12/03/2026
Semana passada a vida me desorganizou completamente…
Na verdade foi a soma de alguns acontecimentos difíceis, inesperados, daqueles que parecem que se organizam para chegar todos de uma vez e que parecem tirar o chão.
Eu chorei.
Chorei muito.
Meu corpo sentiu.
Dor de cabeça, olhos inchados, a cabeça pesada, aquela sensação de impotência, que às vezes aparece quando a vida aperta demais.
E eu precisei fazer o que muitas vezes incentivo minhas pacientes a fazerem:
Parar um pouco para cuidar da própria dor.
Afinal, não consigo dar o meu melhor e cuidar do outro sem cuidar de mim primeiro.
Nem sempre a gente consegue resolver tudo imediatamente.
Mas às vezes o que sustenta a gente no meio do caos é ter espaço para sentir.
Algo que fez muita diferença nesses dias é o amparo de vínculos seguros.
O amor da minha filha, meu parceiro de vida, mãe, minha tribo do nosso espaço seguro, pessoas próximas que me escutaram, me acolheram e validaram o que eu estava sentindo.
Isso não muda os acontecimentos.
Não resolve todos os problemas.
Mas muda completamente como atravessamos a dor.
Quando existe vínculo seguro, quando existe alguém que nos vê, nos escuta e nos acolhe…
A gente encontra um pouco mais de chão para continuar.
Hoje, por mais um dia eu levantei e segui trabalhando.
Não porque tudo já está resolvido.
Mas porque sei que não preciso atravessar tudo sozinha.
E talvez você também esteja vivendo uma fase difícil agora.
Se estiver, eu queria te lembrar de algo importante:
Você não precisa ser forte o tempo todo.
Você pode chorar, inclusive, deve chorar. O choro é uma ferramenta potente de regulação emocional.
Se permita sentir, dê voz ao que está sentindo.
Às vezes, o que mais nos ajuda a seguir é simplesmente ser vista, ser acolhida e saber que alguém caminha ao nosso lado enquanto atravessamos a tempestade.
Ah, os vínculos…. Poderosos vínculos 🫂
Com carinho 🌻🧡
Bianca Martins
Psicóloga CRP 05/62438
Educadora Parental
Pós Graduada em Neurociência do Comportamento
Pós Graduada em Inteligência Parental
Pós Graduanda em Neurociência Afetiva