21/04/2026
Nem sempre a recusa ao tratamento é falta de consciência.
Às vezes, é medo. É dor. É silêncio que ainda não encontrou escuta.
Atendi uma paciente que rejeitava o cuidado.
O corpo adoece, mas havia algo que precisava ser compreendido antes de qualquer intervenção.
A psicologia entrou como ponte.
A escuta abriu caminhos.
E, junto à equipe, construímos possibilidades.
Ela aderiu.
Ela melhorou.
Ela teve alta.
Mas esse não é um resultado de uma profissão.
É o resultado de um cuidado que integra — corpo, mente e relações.
Porque quando o tratamento é biopsicossocial, o paciente deixa de ser um corpo e volta a ser sujeito da própria história.
Cuidar não é apenas tratar a doença. É sustentar, em equipe, a possibilidade de vida.