24/04/2026
Você decide aproveitar o dia bonito, calça o tênis e vai fazer o seu cardio ao ar livre. O sol está forte, você sua a camisa, mas decide beber água só quando chegar em casa para “não pesar o estômago”. 🏃♂️☀️🫀
Esse é um erro clássico que vemos na cardiologia esportiva e que transforma um hábito saudável em um fator de risco agudo.
⚠️ A armadilha da desidratação:
O suor é o mecanismo perfeito do corpo para resfriar a sua “máquina”. Porém, o suor é composto por água e minerais que são retirados diretamente do seu plasma sanguíneo.
Se você perde muito líquido correndo ou pedalando sob o sol e não repõe essa água imediatamente, acontece um processo mecânico perigoso: o seu volume de sangue diminui e ele se torna mais viscoso (grosso).
É uma questão de física pura. Imagine a força extra que o motor de uma bomba precisa fazer para empurrar óleo grosso em vez de água limpa por uma tubulação.
O impacto no seu coração:
A sua frequência cardíaca dispara muito além do normal para o exercício.
O coração precisa contrair com muito mais violência para conseguir empurrar esse sangue espesso pelas artérias.
Em dias de muito calor, essa sobrecarga extrema pode engatilhar arritmias, quedas bruscas de pressão (síncopes) e, em casos mais graves, até eventos isquêmicos.
💡 O protocolo seguro:
A sede já é um sinal de que a desidratação começou. O ideal é fracionar a ingestão de líquidos: pequenos goles de água a cada 15 ou 20 minutos durante o esforço físico.
O exercício fortalece o coração, mas ele precisa das condições certas para trabalhar. Não espere ter sede, hidrate-se!
Você tem o costume de levar a sua garrafinha durante o treino ou só bebe água no final?
🩺 Prof. Dr. Carlos Scherr
Viva com saúde, sem abrir mão do prazer!
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