01/01/2026
Para você que acredita que o dia 1º de janeiro é um dia igual aos outros, vamos te contrariar.
A virada do ano não se restringe a uma mudança cronológica, mas constitui um tempo socialmente reconhecido de reflexão, reorganização e potencial transformação.
No campo da Psicologia Analítica, Carl Gustav Jung atribui aos rituais e símbolos um papel essencial na mediação entre consciência e inconsciente. Para Jung (1967; 1966), os rituais funcionam como formas simbólicas capazes de dar expressão a conteúdos psíquicos profundos, permitindo sua integração à consciência. Ao ritualizar o Ano Novo, cria-se um marco simbólico, dessa forma, o rito não apenas organiza o tempo social, mas também oferece sustentação psíquica para a elaboração de experiências passadas e a projeção de novos sentidos para o futuro.
Nesse contexto, ritualizar o Ano Novo é um ato que articula dimensões sociais, culturais e psíquicas. Trata-se de um gesto coletivo e simbólico que possibilita tanto a reorganização das relações sociais quanto a renovação interior dos indivíduos, reafirmando a importância dos rituais como instrumentos fundamentais de transformação humana.
Fecho este texto com o verbo esperançar, cunhado pelo nosso mestre Paulo Freire, festejar e ritualizar a passagem do ano se faz no esperançar, na palavra que é ação e almeja o fazer de um novo tempo.
Nós do CEJAA desejamos e ritualizamos com você por um novo tempo, de mais consciência, de mais respeito à natureza, de mais sonhos, de mais presença, de mais humanidade.
Desejamos a você uma excelente passagem e que seu ano venha realmente novo.