06/12/2025
A Minha Vivência Como Mulher Dirigente Espiritual da Tsara Estrela do Oriente ☀️ (Inauguração Maio 2022 para mediuns e amigos,
Abriu suas portas para o público Outubro 2022)
Sou dirigente da Casa dos Ciganos do Astral, com o auxilio de Dona Sulamita e, ao longo da minha caminhada, descobri que ser mulher nesse lugar traz desafios.
Construi uma FORTALEZA, com 5 mulheres, como pilares, ao meu lado. Isso incomoda no mundo que todavia segue machista.
Muitas vezes fui questionada, não pela qualidade do meu trabalho, mas pelo simples fato de ser mulher, carregar um saber próprio e conduzir a Tsara com um jeito diferente do que algumas pessoas esperavam.
E foi justamente vivendo tudo isso que compreendi a importância da minha posição e da força que existe por trás dela.
Minha liderança não nasceu de livros. Nasceu do amor, da experiência, da sensibilidade e da observação constante do que a espiritualidade me ensina a cada dia.
Cada situação difícil, cada crise dentro da casa, cada médium que precisou de orientação me mostrou que minha forma de conduzir é diferente, e é essa diferença que sustenta o trabalho.
Eu aprendi a equilibrar firmeza e acolhimento, a ouvir antes de decidir, a perceber energias que não foram verbalizadas e a orientar mesmo quando ninguém entende exatamente como eu sei o que precisa ser feito.
Esse tipo de saber não é estudado, é vivido. E muitas pessoas têm dificuldade de aceitar aquilo que não conseguem medir ou controlar.
Com o tempo, percebi que o questionamento sobre a minha liderança não tinha a ver com falta de capacidade. Tinha a ver com o fato de que algumas pessoas ainda estranham ver uma mulher à frente, tomando decisões, organizando a casa, direcionando trabalhos espirituais e ensinando com segurança.
Vivemos em uma sociedade que, por muito tempo, acostumou-se a ver os homens como autoridade e as mulheres como apoio. Então, quando uma mulher se coloca no centro da condução espiritual, surge resistência, comparação, cobrança e às vezes até desconfiança.
Eu precisei enfrentar isso e me fortalecer para continuar fazendo o que sei que é meu propósito.
Como dirigente, aprendi que meu papel não é agradar a todos, e muito menos julgar, mas orientar com responsabilidade. Aprendi que liderança não é gritar, mas manter a direção mesmo quando tentam desviar o caminho.
Nesta caminhada ao lado de Dona Sulamita, aprendi que meu jeito firme, observador, intuitivo, não é um defeito, é uma ferramenta. E hoje entendo que meu diferencial está exatamente na mistura entre sensibilidade e disciplina.
Eu sei reconhecer a dor de quem chega na Tsara, mas também sei dizer “não”, mesmo em silêncio, quando é preciso proteger o trabalho espiritual. Sei acolher, mas também sei colocar limites, mesmo que não percebam. Essa é a força da liderança feminina do meu SER.
Também percebi que muitas pessoas se sentem incomodadas não porque eu faça algo errado, mas porque minha postura expõe inseguranças nelas. Quando uma mulher assume seu espaço com clareza, ela desmonta expectativas antigas.
Ela mostra que existe outro modo de liderar, mais humano, mais atento e ao mesmo tempo mais firme. E isso mexe com quem ainda está preso em padrões antigos. O problema nunca foi eu, e sim o modelo mental que algumas pessoas ainda carregam.
Hoje entendo que minha caminhada como mulher dirigente espiritual não é uma dificuldade, é um chamado. Eu fui moldada pelas situações que vivi, pela coragem de continuar mesmo sendo questionada, e pela convicção de que meu trabalho tem valor.
Meu jeito de conduzir a Tsara reflete a minha história, quem eu sou, uma trajetória construída com estudo, entrega, vivência e uma conexão profunda que não precisa de explicação, e nem buscar copiar e colar de outras casas.
Eu estou aqui porque sei o que estou fazendo. Estou aqui porque a espiritualidade me preparou para isso. E quem caminha comigo recebe não apenas uma líder, mas alguém que vive cada ensinamento no dia a dia.
Ser mulher dirigente espiritual não me enfraquece, muito pelo contrário, me fortalece. Me dá maturidade, firmeza e consciência.
Muitos não sabem, mais cada questionamento que enfrentei só provou aquilo que eu já sabia, meu lugar foi conquistado com verdade, e isso incomoda o mundo das ilusões.
E é nesta verdade, que eu continuo, porque essa é a minha Casa e a minha missão.
Bibi Marilene Almeida
Sacerdotisa Bruxa da Lua
Mulher sábia e orgulhosa de quem se tornou!!!