12/12/2025
Quando um filho faz aniversário, o coração da mãe celebra como se fosse o dela também. Porque, de certa forma… é. A mãe também renasce.
Meu menino completou mais um ano de vida, e um filme inteiro passou pela minha mente: o desejo que virou espera, o positivo, cada transformação do meu corpo, o parto, o puerpério, a amamentação, os primeiros dentinhos, o primeiro som, a introdução alimentar, os primeiros passos, o primeiro dia de escola, a pandemia, o dia em que ele escreveu pela primeira vez seu nome — e a palavra “mamãe”.
Meu menino cresce… e me transforma junto.
Ele me ensina diariamente a ser a sua mãe. Não a mãe idealizada, não a mãe perfeita que o mundo espera… mas a mãe possível, a mãe real, aquela que tenta, aprende, se ajusta, erra e recomeça. Ele me chama, me pergunta, me conta seus sentimentos e, sem perceber, vai me mostrando os meus também.
Nós dois sabemos que esse último ano foi especialmente difícil. Atravessamos juntos o luto de perder alguém que amamos profundamente. Eu sigo aprendendo a lidar com a minha dor enquanto, com todo cuidado do mundo, tento ensiná-lo sobre a finitude da vida.
Ser mãe também é isso: doer junto, acolher junto, crescer junto. É difícil. Mas é necessário. E eu estou aprendendo.
Comemorar o seu aniversário este ano foi muito mais do que organizar uma festa. Foi reconstruir sentidos, encontrar novos ritmos, agradecer a Deus por estarmos aqui, redescobrindo a vida, pintando novas cores sobre aquilo que ficou marcado pela saudade.
Foi ressignif**ar momentos e lembrar que a infância só acontece uma vez — e que existe um fio invisível, forte e sagrado, que nos une: o amor.
Agradeço a cada pessoa que ajudou aquele dia a acontecer. A cada abraço apertado, a cada olhar emocionado, a cada gesto de carinho que nos cercou naquela noite.
Meu menino exalava alegria…
E a mãe dele? Transbordava amor.
Obrigada por esse registro carregado de afeto.🌻💜