05/12/2025
É impressionante como a relação dos adultos com suplementação muitas vezes começa na infância — seja pelo uso sem critério, por deficiências não acompanhadas ou até pelo hábito de tratar vitamina como se fosse guloseima.
Hoje, vejo três situações acontecendo ao mesmo tempo:
1️⃣ Deficiências que só aparecem na vida adulta, mas que nasceram na infância: seletividade alimentar persistente, baixo aporte nutricional, pouca exposição solar e ausência de acompanhamento.
É comum no consultório encontrar
✔ crianças que já poderiam estar corrigidas
✔ adultos que carregam sintomas desde pequenos.
2️⃣ Vitaminas com cara de doce, cheirinho bom e sabor irresistível, fazendo muitas crianças entenderem suplemento como recompensa. E muitas com doses super baixas.
O risco aumenta: perde-se a noção de dose, de indicação e de que vitamina é conduta médica — não bala colorida.
3️⃣ Adultos dependentes de suplementos, não por necessidade clínica real, mas porque começaram a usar “porque está na moda” desde cedo.
E na pediatria não é assim: cada vitamina tem indicação, dose e momento certos — e o excesso também pode causar malefícios.
ATENÇÃO! Suplementar não é proibido, não é vilão e não é solução mágica.
É uma ferramenta valiosa quando usada da forma certa.
E isso começa com o básico: alimentação, rotina, sono, exposição solar e acompanhamento individualizado.
Sem avaliação, a suplementação vira um risco silencioso.
E você: já se surpreendeu com a quantidade de suplementos que uma criança toma hoje? Ou já viu alguma usando “gummy” como doce? Quero saber nos comentários. 👇🏻💬