24/09/2025
O café, por conter cafeína, pode influenciar o ritmo cardíaco em algumas pessoas, mas a relação com arritmias cardíacas depende do indivíduo, da quantidade consumida e de condições preexistentes. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e estudos científicos, estes são os principais pontos a serem considerados:
🔺Efeito da cafeína: Por ser um estimulante, pode aumentar a frequência cardíaca e, em algumas pessoas, desencadear ou exacerbar arritmias, como extrassístoles (batimentos prematuros) ou taquicardia supraventricular. Porém, isso é mais comum em indivíduos sensíveis à cafeína ou com consumo excessivo.
🔺Quantidade importa: Doses moderadas (200-400 mg/dia, equivalente a 2-4 xícaras de café coado) são geralmente seguras para a maioria das pessoas sem histórico de arritmias. Já o consumo elevado (acima de 500 mg/dia) pode aumentar o risco de sintomas em pessoas predispostas.
🔺Indivíduos com risco: Quem tem histórico de arritmias (como fibrilação atrial) ou outras condições cardíacas deve ser mais cauteloso. Em alguns casos, a cafeína pode desencadear episódios, especialmente se associada a estresse, desidratação ou outros estimulantes.
🔺Evidências científicas: Estudos mostram que, em indivíduos saudáveis, o consumo moderado de café não está associado a um risco significativo de arritmias graves. Um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology (2021) sugere que o café pode até ter benefícios cardiovasculares a longo prazo devido a antioxidantes, mas pessoas com arritmias diagnosticadas devem monitorar o consumo.
🔺Recomendações da SBC: Não há uma proibição geral ao café, mas a SBC sugere que pacientes com arritmias ou sintomas como palpitações consultem um cardiologista para avaliar a tolerância individual. Reduzir ou evitar a cafeína pode ser recomendado em alguns casos!
Portanto, em pessoas saudáveis, o café geralmente não causa alteração significativa nos batimentos. Mas, se você tem histórico de arritmias, palpitações ou sensibilidade à cafeína, é prudente limitar o consumo e consultar um cardiologista para orientações personalizadas.