mulheres vivem fora do corpo:
pressões sociais, julgamentos constantes, desigualdades, violência, preconceitos e uma cultura que, por muito tempo, tentou limitar seus espaços.
Ainda assim, todos os dias mulheres seguem estudando, trabalhando, empreendendo, cuidando, liderando e abrindo caminhos.
Apesar de tudo, a força de uma mulher sempre encontra um caminho para seguir.
Feliz dia para todas 🤍🌻