Dr Carlos Scherr

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Você decide aproveitar o dia bonito, calça o tênis e vai fazer o seu cardio ao ar livre. O sol está forte, você sua a ca...
24/04/2026

Você decide aproveitar o dia bonito, calça o tênis e vai fazer o seu cardio ao ar livre. O sol está forte, você sua a camisa, mas decide beber água só quando chegar em casa para “não pesar o estômago”. 🏃‍♂️☀️🫀

Esse é um erro clássico que vemos na cardiologia esportiva e que transforma um hábito saudável em um fator de risco agudo.

⚠️ A armadilha da desidratação:
O suor é o mecanismo perfeito do corpo para resfriar a sua “máquina”. Porém, o suor é composto por água e minerais que são retirados diretamente do seu plasma sanguíneo.

Se você perde muito líquido correndo ou pedalando sob o sol e não repõe essa água imediatamente, acontece um processo mecânico perigoso: o seu volume de sangue diminui e ele se torna mais viscoso (grosso).

É uma questão de física pura. Imagine a força extra que o motor de uma bomba precisa fazer para empurrar óleo grosso em vez de água limpa por uma tubulação.

O impacto no seu coração:

A sua frequência cardíaca dispara muito além do normal para o exercício.

O coração precisa contrair com muito mais violência para conseguir empurrar esse sangue espesso pelas artérias.

Em dias de muito calor, essa sobrecarga extrema pode engatilhar arritmias, quedas bruscas de pressão (síncopes) e, em casos mais graves, até eventos isquêmicos.

💡 O protocolo seguro:
A sede já é um sinal de que a desidratação começou. O ideal é fracionar a ingestão de líquidos: pequenos goles de água a cada 15 ou 20 minutos durante o esforço físico.

O exercício fortalece o coração, mas ele precisa das condições certas para trabalhar. Não espere ter sede, hidrate-se!

Você tem o costume de levar a sua garrafinha durante o treino ou só bebe água no final?

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Desidratação DrCarlosScherr RioDeJaneiro PrevençãoCardiovascular MedicinaDoEsporte

Semana cheia de feriados, o descanso é merecido e as celebrações fazem parte da vida. Mas você sabia que o seu coração p...
22/04/2026

Semana cheia de feriados, o descanso é merecido e as celebrações fazem parte da vida. Mas você sabia que o seu coração pode “reclamar” do excesso de comemoração de uma forma muito específica? 🍻🥩🫀

Existe uma condição médica bem documentada chamada “Holiday Heart Syndrome” (Síndrome do Coração Pós-Feriado). Ela acontece quando pessoas, muitas vezes sem histórico de doenças cardíacas, apresentam palpitações e arritmias súbitas após um período de exageros.

⚠️ O triângulo de risco do feriado:
O que causa esse “curto-circuito” no coração costuma ser a combinação de três fatores:

Excesso de Álcool: O álcool e seus subprodutos são tóxicos para as células do coração e podem alterar a condução elétrica.

Excesso de Sódio: Aquela carne de churrasco ou petiscos salgados em excesso retêm líquido, aumentam a pressão arterial e sobrecarregam o músculo cardíaco.

Privação de Sono: Noites mal dormidas aumentam os níveis de adrenalina e cortisol, deixando o coração “irritado”.

A arritmia mais comum nesses casos é a Fibrilação Atrial, que dá aquela sensação de “peixe batendo dentro do peito”, tontura ou um cansaço súbito.

💡 Como aproveitar sem riscos:

Intercale com água: Para cada dose de álcool, beba um copo grande de água. Isso ajuda a diluir as toxinas e manter a hidratação das células cardíacas.

Cuidado com o sal oculto: Aprecie o prazer da mesa, mas evite o excesso de embutidos e carnes muito salgadas.

Ouça os sinais: Se sentir que o coração “perdeu o ritmo” ou está batendo de forma estranha e persistente, não espere o feriado acabar para buscar uma avaliação.

O equilíbrio é o que permite que você continue aproveitando todos os próximos feriados com saúde e alegria.

Você já sentiu o coração “acelerar” de forma estranha após um dia de muita festa? 👇

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22/04/2026

“Doutor, eu devo estar trabalhando demais. Durmo 8 horas por noite, mas acordo exausto. Subir um lance de escadas parece...
21/04/2026

“Doutor, eu devo estar trabalhando demais. Durmo 8 horas por noite, mas acordo exausto. Subir um lance de escadas parece uma maratona.” 🔋📉🫀

É muito comum culparmos o estresse, a idade ou a falta de vitaminas pela nossa falta de energia. No entanto, quando o cansaço se torna pesado, constante e não melhora com o descanso, o problema pode estar no seu “motor principal”.

O coração é a bomba responsável por levar sangue rico em oxigênio (o combustível do corpo) para os seus músculos e órgãos.

⚠️ O que acontece quando o motor falha:
Se o seu coração estiver trabalhando com dificuldade — seja por artérias parcialmente entupidas (isquemia), pressão alta descontrolada ou um enfraquecimento do músculo cardíaco (insuficiência cardíaca) —, ele não consegue enviar a quantidade de sangue que o corpo exige.

Para proteger os órgãos vitais, como o cérebro, o seu organismo “rouba” o sangue que iria para os músculos das pernas e dos braços.

O resultado físico é imediato:

Sensação de chumbo nas pernas ao caminhar.

Falta de ar ao realizar pequenos esforços, como arrumar a cama ou tomar banho.

Uma fadiga profunda e inexplicável que não passa com café, energéticos ou fins de semana de repouso.

E acordar nas primeiras horas do sono com cansaço, sensação de abafamento ou tosse seca, precisando sentar para aliviar, também pode ser um dos sinais de alerta.

💡 Não normalize a exaustão:
Sentir-se cansado após um dia longo é normal. Sentir-se esgotado para viver a sua rotina básica não é. O cansaço crônico é um dos primeiros sinais de alerta que o coração emite antes de um evento mais grave.

Aquele exame de sangue para “ver as vitaminas” precisa estar acompanhado de um check-up cardiológico completo (com Eletrocardiograma e Ecocardiograma) para avaliar a força de bombeamento do seu coração.

Você tem sentido uma fadiga fora do normal ultimamente?

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17/04/2026

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“Meu marido ronca muito, mas é normal da idade, doutor.” 🛌💤🫀Muitas vezes tratado apenas como uma “piada” de família ou u...
17/04/2026

“Meu marido ronca muito, mas é normal da idade, doutor.” 🛌💤🫀

Muitas vezes tratado apenas como uma “piada” de família ou um incômodo para quem dorme ao lado, o ronco alto e frequente pode ser o principal sintoma de uma doença que agride o seu coração silenciosamente todas as noites: a Apneia do Sono.

O detalhe crucial: A própria pessoa não tem capacidade de fazer esse diagnóstico sozinha. Apenas um observador (quem dorme ao lado) pode dizer se a pessoa ronca muito e se existem momentos assustadores em que ela simplesmente para de respirar.

⚠️ O que acontece na calada da noite:
Na apneia, a musculatura da garganta relaxa tanto durante o sono que a passagem de ar é bloqueada. Você literalmente para de respirar por alguns segundos, dezenas de vezes na mesma noite.

Quando isso acontece, o nível de oxigênio no seu sangue despenca. Para salvar sua vida, o cérebro entra em pânico e dispara uma “bomba” de adrenalina para você ter um microdespertar e voltar a respirar.

O impacto direto no seu coração e na sua rotina:

Pressão Alta Resistente: Esses picos de adrenalina noturnos mantêm as artérias duras e contraídas. Muitos pacientes tomam 3 ou 4 remédios para pressão e não conseguem controle, pois a causa raiz está na apneia não tratada.

Arritmias Noturnas: A falta repetida de oxigênio altera a parte elétrica do coração, aumentando consideravelmente o risco de fibrilação atrial durante a madrugada.

Cansaço Crônico e Sonolência: Pacientes com apneia dormem mal e não têm o período de relaxamento noturno necessário para o organismo. O coração trabalha em estado de emergência de madrugada e a pessoa passa o dia inteiro lutando contra a sonolência.

💡 O que você precisa fazer:
Ronco muito alto, engasgos durante o sono e sonolência excessiva de dia não são normais. Se o seu parceiro(a) relata isso sobre você, o seu check-up cardiológico deve ser acompanhado de uma investigação do sono (como a Polissonografia).

Tratar a apneia não é apenas melhorar o silêncio da casa. Corrigir esse problema não só diminui os riscos de um infarto e de um AVC, como melhora drasticamente a sua qualidade de vida e disposição.

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14/04/2026

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“Doutor, minha vida está uma loucura, durmo mal, vivo correndo, mas meus exames de colesterol deram normais. Posso ficar...
13/04/2026

“Doutor, minha vida está uma loucura, durmo mal, vivo correndo, mas meus exames de colesterol deram normais. Posso ficar tranquilo?” 🧠⚡🫀

O colesterol e a pressão são fundamentais, mas existe um fator de risco que não vem no resultado do exame de sangue tradicional e que tem levado cada vez mais pessoas jovens aos prontos-socorros: o estresse crônico.

Muitos acham que o estresse é apenas um “estado de espírito” ou um esgotamento mental. Mas, para a cardiologia, ele é um evento físico e químico muito real.

⚠️ A biologia do nervosismo:
Quando você vive constantemente preocupado, tem um sono ruim ou lida com tensões extremas no trabalho, o seu cérebro entende que você está sob ameaça de morte. Para te defender, ele inunda o seu corpo com dois hormônios: adrenalina e cortisol.

O problema é que o corpo humano não foi projetado para viver em estado de emergência 24 horas por dia. Esse banho químico constante causa danos reais:

Vasoconstrição: Suas artérias se contraem e ficam mais estreitas, dificultando a passagem do sangue e elevando a pressão arterial.

Coração Acelerado: O músculo cardíaco é forçado a bater mais rápido e com mais força, sofrendo um desgaste desnecessário.

Inflamação: O estresse crônico inflama a parede dos vasos sanguíneos, criando o ambiente perfeito para que as placas de gordura se rompam e causem um infarto.

💡 O antídoto:
Não podemos eliminar os problemas da vida, mas podemos criar “válvulas de escape” para desativar esse alarme químico:

Qualidade de descanso: Dormir bem não significa necessariamente dormir muitas horas, mas sim relaxar de verdade e deixar seu corpo recuperar as energias do dia.

Técnicas de descompressão: Práticas de relaxamento como certos tipos de yoga, meditação ou tai chi chuan podem ser extremamente úteis para baixar essa carga de estresse.

Movimento: O exercício físico regular e a manutenção de hobbies prazerosos continuam sendo verdadeiros remédios cardiológicos.

A sua rotina de hoje está nutrindo ou machucando o seu coração?

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“Doutor, eu bebo uma taça de vinho tinto todas as noites porque li que faz bem para o coração. É verdade?” 🍷🫀Essa é, sem...
09/04/2026

“Doutor, eu bebo uma taça de vinho tinto todas as noites porque li que faz bem para o coração. É verdade?”

🍷🫀
Essa é, sem dúvida, a pergunta que mais une cardiologia e estilo de vida no consultório. E a resposta da medicina exige equilíbrio.

É verdade que o vinho tinto contém uma substância chamada resveratrol, um poderoso antioxidante. Essa substância ajuda a proteger a camada interna das nossas artérias (o endotélio) e tem um leve efeito na redução do colesterol ruim (LDL).

⚠️ Mas aqui está o detalhe que muitos ignoram:
O vinho contém álcool. E o álcool tem um efeito direto no sistema cardiovascular:

1. Aumento da Pressão Arterial: O consumo de álcool é um dos grandes sabotadores do controle da pressão alta.

2. Toxicidade e Arritmias: O álcool é tóxico para as células do músculo cardíaco. Excessos aumentam drasticamente o risco de arritmias perigosas, como a Fibrilação Atrial.

💡
Para quem não bebe, a recomendação é absoluta: não comece a beber buscando proteção cardíaca (e vale ressaltar que os benefícios atribuídos ao suco de uva como alternativa também são controversos na medicina).

No entanto, para quem já tem o hábito de beber, o consumo pode ser benéfico se for estritamente moderado. Em média, a ciência define essa moderação como:

• Até duas taças (ou doses) por dia para homens.
• Até uma taça (ou dose) por dia para mulheres.

(Importante: essa diferença não deve ser levada como segregação. É um limite biológico baseado inteiramente na área e composição corporal).

O vinho deve ser apreciado como um prazer da vida, não prescrito como um remédio.

Como é a sua relação com o vinho: você consome pelo prazer ou realmente achava que era um “tratamento”? 👇

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Você sobe na balança, o peso está dentro do “normal”. Você se olha no espelho, a calça veste bem. Automaticamente, você ...
08/04/2026

Você sobe na balança, o peso está dentro do “normal”. Você se olha no espelho, a calça veste bem.

Automaticamente, você pensa: “Meu coração está ótimo, infarto é problema de quem está acima do peso.”

⚖️❌🫀
Como cardiologista, preciso te dar um alerta: a medicina chama isso de Obesidade de Peso Normal (o famoso “falso magro”), e é um dos cenários mais traiçoeiros para a saúde cardiovascular.

O perigo não está na gordura que você consegue beliscar na barriga ou no braço (gordura subcutânea). O perigo mora na gordura visceral.

Essa é uma gordura profunda, invisível a olho nu, que se infiltra na cavidade abdominal e “abraça” seus órgãos, incluindo o fígado e o coração.

⚠️ Por que a gordura visceral é tão perigosa?
Ela não é apenas uma reserva de energia. A gordura visceral age como um órgão doente, funcionando como uma fábrica que lança toxinas e substâncias altamente inflamatórias 24 horas por dia diretamente na sua corrente sanguínea.

É essa inflamação constante que corrói a parede das artérias, acelera a formação de placas de colesterol e provoca infartos e AVCs em pessoas jovens e aparentemente magras.

💡 Como o “falso magro” é criado?

Geralmente é aquela pessoa que não ganha peso por pura genética, mas tem um estilo de vida inflamatório: é totalmente sedentária, vive estressada, dorme mal e baseia a alimentação em açúcar, álcool e ultraprocessados.

Para saber se o seu coração está realmente a salvo, não olhe apenas para a balança. Como a gordura visceral está diretamente associada à circunferência abdominal, a fita métrica é um excelente parâmetro prático para ser acompanhado. Aliado a isso, claro, a avaliação médica com exames de sangue e de imagem é fundamental para ver o que o espelho não mostra.

Você é do time que acha que pode comer de tudo sem fazer exercícios só porque “não engorda”?

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