Dra. Patricia Jesus, PhD

Dra. Patricia Jesus, PhD Nutrição Clínica aplicada ao tratamento e prevenção de doenças crônicas, com foco em Neuropsiquiatria, Comportamento e Medicina do Estilo de Vida. CRN12100086.

Estratégias personalizadas para regulação metabólica, comportamento alimentar e saúde de longo prazo. Nutrição Clínica | Medicina do Estilo de Vida | Neurociência Nutricional. Sou nutricionista, professora universitária e pesquisadora na área de Nutrição Clínica. Atuo há 11 anos com atendimento nutricional a portadores de doenças crônicas.
- Membro da American Society for Nutrition
- Membro do Col

égio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida
- Membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)
- Membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO)
- Membro da Sociedade Brasileira de Coaching
- Membro científico do Instituto de Nutrição do Cérebro & Coração

No Dia Internacional da Mulher, vale lembrar um fato científico simples e poderoso: o cérebro feminino não é estático. E...
08/03/2026

No Dia Internacional da Mulher, vale lembrar um fato científico simples e poderoso: o cérebro feminino não é estático. Ele se transforma ao longo da vida, acompanhando as transições hormonais, metabólicas e ambientais que marcam a trajetória biológica das mulheres.

Da puberdade à menopausa, o cérebro responde a mudanças endócrinas que modulam memória, emoção, motivação e comportamento alimentar. Estudos de neuroimagem mostram que oscilações de estrogênio e progesterona influenciam diretamente a plasticidade sináptica, a conectividade cerebral e a atividade de regiões como hipocampo, amígdala e córtex pré-frontal, áreas centrais para cognição e regulação emocional.

Durante a gestação, pesquisas longitudinais com ressonância magnética demonstram remodelação estrutural em redes neurais associadas ao processamento social e ao comportamento materno, mudanças que podem persistir anos após o parto.

Já na menopausa, o declínio progressivo do estrogênio está associado a alterações no metabolismo energético cerebral, incluindo redução do metabolismo da glicose e da função mitocondrial. Esses fenômenos que podem influenciar cognição, humor e risco de doenças neurodegenerativas.

Essas transformações não representam fragilidade. Elas refletem um processo adaptativo do cérebro feminino às diferentes fases biológicas do corpo.

A saúde cerebral feminina ao longo da vida é profundamente influenciada por fatores modificáveis.

🎯 Padrões alimentares como a dieta mediterrânea, atividade física regular, controle cardiometabólico, sono adequado e cuidado com a saúde mental estão entre as estratégias com maior evidência para preservação da função cerebral e redução do risco de doenças neurológicas.

Cuidar do cérebro feminino é um processo que começa MUITO antes da menopausa e se constrói ao longo de toda a vida.
Dra. Patricia Jesus, PhD
Nutrição Clínica Avançada
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Referências:
Behav Brain Res. 2026;116133.
Front Neuroendocrinol. 2025;77:101174.
Lancet Diabetes Endocrinol. 2023;11(12):926-941.
Trends Neurosci. 2023;46(6):459-471.
Neuroendocrinology. 2021;111(3):183-206.
Sci Rep. 2021;11:10867.
Stroke. 2021;52:e295-e308.

08/03/2026

A própria literatura científica destaca uma limitação importante: a qualidade das recomendações ainda varia conforme a complexidade clínica do caso, sendo menos confiável quando há necessidade de interpretação clínica aprofundada e individualização metabólica.

Por isso, o consenso atual é claro: a inteligência artificial pode ser uma ferramenta útil de apoio, mas não substitui a avaliação clínica realizada por profissionais de saúde.

A tecnologia evolui rapidamente — e acompanhar essa evolução com senso crítico e base científica será cada vez mais importante na prática clínica.
O conhecimento certo transforma.
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Referências consultadas:
PloS One. 2025;20(12):e0336577.
Journal of Clinical Medicine. 2024;13(24):7810.
Nutrition Research. 2025;146:53-67.
Journal of Human Nutrition and Dietetics. 2026;39(1):e70200. Methods in Molecular Biology. 2025;2952:429-444.
Advances in Nutrition. 2025;16(4):100398.
Computers in Biology and Medicine. 2024;178:108711.
Nutrition in Clinical Practice. 2024;39(4):736-742.

06/03/2026

Se as projeções científicas estiverem corretas, em 2035 metade da população mundial, cerca de 4 bilhões de pessoas, viverá com sobrepeso ou obesidade.

Nas últimas três décadas, a prevalência global de obesidade aumentou mais de 100% entre mulheres e mais de 150% entre homens, segundo análises do Global Burden of Disease publicadas na The Lancet em 2025.

A obesidade é hoje reconhecida como uma doença crônica multifatorial, influenciada por genética, ambiente, comportamento, sistemas alimentares, alterações hormonais e fatores sociais.

As consequências são amplas e bem documentadas: maior risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, doença hepática associada à disfunção metabólica, diversos cânceres e mortalidade precoce, além de impactos importantes na saúde cerebral e no comportamento alimentar.

Nas últimas décadas, a medicina também avançou no tratamento. Hoje dispomos de intervenções comportamentais estruturadas, farmacoterapia baseada em mecanismos hormonais, como os agonistas do receptor de GLP-1, e cirurgia bariátrica e metabólica, abordagens respaldadas por evidências científicas robustas.

A obesidade envolve metabolismo, cérebro, ambiente e exige cuidado clínico baseado em ciência.

Ampliar o nível da conversa é essencial. Menos julgamento, mais cuidado. 😉
O conhecimento certo transforma.
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Referência citada no vídeo: The Lancet. 2025;405:813–838.
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O padrão alimentar inadequado faz com que você tenha maior afinidade por alimentos mais doces, mas o assunto é bem mais ...
04/03/2026

O padrão alimentar inadequado faz com que você tenha maior afinidade por alimentos mais doces, mas o assunto é bem mais complexo!

Alguns pacientes consomem qualquer alimento com o sabor doce em todas as refeições do dia! Você conhece alguém assim? Já envia o post para esta pessoa! 📩

Mas que relação isso tem com a obesidade?
➡️ Sugere-se que indivíduos com obesidade apresentam sensibilidade alterada à recompensa alimentar, associada a mudanças no neurocircuito cerebral relacionado à recompensa. Então, existe uma diminuição da disponibilidade de receptores D2 de dopamina.

🔎 Essa hipótese de redução dos receptores cerebrais de dopamina na obesidade (conforme já falo com os pacientes há muitos anos!) está associada ao aumento do consumo alimentar e ganho de peso, pela necessidade de aumentar a estimulação sensorial e cerebral.

🌻 Para simplificar: algumas evidências sugerem que pacientes com obesidade apresentam alguma alteração na forma como o cérebro entende recompensa alimentar. Assim, o paciente cria um estímulo de consumo de alimentos doces para estimular a liberação de dopamina, causando, assim, a sensação de bem-estar.

A situação costuma ser mais complexa do que simplesmente considerar a diminuição do sabor doce:
1. Existem várias indicações de que o sabor doce pode estar relacionado ao ganho de peso.
2. De forma aprofundada, sugere-se que um polimorfismo de nucleotídeo está associado a maior intensidade percebida de vários compostos/alimentos doces, o que pode contribuir para diferenças interindividuais de peso.
3. Pessoas que consomem mais alimentos doces tendem a ter maior consumo de calorias/dia, o que leva ao ganho de peso.

Por fim, os autores relatam algo que também já utilizo no consultório há um tempo: em voluntários humanos saudáveis, a redução do consumo de açúcar mostrou maior percepção da intensidade do sabor doce. Ou seja, quanto mais você consome alimentos doces, menos você passa a perceber esse sabor.

Você se reconhece neste ciclo?

Escolhas inteligentes, melhor qualidade de vida.⚘️
Dra. Patricia Jesus, PhD
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Neuropsiquiatria |
Ref.: Eur J Intern Med. 2021 Feb 13; S0953-6205(21)00023-6119.

02/03/2026

Você se baseia na coluna do rótulo %VD?
A coluna “% Valor Diário” do rótulo parte de um referencial fixo de 2.000 kcal/dia.

Na prática clínica, essa referência raramente corresponde à realidade metabólica individual.

Para macronutrientes, o %VD tende a ser pouco aplicável, pois a distribuição de carboidratos, proteínas e lipídios deve considerar composição corporal, nível de atividade física, resistência à insulina, fase da vida, objetivos terapêuticos e presença de doenças crônicas. Protocolos avançados são eficazes quando estruturados sobre dados individuais — não sobre médias populacionais.

Para vitaminas e minerais, o %VD pode oferecer uma base inicial de comparação. Ainda assim, necessidades variam conforme s**o, idade, estado inflamatório, função renal, uso de medicamentos, alterações gastrointestinais, gestação, condições endócrinas e perfil metabólico.

Rótulo informa, mas é importante saber o que considerar.

A nutrição baseada em evidências exige leitura crítica, interpretação contextual e personalização estratégica. E é isso que eu considero no meu Programa Inteligência Metabólica - PIM℠.

Você já sabia dessa informação?
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No consultório, duas pessoas seguem a mesma dieta com rigor semelhante. Uma perde 8 kg. A outra, 1,5 kg. Ambas relatam a...
27/02/2026

No consultório, duas pessoas seguem a mesma dieta com rigor semelhante. Uma perde 8 kg. A outra, 1,5 kg. Ambas relatam adesão adequada. Exames semelhantes. Motivação semelhante. Resultados distintos.

Durante décadas, atribuímos essa variabilidade à “falta de disciplina”. Hoje, a ciência mostra algo mais sofisticado: a resposta metabólica à dieta é profundamente individual.

Em doenças crônicas tempo-dependentes como obesidade, resistência à insulina, esteatose hepática e síndrome metabólica, o tempo não é neutro. Cada ano de inflamação metabólica sustentada aumenta risco cardiometabólico, neuroinflamatório e funcional. Se a estratégia alimentar não for personalizada, o custo é cumulativo.

Um dos ensaios clínicos mais robustos nessa discussão é o DIETFITS (JAMA, 2018). Trata-se de um ensaio clínico randomizado com 609 adultos com sobrepeso/obesidade, acompanhados por 12 meses. Os participantes foram alocados para dieta com baixo teor de gordura ou baixo teor de carboidrato. O estudo também avaliou dois possíveis moderadores de resposta: padrão genético previamente proposto e secreção basal de insulina.

O resultado foi claro: não houve diferença significativa na perda de peso entre as dietas, nem interação consistente entre genótipo ou secreção de insulina e o tipo de dieta. A média de perda foi semelhante nos dois grupos, mas o dado mais relevante foi outro: a variabilidade individual foi ampla. Alguns perderam mais de 20 kg, outros ganharam peso.

Isso não significa que genética e metabolismo não importem. Significa que a prescrição simplista não resolve o problema clínico.

Além disso, a modulação da microbiota intestinal é central para a resposta metabólica a diferentes padrões alimentares, sendo um alvo potencial para intervenções nutricionais personalizadas.

Portanto, o que realmente muda no consultório?
➡️ Muda a lógica de raciocínio.

Em vez de perguntar “qual é a melhor dieta?”, a pergunta passa a ser: qual é a melhor estratégia metabólica para este fenótipo clínico, neste momento da evolução da doença?

A individualização não significa complexidade excessiva, mas precisão.
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24/02/2026

Sob a perspectiva da neuropsiquiatria, todo hábito representa um circuito consolidado entre sistema de recompensa, memória e automatização comportamental. Quanto mais repetido, mais eficiente ele se torna: metabolicamente econômico, previsível e confortável para o cérebro.
Por isso, a mudança é desafiadora.

Ao tentar modificar um padrão alimentar, de sono ou de atividade física, não estamos apenas “decidindo diferente”. Estamos competindo com vias dopaminérgicas já treinadas, com memórias emocionais associadas e com um sistema que prioriza conservação de energia e previsibilidade.

O desconforto inicial não é fracasso. É neuroplasticidade em curso.

Estudos em neurociência comportamental demonstram que a repetição intencional, em ambiente estruturado, promove enfraquecimento de circuitos automáticos e fortalecimento de novas conexões sinápticas. No início há maior custo cognitivo; com o tempo, há automatização.

Mudança exige estratégia, não impulsividade. Exige repetição, mesmo quando o prazer imediato não acompanha.

Na prática clínica, isso significa trabalhar:
• ambiente alimentar
• regulação emocional
• previsibilidade metabólica
• sono e ritmo circadiano
• reforços positivos graduais

O cérebro aprende por repetição e consistência.

A pergunta não é “por que é tão difícil mudar?”,
mas sim: você está estruturando o ambiente para que seu cérebro consiga aprender o novo padrão de forma mais leve e sustentável?
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A vontade de doce após refeições é uma queixa frequente em pacientes com: sobrepeso e obesidade resistência à insulina h...
20/02/2026

A vontade de doce após refeições é uma queixa frequente em pacientes com: sobrepeso e obesidade resistência à insulina histórico de dietas restritivas alimentação emocional padrão alimentar rico em carboidratos refinados

Na maioria dos casos, não é endocrinopatia, mas integração neurobiológica entre intestino, cérebro e aprendizado comportamental.

Em ambiente alimentar moderno, caracterizado por: alta densidade energética combinação açúcar + gordura estímulos sensoriais constantes
Ocorre sensibilização do circuito de recompensa, com redução progressiva do limiar de ativação. Resultado: desejo específico por doce, mesmo em saciedade.

O que a ciência demonstra
1. A saciedade calórica não elimina o desejo por doce, mesmo após refeição completa.

2. Células intestinais especializadas (neuropod cells) detectam glicose via SGLT1 e enviam sinais rápidos ao cérebro, o que ativa circuitos de recompensa e reforça a preferência por açúcar.

3. Paradoxo da saciedade: Saciedade homeostática pode coexistir com aumento seletivo de desejo por açúcar.

4. Fome hedônica (emocional): em ambientes com abundância de alimentos ultrapaláveis, esses circuitos são hiperestimulados, favorecendo consumo automático.

5. Oscilação glicêmica (desejo 2–4h depois da refeição): variações glicêmicas rápidas ativam circuitos de recompensa.
Nem sempre há hipoglicemia verdadeira.uitas vezes trata-se apenas da velocidade da queda glicêmica, não do valor absoluto.

E o que você pode fazer? 20–30g de proteína por refeição. Aumento de fibra. Redução de carboidrato refinado isolado. Ajuste da crononutrição.

Intervenção comportamental: Recondicionamento do “ritual de encerramento da refeição”. Planejamento consciente da sobremesa. Identificação de fome emocional. Avaliar risco de compulsão alimentar quando houver perda de controle ou sofrimento significativo.

A vontade de doce não é falha moral. Intervenções precisas exigem compreender mecanismos, timing, composição da refeição e contexto emocional.
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Quando falamos em dieta para envelhecer melhor, não estamos falando em cortar carboidrato de forma indiscriminada ou dem...
19/02/2026

Quando falamos em dieta para envelhecer melhor, não estamos falando em cortar carboidrato de forma indiscriminada ou demonizar um nutriente isolado. Estamos falando em modular vias metabólicas que sustentam, ao longo dos anos, a progressão silenciosa das doenças crônicas.

Resistência à insulina, lipotoxicidade e neuroinflamação não surgem em um único dia. São processos cumulativos, influenciados por padrão alimentar, ritmo circadiano, qualidade de macronutrientes e carga inflamatória da dieta.

A ciência demonstra que padrões como Mediterrâneo, DASH e dietas predominantemente vegetarianas melhoram sensibilidade à insulina, reduzem inflamação sistêmica e favorecem saúde cerebral — justamente porque reorganizam o ambiente metabólico.

Portanto, uma dieta orientada à longevidade prioriza alimentos integrais, vegetais variados, proteínas de alta qualidade biológica e gorduras insaturadas, ao mesmo tempo em que evita excesso calórico, açúcares refinados e padrões pró-inflamatórios. O objetivo não é apenas controle ponderal, mas preservação funcional ao longo do tempo.

➡️ A pergunta que deixo para você é: seu padrão alimentar está favorecendo sua estabilidade metabólica a longo prazo?

❗️Doenças crônicas evoluem de forma cumulativa. A prevenção também deve ser construída de maneira estratégica e contínua.
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Anote algumas estratégias simples fazem diferença e podem te salvar no retorno da rotina pós-carnaval:1) Voltar ao básic...
14/02/2026

Anote algumas estratégias simples fazem diferença e podem te salvar no retorno da rotina pós-carnaval:
1) Voltar ao básico, assim que der (sem esperar “o dia certo”)
A melhor hora para recomeçar é a próxima decisão. Não precisa ser na quarta-feira de cinzas, mas no próximo copo de água, prato ou no próximo horário de sono.

2) Uma refeição por vez
Esqueça o “estraguei tudo”. No Carnaval, é comum sair do trilho quando a rotina muda, e isso não define seu processo. Foque em acertar a próxima refeição.
- Pense na tríade proteína + fibra + água e inclua carboidrato de qualidade.
- Evite doces de forma isolada; prefira como sobremesa, após a refeição (mesmo versões diet/sem açúcar).

3) Hidratação com método
Água ao longo do dia + eletrólitos se houver calor, sol e álcool (água de coco é ótima!).
Atenção: urina é um excelente indicador de hidratação. Se estiver muito escura, é sinal de alerta.

4) Álcool, se houver, com estratégia
O ideal é não consumir nenhuma bebida alcoólica. Mas, caso você opte por consumir álcool, lembre-se:
- Qual bebida consumir? Aquela que te permita consumir a menor quantidade possível (o foco é reduzir dose e frequência).
- Intercale 1 dose + 1 copo de água e prefira consumo mais lento. O álcool piora qualidade do sono, aumenta desidratação e favorece escolhas impulsivas.
- Escolha algum alimento para acompanhar a bebida, evitando as frituras.

5) Sono como pilar (não como luxo)
Tente proteger horário e ambiente de sono. Uma noite ruim aumenta fome emocional e reduz autocontrole no dia seguinte.

E, caso a rotina saia do eixo, uma diretriz comportamental é decisiva: não esperar pela “segunda-feira”. A próxima decisão já pode ser o reinício. O cérebro responde à consistência, não à perfeição.

🎯 Mudança sustentável exige contexto favorável, previsibilidade e acompanhamento ao longo do calendário. Independente da festividade!
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Não são apenas grandes eventos que moldam trajetórias metabólicas, são janelas repetidas ao longo do ano. O Carnaval é u...
14/02/2026

Não são apenas grandes eventos que moldam trajetórias metabólicas, são janelas repetidas ao longo do ano. O Carnaval é uma delas.

Mesmo para quem não participa ativamente, o feriado costuma deslocar rotina, horários, sono, padrão alimentar e hidratação.

⚠️ No Carnaval, três variáveis tendem a se sobrepor: álcool, desidratação e alimentação desorganizada. A combinação é mais relevante do que cada fator isoladamente.

Perdas hídricas superiores a 2% do peso corporal já se associam a piora de atenção sustentada, memória de curto prazo, função executiva e humor.

E o álcool potencializa esse efeito. O etanol aumenta diurese, altera equilíbrio eletrolítico e ativa microglia, um dos mecanismos centrais da neuroinflamação induzida pelo álcool. Observa-se elevação de citocinas pró-inflamatórias e alteração da integridade do cérebro. O impacto não é apenas agudo: há evidências de aceleração do envelhecimento cerebral.

Somado a isso, o consumo alcoólico frequente reduz ingestão de micronutrientes essenciais e favorece escolhas alimentares ultraprocessadas, ricas em açúcares simples e gorduras saturadas. O resultado é agravamento da metainflamação, resistência à insulina cerebral e maior vulnerabilidade neuroendócrina, especialmente em pacientes crônicos, como portadores de obesidade. Em poucas palavras: múltiplos estímulos pró-inflamatórios concentrados em curto intervalo.

➡️ Mas será que precisamos escolher entre celebrar e preservar a saúde cerebral? Ou podemos ajustar o contexto para reduzir risco cumulativo?

No próximo post, você terá acesso a cinco estratégias simples que fazem diferença.
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30/01/2026

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