Ceyla Thaise - Consultório de Psicologia e Psicanálise

Ceyla Thaise - Consultório de Psicologia e Psicanálise Psicóloga.Psicanalista.Pós PUC-RIO-Trauma e Urgências Subjetivas. Aluna SBPRJ. Psicóloga e Psicanalista

Nos últimos meses, minhas duas filhas passaram por situações difíceis com amizades. Grupos que se fecham e um não pode s...
29/04/2026

Nos últimos meses, minhas duas filhas passaram por situações difíceis com amizades.
Grupos que se fecham e um não pode ser amigo do outro. A lógica de “se você é amiga dela, não pode ser minha amiga” cria um campo onde qualquer movimento em direção a alguém pode significar a exclusão de outro.

E, muitas vezes, exigem que a adolescente abra mão de partes de si, de quem gosta, de quem é, do que sente, para não perder o grupo. Essas dinâmicas podem surgir do medo de perder vínculos importantes e da dificuldade, tão comum na adolescência, de lidar com inseguranças e exclusões.

Para os humanos, e mais ainda na adolescência, o sentimento de pertencimento a um grupo é de extrema importância, vital. Mas o processo de se tornar alguém exige, em algum momento, suportar fazer escolhas; o que inclui poder não abrir mão de partes importantes de si.

Isso coloca o adolescente num impasse: ou ele se diferencia e corre o risco de perder o grupo, ou ele se adapta e se afasta de si. E não é um impasse que se resolva de uma vez, vai se repetindo ao longo da vida.

A diferenciação implica suportar alguma solidão, alguma incerteza, alguma perda de pertencimento imediato. E isso não é pouco, especialmente nessa fase.

Como mãe, não há idealização possível. Dá raiva, dá vontade de intervir, de proteger, de impedir a dor. Mas isso é uma ilusão.

O que me cabe, e que não é pouco, é sustentar minhas filhas nesse processo de dor e diferenciação. Ajudá-las a atravessar essas experiências sem se abandonar; descobrir que é possível ir e vir entre os vínculos, tentar, sair, refazer caminhos, sem precisar perder a si mesmas para pertencer.

Porque crescer não é sobre encontrar um lugar onde não haja conflito. É sobre construir um lugar dentro de si que permita continuar existindo, mesmo quando a gente acha que não há lugar do lado de fora. Isso não se ensina. Se acompanha.

Ceyla Thaise Brilhante (CRP 05/74664)

O medo de errar com os filhos tem história.Cuidar é decidir o que fazer sem controle dos efeitos. É sustentar a possibil...
25/04/2026

O medo de errar com os filhos tem história.
Cuidar é decidir o que fazer sem controle dos efeitos. É sustentar a possibilidade de errar e ainda assim continuar. Vem ler o carrossel!

Ceyla Thaise Brilhante (CRP 04/74664)

Nem toda agressividade destrói.Algumas te ajudam a viver.Quantas vezes você queria dizer não... mas disse sim?E quantas ...
15/04/2026

Nem toda agressividade destrói.
Algumas te ajudam a viver.
Quantas vezes você queria dizer não... mas disse sim?
E quantas vezes nem percebe que faz isso?
A agressividade saudável é força psíquica que nos permite nos diferenciar, nos incluir, colocar limites, recusar o que invade, sustentar um desejo próprio e não viver apenas por adaptação, vivendo mais para o outro do que para nós.

Vem ler o carrossel!

Ceyla Thaise Brilhante (CRP 05/74664)

Nem toda agressividade destrói. Algumas te ajudam a viver.Quantas vezes você queria dizer não… mas disse sim?E quantas v...
15/04/2026

Nem toda agressividade destrói. Algumas te ajudam a viver.

Quantas vezes você queria dizer não… mas disse sim?
E quantas vezes nem percebe que faz isso?

A agressividade saudável é força psíquica que nos permite nos diferenciar, nos incluir, colocar limites, recusar o que invade, sustentar um desejo próprio e não viver apenas por adaptação, vivendo mais para o outro do que para nós.

Vem ler o carrossel!

Ceyla Thaise Brilhante (CRP 05/74664)

11/04/2026

A capacidade de lidar com as emoções não nasce pronta. Ela se constrói em uma relação: quando alguém acolhe, nomeia e sustenta o que sentimos.As emoções que não podem ser vividas com alguém não chegam a fazer sentido, viram angústia.

Ceyla Thaise Brilhante (CRP 05/74664)

Crianças aprendem quando alguém acolhe, nomeia e sustenta o que sentem. Depois podem fazer isso por si. E isso começa na...
08/04/2026

Crianças aprendem quando alguém acolhe, nomeia e sustenta o que sentem. Depois podem fazer isso por si. E isso começa na gente, pais-cuidadores.
O que acontece em você quando seu filho não consegue se acalmar?

Ceyla Thaise Brilhante (CRP 05/74664)

Lembro que, quando terminei a faculdade, demorei para iniciar na clínica.Na época, eu precisava priorizar outras coisas ...
02/04/2026

Lembro que, quando terminei a faculdade, demorei para iniciar na clínica.

Na época, eu precisava priorizar outras coisas e junto com isso, penso hoje, eu estava com medo de começar.

Medo de não saber o que fazer com o que aparecesse, de errar onde eu achava que não podia, de descobrir que o que eu sabia não era suficiente.

Talvez eu acreditasse que precisava “estar pronta” para começar. E isso não existe.

O começo (e a vida) é inseguro, cheio de dúvidas. E, ainda assim, é daí que algo começa.

A questão é que queremos saber, garantir antes, como se fosse possível evitar os tropeços.

Mas não é.

A gente sai da faculdade, começa a trabalhar e vamos percebendo (com sorte e trabalho) que nossa prática está o tempo todo no terreno desconhecido.

A escuta vai se construindo com a experiência, com o caminhar, na supervisão, nas trocas com colegas, no trabalho contínuo com o próprio psiquismo.

Ninguém começa pronto. Depois, qdo achamos que aprendemos um pouco, descobrimos que tem um monte de coisas que ainda não sabemos. E seguimos. Com sorte, a gente chega num lugar onde isso não assuste tanto. Mas, às vezes, a gente quase não começa só para não ter que se encontrar com isso.

Isso faz sentido pra você?🥰

Ceyla Thaise Brilhante (CRP 05/74664)

Ao ver essa imagem lembrei da frase: “Os dois maiores presentes que podemos dar aos filhos são raízes e asas”. Uma crian...
26/03/2026

Ao ver essa imagem lembrei da frase: “Os dois maiores presentes que podemos dar aos filhos são raízes e asas”.

Uma criança só pode se lançar para a vida quando alguém pôde cuida-la com atenção, presença, sem pressa, sem julgamento, com desejo genuíno de estar com ela. Essas experiências vão se tornando raízes.

Com raízes criadas, a criança pode “voar”: crescer, experimentar, criar, arriscar.

Só quem foi suficientemente cuidado aprende a existir no mundo com confiança, mesmo diante do imprevisível, e por isso consegue “voar”, levando dentro de si a sensação de que existe um lugar para onde voltar.

E aos cuidadores: só quem aprendeu a voar pode plantar raízes seguras. Cuidar e voar caminham juntos. E os dois se aprendem na relação com o outro, na experiência e no tempo.

Ceyla Thaise Brilhante (CRP 05/74664)

Ilustração:

Quando começou esse pensamento? É possível que tenha começado com experiências que tivemos desde cedo: quando ficávamos ...
23/03/2026

Quando começou esse pensamento? É possível que tenha começado com experiências que tivemos desde cedo: quando ficávamos tristes, diziam que não era nada; quando perguntávamos demais, éramos inconvenientes; e quando os outros se irritavam, a culpa era nossa.

Quando isso acontece, não aprendemos que nossos sentimentos - tristeza, raiva, medo, perguntas - têm lugar. Aprendemos que nós, como somos, sentimos, não tem.​​​​​​​​​​​​​​​​

Sem perceber, algo vai se organizando por dentro: “eu sou difícil”, “eu complico tudo”, “eu sou um problema.”

Então vamos aprendendo a nos conter, a nos calar, a evitar confronto, a não incomodar, para não colocar em risco o vínculo que precisamos porque somos crianças.

E aí ficou a sensação: se essas minhas partes não encontram lugar… o problema deve ser eu.

E se aquilo que chamaram de difícil, fosse algo que ninguém soube ouvir, devolver uma palavra, sustentar por nós e para nós?

Ceyla Thaise Brilhante (CRP 05/74664)

Endereço

Rua Jardim Botânico, 674
Rio De Janeiro, RJ
22461-000

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Ceyla Thaise - Consultório de Psicologia e Psicanálise posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Ceyla Thaise - Consultório de Psicologia e Psicanálise:

Compartilhar