Psicologia de cada dia - Cuidando da saúde emocional

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09/05/2026

A NOVA FOBIA COLETIVA
Becky S. Korich

A vida não dá trégua. São tarefas ininterruptas, uma anexada à outra, que parecem não caber 24 horas por dia. “É muita demanda”, “falta de tempo”. É isso que cansamos de dizer. Mentira: o que falta são pausas, silêncios, lacunas. O que falta é a falta.
Falta um pouco de “nada”, tempos e espaços vazios. Falta um dia sem Wi-Fi, sem redes sociais, sem TikTok; não há necessidade de ouvir os minutos. Você não sabe o que ligar e quando desligar.

Falta de coragem para f**ar sozinho. É a nova fobia coletiva: medo do silêncio e da solidão.

A luz está apagada e os olhos estão fechados. Não há necessidade de ter nada à sua frente. Você precisa ver no escuro, ouvir palavras não ditas. Você precisa ser capaz de se calar. Falta a falta de ruído, para que possamos ouvir uns aos outros. Falta a falta de imagens, para que possamos nos ver.

Falta o ponto e vírgula, o intervalo do jogo, a luz vermelha, domingo aos domingos. Não ter todas as respostas. O hiato está em falta. Você precisa saber esperar.

Não queremos mais textos longos, filmes longos, conversas profundas. Mal podemos esperar pelo próximo episódio. Maratonamos nossos dias em busca de finais, o menos importante.

A infância tem pressa, e o desejo de aprender passa rápido. Falta uma dose de ingenuidade, há muitas coerências; falta um pouco de não saber, f**am as certezas. Ilogicidade.

Falta curiosidade e apetite. Não há espaço vazio para criar. O “menos” está faltando, para que apareça o testamento. Falta o mistério, pelo desejo de acontecer.

Falta o cochilo involuntário, a distração, as brechas para surpresas. Não há cabeça vazia na hora de dormir e, imerso em uma mente que nunca descansa, é preciso poder sonhar. Sonhamos menos enquanto dormimos, sonhamos menos enquanto estamos acordados.

Não há quebras nessa orquestra bagunçada, sem diretor, sem maestria, onde todos os instrumentos são tocados ao mesmo tempo. Você não sabe quando silenciar, porque silenciar é tão importante quanto acertar as notas certas.

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09/05/2026

A ciência nos revela uma verdade que dói, mas que tem o profundo poder de libertar: muito do que você chama de “personalidade forte” é, na verdade, uma cicatriz invisível. Aquele excesso de controle, a mania de resolver tudo sozinho e a dificuldade extrema de dizer “não”, certamente não são traços de quem você nasceu para ser, mas sim armaduras que o seu cérebro precisou construir para evitar que dores do passado se repetissem.

O grande problema é que o seu corpo ainda vive em constante estado de alerta, lutando exaustivamente contra ameaças que já f**aram para trás. Esse esforço diário para se defender do mundo gera um esgotamento silencioso, roubando a sua energia e a sua paz. Você foi incrivelmente forte para sobreviver até aqui, mas as mesmas defesas que te protegeram ontem são as grades que hoje aprisionam a sua leveza e a sua verdadeira essência.

A libertação desse ciclo não acontece apenas por força de vontade, mas quando finalmente você encontra mecanismos para fazer o seu cérebro entender que o perigo passou e que agora é seguro desarmar-se. Você não precisa mais carregar o peso de ser “forte o tempo todo” para provar o seu valor.

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Existe uma frustração silenciosa em saber o que precisa ser feito, e ainda assim não conseguir fazer. Você tenta, começa...
05/05/2026

Existe uma frustração silenciosa em saber o que precisa ser feito, e ainda assim não conseguir fazer. Você tenta, começa, se organiza, mas algo sempre acontece no meio do caminho. Você desacelera, se distrai, desiste. E, no fim, f**a aquela sensação difícil de explicar: “por que eu sou assim?”. A verdade é que, muitas vezes, não é falta de capacidade. É um conflito interno que você ainda não aprendeu a enxergar.

A autossabotagem não é fraqueza. É um mecanismo de proteção. Seu cérebro aprende, ao longo da vida, que certas exposições emocionais podem gerar dor, rejeição, frustração, julgamento. E então ele cria estratégias para te manter “seguro”. O problema é que essa segurança te mantém estagnado, repetindo padrões, adiando movimentos e reforçando a sensação de estar travado na própria vida.

Mudar isso não exige perfeição, nem motivação constante. Exige consciência e ação, mesmo com desconforto. Pequenos movimentos consistentes já começam a quebrar esse ciclo.
Se esse conteúdo fez sentido para você, salva para lembrar disso nos dias em que quiser desistir e compartilha com alguém que também vive esse padrão. Segue para obter conteúdos como este.

Você chama de cansaço, mas o seu corpo chama de sobrevivência. O estresse não é apenas excesso de tarefas, é um sistema ...
02/05/2026

Você chama de cansaço, mas o seu corpo chama de sobrevivência. O estresse não é apenas excesso de tarefas, é um sistema interno que nunca desliga. Quando a mente não para e o corpo permanece em tensão, mesmo nos momentos de pausa, isso não é normalidade, é um organismo tentando lidar com uma ameaça que não vai embora. E, com o tempo, isso esgota mais do que qualquer rotina cheia.

A neurociência mostra que o cérebro reage à pressão emocional como se fosse perigo real, ativando continuamente hormônios como o cortisol. O problema não é o estresse em si, pois ele é necessário e adaptativo. O problema é viver preso nesse estado, onde o corpo nunca retorna ao equilíbrio. É aí que surgem o cansaço persistente, a irritabilidade, a dificuldade de concentração e a sensação de estar sempre no limite.

Regular o estresse não começa eliminando tudo o que te sobrecarrega, mas ensinando o seu corpo a sair do alerta. Pequenas pausas conscientes, respiração mais lenta e presença no agora já começam a reprogramar esse sistema. Se esse conteúdo fez sentido para você, me siga no para entender, de forma profunda, o que acontece dentro de você e aprender a recuperar o seu equilíbrio.

01/07/2023

A depressão é um transtorno mental que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e neste artigo, mostraremos a % profunda jornada da depressão.

Saúde emocional = Saúde no corpo.
31/05/2023

Saúde emocional = Saúde no corpo.

Nesta jornada chamada vida, somos constantemente desafiados a enfrentar uma variedade de experiências e situações. Em meio a esses desafios, nossas emoções desempenham um papel fundamental na forma como vivemos, interagimos com o mundo e nos relacionamos com os outros. Cada emoção que sentimo...

15/09/2022

A NOVA FOBIA COLETIVA
Becky S. Korich

A vida não deixa. São tarefas ininterruptas, uma anexada à outra, que parecem não caber 24 horas por dia. “É muita demanda”, “falta de tempo”. É isso que cansamos de dizer. Mentira: o que falta são pausas, silêncios, lacunas. O que falta é a falta.
Falta um pouco de “nada”, tempos e espaços vazios. Falta um dia sem Wi-Fi, sem redes sociais, sem TikTok; não há necessidade de ouvir os minutos. Você não sabe o que ligar e quando desligar.

Falta de coragem para f**ar sozinho. É a nova fobia coletiva: medo do silêncio e da solidão.

A luz está apagada e os olhos estão fechados. Não há necessidade de ter nada à sua frente. Você precisa ver no escuro, ouvir palavras não ditas. Você precisa ser capaz de se calar. Falta a falta de ruído, para que possamos ouvir uns aos outros. Falta a falta de imagens, para que possamos nos ver.

Falta o ponto e vírgula, o intervalo do jogo, a luz vermelha, domingo aos domingos. Não ter todas as respostas. O hiato está em falta. Você precisa saber esperar.

Não queremos mais textos longos, filmes longos, conversas profundas. Mal podemos esperar pelo próximo episódio. Maratonamos nossos dias em busca de finais, o menos importante.

A infância tem pressa, e o desejo de aprender passa rápido. Falta uma dose de ingenuidade, há muitas coerências; falta um pouco de não saber, f**am as certezas. Ilogicidade.

Falta curiosidade e apetite. Não há espaço vazio para criar. O “menos” está faltando, para que apareça o testamento. Falta o mistério, pelo desejo de acontecer.

Falta o cochilo involuntário, a distração, as brechas para surpresas. Não há cabeça vazia na hora de dormir e, imerso em uma mente que nunca descansa, é preciso poder sonhar. Sonhamos menos enquanto dormimos, sonhamos menos enquanto estamos acordados.

Não há quebras nessa orquestra bagunçada, sem diretor, sem maestria, onde todos os instrumentos são tocados ao mesmo tempo. Você não sabe quando silenciar, porque silenciar é tão importante quanto acertar as notas certas.

Com tantos gols, o objetivo está perdido. Com tantos caminhos, você se perde. Com tantas coisas em mãos, as expectativas se perdem. E o tempo é curto, as estradas são curtas, sem direito a paragens e paisagens para contemplar.

Falta muito porque ainda falta muito. Há filtros, exposições, imagens estáticas, reuniões virtuais, emojis, curtidas. Você precisa aproveitar a vida, a real.

Há muitos dedos para deslizar nas telas, sem dedos para deslizar nos corpos, segurando canetas e livros. Falta papel, pele, cheiro, calor. Falta de privacidade.

Há muita informação, tarefas, estímulos, referências. Mas o excesso de informação desinforma; muitas tarefas são improdutivas; o excesso de estímulos aliena; o excesso de referências enlouquece.

Não é com os excessos que os vazios são preenchidos. Mais do que isso: alguns espaços existem justamente para não serem preenchidos.

01/09/2022








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