01/05/2026
Sobre a perda da saúde no trabalho, é estranho pensar sobre isso, mas é imensamente necessária essa reflexão. Há muitas pessoas que idolatram seu trabalho e amam ser chamadas de workakolic, palavra que corresponde a algo como pessoa que é viciada em trabalho, mas é a mesma pessoa que se esquece de que sua mente e seu corpo cobram um preço muito alto por essa vaidade toda.
Além disso, quando bate o Burnout, que corresponde a uma exaustão que não cessa mesmo descansando por muito tempo; um pico de pressão; uma outra doença física ou psíquica, como ansiedade e depressão, o que ocorre é: A sua substituição em minutos, pois seu emprego tão venerado local onde você acredita ser tão importante estar ou único de cumprir suas tarefas, alguém te substituirá e nem ligarão para saber se você está bem. É como o ditado popular diz: Rei morto, rei posto.
Na lógica da sociedade atual, a cada dia, as pessoas estão f**ando mais frívolas e se afastando mais de sua condição humana e assim, consequentemente das outras pessoas, o que acaba fazendo com que estas mesmas pessoas se esqueçam de que estas mesmas pessoas podem passar por problemas e máquinas não vão solucionar seus problemas.
Com isso, por mais que os seres humanos amem seu trabalho em excesso, por mais que trabalhem arduamente para ganhar estrelinhas dos chefes, ou seja, reconhecomento social, mesmo que seja pisoteando em cima dos colegas de trabalho, apontando suas falhas de terceiros, suas vidas são vazias, frias e estes sujeitos não têm nenhum afeto por si mesmos.
Quem estes sujeitos chamam de amigos são, na verdade, apenas o que corresponde a colegas de trabalho, pessoas que se aproximaram apenas porque trabalham juntas, não porque têm afinidades e elos afetivos e de amizade. Logo, os assuntos são apenas relacionados ao trabalho.
Na sociedade, enquanto trabalhadores, essas pessoas têm navegado em mares tortuosos, em grande desrespeito e crueldades infinitas. As leis trabalhistas estão cada vez mais f**ando rarefeitas, porque as novas gerações de trabalhadores se acham "modernos" e "mais inteligentes" por ganharem mais, quando veem uma quantidade de dinheiro nas mãos maior do que seus amigos mais velhos e seus pais. Mas infelizmente, estão sendo completamente enganados com o discurso da uberziração e da pejotização, que anula tantas lutas dos sindicatos dos trabalhadores de outrora que lutaram fazendo tantas greves e conquistaram tanto respeito para chegarmos onde estamos.
Sabe o motivo de estarmos passando por isso hoje no meio dessa pandemia de adoecimento no local de trabalho? A vontade de não saber o que se passa consigo mesmo. O desejo de participar de grupos e assim, ter assunto na roda de amigos, ter uma identidade e se sentir um membro de uma massa.
Assim, os "moderninhos de hoje" são os que querem manter o discurso de ser "empreendedor de si mesmo", mas na verdade, ninguém pode ir na esquina comprar qualquer sem pertencer à sociedade onde se vive, seja um pão, seja café, só se a pessoa produzir sua própria maneira de existir, o que exige de todos um isolamento completo. O que se comprovou através do fato da pandemia, que não só mexeu com a saúde de uma pessoa, mas a saúde mundial.
É sempre bom pensar na frase: O que consome o quê? Além disso, é importante pensar em: Quando algo nos aparece como "gratuito", o que é consumido somos nós.
Vamos melhoremos nossa interpretaçao, através de nossas próprias reflexões? Não adianta achar que lemos livros complexos sem entender do que eles tratam. Além disso: Tem como participar de um grupo que te faça anular sua inteligência para fazer parte dessa massa só para você não lidar com essa sua angústia?
É possível melhorarmos como pessoa e eu acredito nisso.