Palmiro Torrieri

Palmiro Torrieri Novidades na área de terapia manual e osteopatia com ênfase na minha pratica clínica Profissionalismo e futuro da fisioterapia serão discutidos

10/05/2026

Final de semana de muito estudo no curso da brilhante fisioterapeuta australiana Alison Grimaldi no centro de estudos da .

Esse era um sonho antigo do meu amigo Dan Pilderwasser e meu também: conseguirmos trazer a Alison para o Brasil, pois temos a preocupação de nos mantermos atualizados.

Alison graduou-se em Fisioterapia pela Universidade de Queensland (1990), concluiu Mestrado em Fisioterapia Esportiva (1997) e Doutorado em Filosofia (2008), com pesquisas em colaboração com a Agência Espacial Europeia sobre função muscular do quadril. É Fellow do Colégio Australiano de Fisioterapeutas, fisioterapeuta principal na Physiotec (clínica que fundou em 2005) e Professora Adjunta de Pesquisa na Universidade de Queensland, onde co-supervisiona doutorandos.

Pioneira no uso de ultrassom em tempo real para avaliar e treinar a musculatura do quadril e da pelve, ela acredita que a pesquisa deve ser aplicável à prática clínica. Já publicou dezenas de artigos, contribuiu com três livros-texto na área, realizou mais de 100 workshops clínicos e mais de 50 apresentações como palestrante convidada ou principal em conferências nacionais e internacionais.

O curso foi espetacular, extremamente didático e muito atualizado, com dicas de manuseio prático e ef**az, tais como posições mais adequadas para exercícios, progressão, séries, número de repetições etc., todas com evidências científ**as.

Além do mais, foi uma ótima oportunidade de rever amigos que vieram de longe e de diferentes locais do Brasil e da América do Sul, tais como Paraguai e Uruguai.

Até a próxima, galera!

Hoje foi dia de participar aqui no Copa Star da campanha de higienização das mãos.Nossa Comissão de Controle de Infecção...
06/05/2026

Hoje foi dia de participar aqui no Copa Star da campanha de higienização das mãos.

Nossa Comissão de Controle de Infecção Hospitalar é sensacional, com um envolvimento ímpar, e é um orgulho trabalhar, aprender e ser orientado por esse grupo. Além disso, são sempre muito criativos para transmitir as mensagens.

Como sabemos, a OMS propõe o dia 05 de maio para uma ação global de prevenção de infecções. Para 2026, foi escolhido o tema "Ação que Salva Vidas".

O objetivo é reforçar a prática correta nos 5 momentos fundamentais em serviços de saúde, prevenindo bactérias resistentes e garantindo a segurança do paciente.

Principais focos da campanha:
A. Data principal: 5 de maio, Dia Mundial da Higiene das Mãos.
Tema 2026: "Ação que Salva Vidas".
Tema 2025: “Podem ser luvas, mas é sempre higiene das mãos”, focando no uso consciente de luvas e na lavagem correta.

Os 5 momentos da OMS:

• Antes de tocar o paciente.
• Antes de realizar procedimento limpo/asséptico.
• Após risco de exposição a fluidos corporais.
• Após tocar o paciente.
• Após tocar superfícies próximas ao paciente.

Ações comuns em hospitais:
• Treinamentos e educação: capacitação da equipe e uso de vídeos instrutivos.
• Competições saudáveis: competições entre setores para engajar funcionários na higienização.
• Monitoramento: avaliação de adesão pela CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar).
• Uso de álcool em gel: incentivo à técnica correta e ao uso do produto.

A higienização correta previne até 50% das infecções evitáveis em serviços de saúde.

Vamos lá, meus amigos!

03/05/2026

Terminando agora o curso Mulligan em São Luís do Maranhão.
A cidade é localizada na ilha de Upaon-Açu (chamada pelo pessoal daqui de Ilha do Amor) e é a única capital brasileira fundada por franceses (8 de setembro de 1612), batizada em homenagem a Luís XIII.

Vale um passeio pelo centro histórico, que desde 1997 é Patrimônio Mundial da UNESCO. Lá você verá os sobrados revestidos de azulejos, que são muito famosos.
O legal é que a cidade vem melhorando muito.

Mas e o curso?
Foi muito bom voltar aqui depois de tanto tempo.

O curso foi muito bem organizado pelo Yuri, com uma sala ampla e quantidade adequada de macas.
Tivemos 31 alunos muito dedicados nesses 4 dias intensos, com aulas de 8 às 19 horas.

Mas houve tempo para bate-papos e resenhas interessantes.
O clima entre professor e alunos foi perfeito, e nos divertimos aprendendo como eu acho que tem que ser.

Até as figurinhas e fotos com a IA f**aram espetaculares, rss.

Já deixei um curso agendado para janeiro de 2027.
Volto de madrugada para o Rio, feliz com esse final de semana.

Valeu, galera!
Nos vemos no avançado!

Tratei muitos casos legais, com excelente resultado.

Bom!

26/04/2026

Qual travesseiro recomendar nas cefaleias?
Vamos ao que a literatura mostra. O látex tem as evidências mais robustas: uma metanálise de 2021 com 35 ensaios confirmou redução de dor cervical, sintomas ao acordar e incapacidade, com maior satisfação dos pacientes. O efeito é mecânico-postural. Os viscoelásticos (mola) também se saíram bem, com redução de -16 pontos na cefaleia em ensaio clínico randomizado. Já as p***s f**aram com os piores desfechos, mais cefaleia e rigidez cervical ao acordar, por falta de suporte adequado. Espuma comum e contornada não superaram a espuma regular nos estudos controlados, contrariando a expectativa popular.

Um ponto importante: o formato e a altura do travesseiro impactam o alinhamento cervical mais do que o material isoladamente. Travesseiros personalizados pela altura melhoraram sintomas em até 3 meses. Altura inadequada gera tensão muscular e pode desencadear ou amplif**ar a cefaleia. A prescrição deve considerar posição de sono e medidas antropométricas.

Quanto à relação com cefaleias, aqui mora o problema. Poucos ensaios têm cefaleia como desfecho primário, as amostras são pequenas, os efeitos modestos e sem estudos de longo prazo. O que temos com evidência razoável se limita à cefaleia cervicogênica e tensional com componente cervical, contextos onde o travesseiro é um fator modificável real. Para enxaqueca e cefaleia tensional sem componente cervical, as evidências são insuficientes para qualquer recomendação específ**a.

Resumindo: prefira látex ou viscoelásticos, evite p***s, personalize a altura conforme a posição de sono e integre isso a uma abordagem multimodal. Mas sejamos honestos, ainda estamos numa área de penumbra. A base de evidências é limitada em qualidade e escopo. Aguardamos estudos mais rigorosos. Infelizmente, é o que temos por hoje.

25/04/2026

Travesseiros e cefaleias: *my two cents!*

Antes de qualquer resposta, a primeira pergunta precisa ser outra: de que tipo de cefaleia estamos falando? Não dá para colocar no mesmo pacote cefaleia cervicogênica, enxaqueca, cefaleia tensional ou as trigeminais autonômicas. Cada uma tem mecanismos distintos, e isso muda tudo.

Nem toda dor de cabeça ao acordar, ou durante a noite, tem relação com travesseiro ou com a coluna cervical.

Eu entendo o quanto isso é frustrante. Acordar com dor impacta o dia inteiro. E, sim, o sono ruim pode funcionar como gatilho, principalmente em pacientes com enxaqueca. Mas isso não signif**a que o travesseiro seja o vilão principal.

Na prática clínica, já vi muitos casos em que existe, de fato, um componente mecânico cervical. Pacientes que trocaram vários travesseiros sem melhora e evoluíram bem quando tratamos a disfunção cervical com terapia manual. Esses casos existem, talvez até com certa frequência, mas exigem avaliação criteriosa.

Quando falamos de enxaqueca, precisamos lembrar: é uma doença neurológica e genética. A dor cervical muitas vezes aparece antes da crise, como um sinal precoce, e não como causa, embora, em alguns casos, a cervical possa atuar como gatilho. Já outras cefaleias noturnas, como as trigeminais autonômicas, têm relação com mecanismos centrais, álcool, bruxismo, e não com travesseiros.

Existe muita informação por aí baseada mais em crença do que em ciência, exagerando o papel do travesseiro. Não nego que ele possa influenciar em algumas situações, mas está longe de ser a solução mágica.

Pensando de forma prática, elaborei, a título de exemplo, três cenários que discuto no vídeo. Checa lá.

Ahh, e antes de investir em travesseiros caros, vale muito mais entender a real origem da dor. Em alguns casos, sim, travesseiros podem ajudar. Mas, em muitos outros, não é ali que está a resposta.

23/04/2026

Travesseiros e Cefaleias : Existe relação?
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Final de semana espetacular com uma turma incrível para aprender o Conceito Mulligan de Terapia Manual em pleno feriado....
21/04/2026

Final de semana espetacular com uma turma incrível para aprender o Conceito Mulligan de Terapia Manual em pleno feriado.

Quando marquei essa data com um curso começando em pleno sábado e indo até um feriado de terça, um amigo muito cético me disse: “Em Floripa, Palmiro? Você enlouqueceu? Lá nos feriados, eles sabem viver a vida e vão para a praia. Acha que todos são workaholics iguais a você?”

Confesso que sua fala inicialmente até me balançou, mas pensei: bom, se o curso sair mesmo com pouca gente, terei um bando de loucos pela terapia manual e fisioterapia. E não foi só gente de Floripa! Tivemos gente de Curitiba, gente de diferentes cidades do estado de Santa Catarina.

E olha que legal: Deiwidi trabalhou bem com sua empresa, a Viva Fisio, tivemos 19 alunos ultra interessados.

E rolou um clima ótimo entre professor e alunos, permitindo que eu pudesse ensinar o conteúdo de forma profunda, com muita filosofia, técnicas e muitas propostas de autotratamento.

Apesar de ser uma turma pequena, tivemos casos interessantes onde os alunos puderam observar o potencial das técnicas do Conceito Mulligan.

Algumas perguntas também interessantes ajudaram a trazer reflexões, afinal, sem elas não evoluímos. Os questionamentos são sempre bem-vindos.

Só tenho a agradecer a todos o empenho e a participação.
Meu amigo Roberto, dessa vez o otimismo venceu seu pessimismo.


Hoje foi dia de parar, durante uma hora, os atendimentos do consultório para assistir ao meeting da IHS, realizado pelo ...
16/04/2026

Hoje foi dia de parar, durante uma hora, os atendimentos do consultório para assistir ao meeting da IHS, realizado pelo grupo de interesse especial em Fisioterapia da International Headache Society: SIG Physiotherapy.

O grupo, coordenado brilhantemente por Kerstin Luedtke, Debora Bevilaqua, Jull e Zhiqi Liang, vai trazer uma contribuição importante para expandir a pesquisa e os tratamentos fisioterapêuticos das cefaleias.

Além disso, um core curriculum está sendo desenvolvido, o que ajudará a nivelar o ensino da fisioterapia nas cefaleias mundo afora.

Tivemos duas excelentes apresentações: terapia manual como tratamento profilático das migrâneas e intervenções combinadas de fisioterapia nas migrâneas. No final, uma discussão bem rica e interessante.

Vamos seguir!

12/04/2026

Avaliação de Fatores de Risco na Coluna Cervical

Um artigo recente ("Cervical Spine Risk Factor Assessment") investigou como fisioterapeutas globais realizam a triagem de riscos na coluna cervical. O tema é relevante porque a dor cervical afeta 203 milhões de pessoas (projeção de 269 milhões em 2050) e, embora raros, eventos adversos graves como dissecção da artéria craniocervical podem ocorrer após avaliação ou tratamento. Acredita-se que tais eventos não são causados diretamente pela técnica, mas agravam uma patologia vascular pré-existente do paciente.

Uma pesquisa com 774 profissionais revelou que, embora a maioria identifique fatores de risco cardiovascular, muitos ainda utilizam te**es posicionais obsoletos (como os de insuficiência vertebrobasilar) e apresentam lacunas de confiança em exames neurológicos cranianos. Esses te**es antigos não são mais recomendados, pois carecem de validade diagnóstica e podem ser perigosos.

A relação entre patologias vasculares e dor cervical é desafiadora devido ao mimetismo clínico: condições graves se apresentam de forma semelhante a problemas musculoesqueléticos. Os te**es recomendados incluem exame neurológico periférico, exame dos nervos cranianos, aferição da pressão arterial e palpação de pulsos arteriais. Já os te**es posicionais cervicais são contraindicados.

O estudo conclui que a segurança na coluna cervical depende menos de te**es de estresse mecânico das artérias e mais de um raciocínio clínico robusto, focado em fatores de risco vasculares e sinais neurológicos. Os autores defendem a atualização constante das diretrizes clínicas, com destaque para o framework do IFOMPT, considerado a melhor referência sobre o assunto.

05/04/2026

Final de semana em Marabá com uma turma cheia para aprender sobre o Conceito Mulligan.
Agradeço ao organizador, o amigo Rafael, aniversariante do dia, pela organização do evento.

Essa foi a maior turma que ministrei sozinho dos últimos anos (36 alunos).
Mas o desafio foi vencido, pelo que pude constatar na dinâmica de casos clínicos de ontem à tarde, onde pude apreciar os alunos buscando possibilidades terapêuticas de forma criativa, mas dentro dos princípios do Conceito Mulligan.

A turma era composta por algumas pessoas mais experientes e outras ainda dando os primeiros passos na arte da terapia manual.
O incrível foi ver a maioria trabalhar com afinco, com poucas conversas paralelas, o que seria esperado em turmas maiores.

Eu queria agradecer muito ao Renato Resende, que conheci como aluno do curso e que me guiou pelos restaurantes da cidade.
Renato é um mineiro radicado aqui e fanático pela região. Aprendi muito sobre a região, suas características e economia.
O cara me deu milhares de informações enquanto me mostrava no mapa a região.

Estivemos em um restaurante tradicional chamado Bambu, onde os pratos de peixe são espetaculares.
Também fomos ao Sakai, um bom restaurante japonês que tem um combinado com produtos típicos do Norte que vale experimentar.

E fiquei feliz em saber que já temos uma nova turma praticamente fechada para o final do ano ou para o ano que vem.

Valeu, galera!
On course, of course!

Próxima parada: Florianópolis e ainda temos algumas vagas lá.

Começando hoje um curso em Marabá, no Pará, na Universidade Anhanguera.É a primeira vez que venho aqui e agradeço o conv...
02/04/2026

Começando hoje um curso em Marabá, no Pará, na Universidade Anhanguera.
É a primeira vez que venho aqui e agradeço o convite do amigo Rafael, que conseguiu mobilizar um grupo grande de fisios interessados em aprender o Conceito Mulligan, ou seja, a terapia manual moderna que realmente faz sentido.

Será um desafio imenso, pois é o maior grupo que já dei aula individualmente.
Mas vamos trabalhar duro, das 8 da manhã às 7 da noite, e mostrar ao pessoal a importância do Conceito Mulligan nos dias de hoje.

Marabá é uma cidade localizada no coração da Amazônia, no sudeste do estado do Pará, Região Norte do país. Sua localização tem como referência o ponto de encontro entre dois grandes rios, Tocantins e Itacaiúnas, formando uma espécie de “Y” no seio da cidade, vista de cima, como podem ver na foto inicial.

É famosa pela orla do Rio Tocantins e praias de água doce no verão da Amazônia (julho/agosto).
O nome da cidade, fundada em 1913, tem origem indígena e signif**a filho do prisioneiro ou estrangeiro, ou ainda o filho da índia com o branco.

Um dos lugares mais visitados é a Praia do Tucunaré, que f**a bem em frente à cidade e só existe em julho e agosto, quando o rio seca, mas acho que conseguirei dar uma volta na Orla Velha após o curso.

Marabá pertence ao complexo mineral da Serra dos Carajás, região rica em minérios como cobre, ferro, níquel e ouro, próxima de cidades polo minerais como Parauapebas, Canaã dos Carajás e Ourilândia do Norte. Cidades essas que vivem o boom da mineração atual, com grandes mineradoras como Vale, Anglo American, Oz Mineradora, Euro Brasil, Liga, Centauro, entre outras.

Durante os dias do curso, faremos alguns stories.

Marabá Pará Amazônia Saúde ProfissionaisDaSaúde

Endereço

Rua Visconde Pirajá 595/701
Rio De Janeiro, RJ

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