Nutricionista Michelle Bento

Nutricionista Michelle Bento Nutricionista funcional e materno infantil. Consultórios: Tijuca 2196-8134. Centro pelo telefone ou

O quadro acima representa as características de cada um dos 2 estilos de educação parental definidos na literatura. Você...
17/12/2025

O quadro acima representa as características de cada um dos 2 estilos de educação parental definidos na literatura. Você já sabia que essa classif**ação existe e que cada estilo tem um impacto diferente na forma de se alimentar da criança?

Estilo negligente: baixa capacidade de resposta às necessidades da criança e baixo nível de exigência. Falta de envolvimento e atenção tanto nas regras quanto nas escolhas alimentares. Não existe rotina alimentar.
A criança decide completamente o que, quando é como comer, sem receber orientação. Acho que o impacto é obvio: escolhas inadequadas, nutrição insuficiente, hábito alimentares ruins.

Estilo autoritário: baixa capacidade de resposta às necessidades da criança e alto nível de exigência. Dita regras rígidas e foca no “medo” para o controle.
Obrigam a criança a comer tudo o que é servido, sem respeitar sua saciedade. O uso de punições e recompensas na alimentação também é comum.
Crianças podem se tornar ansiosas, resistentes ou se desenvolverem uma relação negativa com a comida.

Estilo permissivo: alta capacidade de resposta às necessidades da criança e baixo nível de exigência. O foco é em satisfazer a vontade da criança, com pouca ou nenhuma estrutura. Oferta-se apenas os alimentos que a criança quer, sem variedade ou equilíbrio. Frequentemente a criança tem acesso fácil à guloseimas e come quando quer.

Estilo autoritativo: alta capacidade de resposta às necessidades da criança e alto nível de exigência. Define regras claras e limites, mas também dá autonomia e incentiva a participação da criança na escolha das refeições. Os pais decidem o que, quando e onde a criança irá comer, e a criança decide se e quanto comer.
Na criança, promove uma relação saudável com a comida, incentivando a autonomia e a adoção de hábitos alimentares saudáveis de forma equilibrada.

Com qual estilo você se identificou?

Crianças têm dificuldade em provar. Ponto.Não é seu filho ou filha que diz que não gosta sem nem ter experimentado. As c...
16/12/2025

Crianças têm dificuldade em provar. Ponto.

Não é seu filho ou filha que diz que não gosta sem nem ter experimentado. As crianças em geral fazem isso.

“Ah, mas uma besteira ele prova, parece até que sabe”

E sabe mesmo! Porque a nossa decisão de provar vem, principalmente, do aspecto visual do alimento. E a galera que produz o ultraprocessado sabe bem do que gostamos.

Doces, bolos, balas, fritura. Tudo isso tem aspecto visual favorável. Mas o brócolis não. Então a criança precisa de muito mais exposição e ludicidade para conseguir provar.

Compreendendo que pode levar tempo nos fortalecemos. E focamos no que é mais eficiente. E não é f**ar pedindo pra provar. É ser modelo. É levar pra cozinha. É ensinar palavras que descrevem os alimentos. É gerar curiosidade.

Agora me conta, qual foi o último alimento que seu filho provou e como foi?

Quem em acompanha de perto aqui conhece a nossa saga do brócolis. Isabella, hoje com 7 anos, desde os 4-5 vive uma monta...
10/12/2025

Quem em acompanha de perto aqui conhece a nossa saga do brócolis. Isabella, hoje com 7 anos, desde os 4-5 vive uma montanha russa de amor e ódio com esse vegetal. Tem fases em que ama e come um monte, tem outras em que simplesmente enjoa e não aceita mais.

Essa história dela ilustra muito bem o que deveria ser a condução do adulto nos casos de recusas de alimentos que a criança antes comia. Mas o que mais presencio são verdadeiras guerras na mesa quando a criança se recusa a comer qualquer item do prato.

Frases como:

“Que bobeira, você sempre comeu.”
“Tem que comer pelo menos 1, senão não ganha a sobremesa.”
“Você gosta de brócolis, não vai comer por quê?”
“Que foi? Está ruim? Me dá aqui que eu tiro pra você. Vou fazer um ovinho.”

Isso quando não tem mil tentativas de coação. Briga, choro, ansia de vomito, esconde embaixo do feijão, cospe, briga de novo.

Ah se vocês soubessem o quanto a gente f**a leve quando aprende de verdade a deixar a criança dizer não. Ah se vocês conhecessem o poder da rotina, da leveza, do lúdico, do modelo.

“Mas eu como sempre, ele me vê comendo, mas não adianta” - come e f**a o tempo todo mostrando? “Olha, mamãe esta comendo brócolis, está toa gostoso, prova um pedaço” - não é com pressão que a criança vai voltar a comer.

Se sempre comeu, é capaz de comer ainda. Provavelmente foi um enjoo passageiro. Aqui, sempre que começou a recusar o brócolis, fizemos o seguinte:

Sigo ofertando, sempre que a familia for comer. Mas sem nenhuma tentativa de convencer a comer. As vezes eu brinco com ela, dizendo “ih, Isabella brigou com o brocolis de novo gente. Quando você vai fazer as pazes?” - f**a leve e divertido, ela sempre ri e não se sente pressionada.

Exploro bastante ele na cozinha, com ajuda dela. Fazemos receitas diferentes e ele se mantem no cardápio de uma maneira mais mascarada (não escondida!), que ela consegue naquele momento.

As vezes fico umas 2 semanas sem aparecer com ele em casa e então volto.

Nunca, nunquinha - e isso é o mais importante - uso de punição, recompensa ou negociação para comer. Ela vai comer se e quando quiser.

Eu sei (sou mãe também AND nutricionista) que é muito difícil vê-los comendo algo que eu entendi que não é bom pra eles ...
08/12/2025

Eu sei (sou mãe também AND nutricionista) que é muito difícil vê-los comendo algo que eu entendi que não é bom pra eles e que, inclusive, eu venho fazendo um grande esforço para não deixar que conheçam e DO NADA, vem uma pessoa e oferece.

Mas a gente não controla tudo e esse acesso na rua é o que não vamos controlar.

So que, veja bem, vocês não controlam hoje com 2, 3, 5 anos e nem vão controlar quando tiverem 12, 14, 18 anos. E esse é o ponto onde eu queria chegar.

Se eles não comem só porque alguém está ao lado dizendo não, como será no momento em que esse adulto que faz o papel de barreira não estiver mais ali? O que foi aprendido?

Já atendi crianças mais velhas com plena consciência de que exageravam justamente por saber que nunca podem. Já ouvi isso diretamente da criança em consulta: “Aqui em casa nunca tem besteira, então quando tem um chocolate eu quero comer tudo que puder, já que não sei quando vou pode comer de novo”.

Claro que não é oba oba e come quando quiser e quanto quiser. Mas restringir sempre, dizer que faz mal, tratar por nomes pejorativos, tudo que nós fazemos na intenção de que a criança não queira, não goste ou tenha medo de comer algo é um tiro que sai pela culatra.

Controlem o ambiente de vocês, evitando (e não proibindo) ter em casa. Quando tiver, ajudem a comer com moderação, liberando aos poucos e conversando sobre o motivo de não permitir muito:

Não faz bem comer doces (ou outra guloseimas qualquer, mudem aqui no nome na hora de falar com a criança) todo dia.

OU

Comer muito doce não faz bem para nosso corpo.

Com o tempo, a repetição e, acima de tudo, o exemplo, a criança internaliza que o ideal é comer pouco, mas sem se sentir proibida e sem culpa!

Criar equilíbrio não envolve falar mal, dar nomes pejorativos, definir doces melhores ou piores, ou usar como prêmio. É ...
03/12/2025

Criar equilíbrio não envolve falar mal, dar nomes pejorativos, definir doces melhores ou piores, ou usar como prêmio. É concordar que é bom mesmo, uma delicia. Mas não faz bem pro nosso corpo se comemos de forma exagerada.

Um pouco muitas vezes na semana é melhor do que passar 2 dias comendo demais. Se eu não tenho medo de perder, não preciso exagerar.

Não insistir para a criança comer é fundamental. Porém, quem tem uma criança com dificuldade para comer provavelmente já...
02/12/2025

Não insistir para a criança comer é fundamental. Porém, quem tem uma criança com dificuldade para comer provavelmente já se responsabiliza há tanto tempo pela quantidade que a criança vai comer, negociando colheradas ou usando de punição/recompensa para que ela coma, que não consegue sair desse ciclo.

Parece - eu sei, parece mesmo - que se não mais houver alguém barganhando, a criança não vai comer nada. A família precisa saber o que fazer no lugar de insistir.

O ideal é que se entenda toda a história de alimentação da criança e que se compreenda também a relação dos adultos que a alimentam com a comida. Olhar a criança em seu contexto é a chave.

Mas existem estratégias que são base no tratamento:

- Contato lúdico, mas que só funciona na ausência de pressão. Ser modelo na brincadeira e estimular a curiosidade para que a criança tome a iniciativa de brincar também.
- Qualidade de companhia, dentro e fora da mesa. As crianças NECESSITAM atenção. Se não a percebem, buscam de maneira indevida. Os desafios na mesa podem ser um pedido de atenção. Ofereça atenção PLENA! Tem que estar presente e conectado de verdade. Se você passa o dia com a criança, mas se dividindo com mil outras tarefas ou olhando toda hora o celular, não funciona.
- Alimentos de sucesso ajudam a dar segurança - para a criança e para o adulto também. Pega aqueles alimentos que seu filho sempre aceita e coloca um deles em TODAS as refeições. “Ah mas meu filho só aceita comida de lanche, pão, iogurte, leite” - Ok, então esse é seu ponto de partida. Vai ser o almoço com um copo de iogurte para beber. O objetivo é evitar recusas completas e ajudar na motivação.

O importante é entender que essas estratégias funcionam sim. Se não funcionou ainda por ai, é sinal de que tem outras pontas soltas na história. O tratamento da dificuldade alimentar exige um olhar amplo para todas as áreas da vida da criança e da familia. E quem coloca as estratégias em prática, precisa ser consistente.

O que é BLW? Sua definição claramente se perdeu nos últimos 2-3 anos e, infelizmente, ele se tornou um sinônimo para “de...
26/11/2025

O que é BLW? Sua definição claramente se perdeu nos últimos 2-3 anos e, infelizmente, ele se tornou um sinônimo para “deixar o bebê sentir a textura do alimento comendo pedaços” - e não é NADA disso.

BLW signif**a:

- Dividir os alimentos da família com o bebê desde o inicio do processo, sem comida “de bebê”;
- Fazer refeições em família, permitindo que o bebê coma com as mãos para que isso seja possível;
- Permitir que o bebê dite o ritmo, escolha o que vai comer (daquilo que a família decidiu que era adequado ofertar) e quanto.

No BLW bebês sempre comem sozinhos, com pouco ou nenhum auxílio do adulto. No BLW ele aprende a comer no sentido contextual, amplo: onde, como e o que minha família toda come e como eu aprendo COM ELES.

Dito isso, segurar o alimento, que é dado eventualmente em pedaço grande, na boca do bebê não traz nenhuma das vantagens do BLW (guiar o processo, comer em família, aprender a segurar, sentir e explorar etc) e é inclusive arriscado: alguns artigos relataram ocorrência de engasgo com essa pratica.

O fato de encostar em algo com textura e consistênncia tão especifico, pode fazer com que o bebê se detenha em explorar mais com mão, sem passar para a próxima etapa, que é provar. Em algum momento ele vai dar o próximo passo, mas pode demorar.

Quando alguém segura a comida, a exploração f**a limitada e eles vão com a boca porque é o que sobra, por assim dizer. Mas passar pela etapa exploratória é importante e fazer sozinho é uma conquista. Demorar a levar na boca não é um problema, é apenas uma forma de evolução diferente.

O BLW nos ensinou muito a confiar nos bebês e aumentar sua autonomia, mas as vezes me pergunto se não estamos voltando a não acreditar.

Ahhhh se essa leveza estivesse em todas as mesas, em todos os lares 🩷🩷🩷Vamos espalhar a leveza?? Compartilha com alguém ...
05/11/2025

Ahhhh se essa leveza estivesse em todas as mesas, em todos os lares 🩷🩷🩷

Vamos espalhar a leveza?? Compartilha com alguém que vai se sentir melhor se não se cobrar tanto 🫶🏽

Focar no que foi sucesso ajuda na confiança, o que contribui para manter a consistência – sem esses dois, f**a difícil s...
28/10/2025

Focar no que foi sucesso ajuda na confiança, o que contribui para manter a consistência – sem esses dois, f**a difícil se manter no processo que leva à mudança.

A comunicação da criança é reforçada pela resposta do adulto. Se é sempre a parte negativa que é valorizada, a confiança do adulto e da criança f**am abaladas. Se a criança escuta o tempo todo que não come, ela acredita que é isso que ela deve ser: uma criança que não come.

Celebrar cada passinho que seu filho dá em direção ao sucesso na alimentação é o que alimenta a motivação para seguir na jornada.

Vamos começar a celebração agora! Que pequeno passo você conquistou hoje? Não importa se parece pequeno, escreve aqui e vamos comemorar juntas!

Trocas que no geral são bem aceitas e que reduzem muito o consumo de ultraprocessados.A lancheira é rotina diária. Quand...
15/10/2025

Trocas que no geral são bem aceitas e que reduzem muito o consumo de ultraprocessados.

A lancheira é rotina diária. Quando ela melhora, a criança ganha muito!

Chegamos no primeiro ano de vida, 6 meses de introdução alimentar e agora o bebê come comida da família. Mas o que exata...
07/10/2025

Chegamos no primeiro ano de vida, 6 meses de introdução alimentar e agora o bebê come comida da família. Mas o que exatamente isso quer dizer?

Comer comida da família signif**a que algumas adaptações e restrições não são mais necessárias, mas muitos cuidados ainda precisam ser tomados. Então eu resumi abaixo as principais mudanças e cuidados dessa nova fase.

▪️A necessidade de sódio aumenta de 370mg ao dia para 800, o que já permite a inclusão de sal na comida.

▪️A estrutura da alimentação se assemelha agora a dos adultos, com café da manhã, colação, almoço, lanche da tarde e jantar.

▪️A necessidade de cálcio também da um salto, de 260mg ao dia para 700, então agora os lácteos devem fazer parte da rotina alimentar - leite, queijo, iogurte.

▪️A comida deve ser sólida, em pedaços macios, adaptando apenas aqueles mais duros e fibrosos, que devem estar em pedacinhos menores ou triturados (caso das castanhas).

▪️Açúcar e ultraprocessados ainda devem ser restringidos, mas o bebê pode comer pão artesanal ou caseiro, queijos com boa lista de ingredientes, iogurte natural, tapioca, bolo sem açúcar, crepioca, cuscuz e diversos outros alimentos que são parte da alimentação da sua família.

A gente precisa urgente mudar algumas crenças sobre sobremesa que só atrapalham.Esse papo de ter que que comer a comida ...
23/09/2025

A gente precisa urgente mudar algumas crenças sobre sobremesa que só atrapalham.

Esse papo de ter que que comer a comida para depois comer a sobremesa faz a criança valorizar o doce e desanimar da comida, pois ela é apenas um empecilho do qual ela precisa se livrar para chegar na sobremesa, entende?

Quando eles estão juntos, a mensagem é de que ninguém vale mais do que o outro. E como a comida é mais presente (afinal, limitar o acesso ao doce é o dever do adulto), a criança come ambos com a mesma motivação.

Endereço

Rua Desembargador Izidro, 18 Sala 610/Tijuca
Rio De Janeiro, RJ
20521-160

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