08/03/2026
8 de março — Dia Internacional da Mulher
O Dia das Mulheres não nasceu como uma data de flores ou homenagens vazias. Ele nasce de luta, desigualdade e resistência.
Desde o início do século XX, mulheres como Clara Zetkin e Alexandra Kollontai defenderam a criação de um dia internacional de mobilização pelos direitos das mulheres. Décadas depois, pensadoras como Simone de Beauvoir lembraram ao mundo que “não se nasce mulher: torna-se mulher”, denunciando como a sociedade constrói papéis que limitam nossa liberdade.
O feminismo nunca foi sobre superioridade. Sempre foi e, continua sendo, sobre igualdade, dignidade e segurança.
Os números atuais, assombrosos, mostram o quanto essa luta permanece necessária.
Segundo a World Health Organization, cerca de 1 em cada 3 mulheres no mundo sofrerá violência física ou sexual ao longo da vida. No Brasil, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que milhares de mulheres são vítimas de Feminicídio todos os anos, muitas dentro de suas próprias casas.
Isso não é apenas um problema de segurança pública. É também um problema cultural.
Por isso, a luta feminista não termina nas leis ou nas políticas públicas.
Ela também começa dentro de casa.
Criar uma sociedade mais justa exige educação: para que nos respeitem, que entendam limites, que reconheçam igualdade e que não reproduzam violências naturalizadas por gerações.
Como escreveu Chimamanda Ngozi Adichie, “Todos devemos ser feministas.”
Porque o feminismo não é uma ameaça aos homens. É uma proposta de sociedade mais justa para todos.
Que este 8 de março seja menos sobre flores e mais sobre consciência, responsabilidade e transformação.