Thamyris Pereira Terapeuta

Thamyris Pereira Terapeuta O negócio nasceu no meu coração após o período que tive o prazer de acompanhar famílias, de di

Desengole o choroA gente aprende cedo a engolir o choro.A segurar.A “ser forte”.Sentir vira exagero.Chorar vira fraqueza...
19/02/2026

Desengole o choro

A gente aprende cedo a engolir o choro.
A segurar.
A “ser forte”.

Sentir vira exagero.
Chorar vira fraqueza.
Vulnerabilidade vira algo a ser corrigido.

E, sem perceber, repetimos isso quando consolamos alguém:
“Não chora.”
“Foi melhor assim.”
“Para com isso.”

Mas… e se o choro não precisar ser interrompido?
Chorar não é perder o controle.

É permitir que o corpo faça o que a mente ainda não conseguiu elaborar.

E não é só emoção.
É fisiologia.

Quando choramos, ativamos o sistema nervoso parassimpático, que é responsável por acalmar o corpo.
Há redução do estado de alerta e liberação de substâncias ligadas ao estresse, como o cortisol, pelas lágrimas.

O choro também está associado à liberação de leucina-encefalina, um analgésico natural do próprio corpo.

Por isso, muitas vezes, depois do choro vem o alívio.
Ou uma sensação de reorganização interna.

Nem toda dor precisa ser silenciada.

Às vezes, o choro é o primeiro passo de regulação emocional.
É o corpo ajudando a mente a atravessar.

Sinta.
E permita que o outro sinta também.
Acolher não é reprimir, e sim ofertar o ombro.

Será que é depressão,ou estamos vivendo à base de café, açúcar e estresse?É comum correr para um diagnóstico.Mas nem sem...
16/02/2026

Será que é depressão,
ou estamos vivendo à base de café, açúcar e estresse?

É comum correr para um diagnóstico.
Mas nem sempre paramos para olhar para os hábitos.
Dormimos mal.
Comemos qualquer coisa na pressa.
Pulamos refeições.
Vivemos de açúcar quando a energia cai.

E quando o desânimo aparece, a conclusão vem rápida:
“Tem algo errado comigo.”

Mas será que já olhamos para o básico?

O cérebro não funciona à base de força de vontade.
Ele funciona à base de nutrientes.

A serotonina precisa de matéria-prima.
Sem proteínas adequadas, vitaminas, minerais e equilíbrio alimentar, o humor pode ficar instável.

Isso não invalida sofrimento emocional.
E não substitui acompanhamento profissional.

Mas ignorar a parte biológica também não ajuda.

Antes de se rotular, talvez valha perguntar:

Estamos cuidando da nossa saúde mental,
ou apenas esperando que ela aguente?

Porque estabilidade emocional não é só psicológica.
Também é fisiológica.

Agora eu quero saber:
Você já percebeu diferença no seu humor quando sua alimentação está mais organizada?

O tempo não grita, não cobra, não avisa.Ele apenas passa.E enquanto ele passa, vamos fazendo trocas, algumas conscientes...
11/02/2026

O tempo não grita, não cobra, não avisa.
Ele apenas passa.

E enquanto ele passa, vamos fazendo trocas, algumas conscientes, outras automáticas.

Trocamos tempo por aprovação.
Por excesso de trabalho.
Por expectativas que não são nossas.
Por hábitos que nos afastam de quem queremos ser.

Mas também podemos trocar tempo por presença.
Por cuidado.
Por construção.
Por aquilo que tem sentido.

Tempo é vida em movimento.
E toda escolha é uma direção.

Hoje, a pergunta não é “quanto tempo eu tenho?”,
mas:
o que estou fazendo com o tempo que já está passando? ⏳

Quem cuida também precisa diminuir o ritmo 🌿Aprendemos a seguir em frente,mas quase nunca aprendemos a parar.Quando foi ...
31/01/2026

Quem cuida também precisa diminuir o ritmo 🌿

Aprendemos a seguir em frente,
mas quase nunca aprendemos a parar.

Quando foi a última vez que você desacelerou?
Sem títulos para sustentar.
Sem metas para provar.

Por muito tempo, produzir
pareceu o único caminho.
Mesmo quando o corpo avisava.
Mesmo quando o cansaço se acumulava.

Hoje, reduzir o ritmo
é uma decisão consciente.
Diminuir a intensidade do trabalho
não é desistência,
mas cuidado,
para continuar inteira.

Respirar antes de seguir,
trabalhar em outro compasso,
com mais presença
e menos excesso.

A pausa não é abandono.
É responsabilidade consigo.
Autoconhecimento também é isso:
reconhecer limites
antes que o corpo precise gritar.

Recomeçar com menos excessos, mais presença.
Abrir mão de segurar tudo dói, frustra.
Mas, escolher reduzir, ceder espaço, desacelerar,
é às vezes o único caminho para continuar inteira.

Com carinho,
Thamyris Pereira
Psicanalista 🧠

Os erros dos nossos filhos não são espetáculoCrianças e adolescentes aprendem errando.E nós, adultos, ensinamos ou ferim...
26/01/2026

Os erros dos nossos filhos não são espetáculo

Crianças e adolescentes aprendem errando.
E nós, adultos, ensinamos ou ferimos, pela forma como lidamos com esses erros.

Expor fraquezas em público, corrigir na frente de outras pessoas ou postar erros na internet não ensina responsabilidade.
Ensina medo, vergonha e silêncio.

O que se trata em particular preserva a dignidade.
O que se corrige com respeito fortalece o vínculo.
O que se conversa no olho constrói caráter.
Disciplina não precisa de plateia.

Correção não precisa humilhar.
Amor não constrange, nem pune.
Pais que protegem a intimidade emocional dos filhos estão formando adultos mais seguros, confiantes e íntegros.

Educar é guiar, não expor.
É corrigir, não envergonhar.
É amar, inclusive nos momentos difíceis.

Vivemos esperando que algo extraordinário aconteça.Uma virada, uma resposta, um sinal claro.Mas a vida…ela acontece no o...
21/01/2026

Vivemos esperando que algo extraordinário aconteça.

Uma virada, uma resposta, um sinal claro.
Mas a vida…
ela acontece no ordinário.
Nos dias em que nada muda,
mas algo em nós se desloca.
Nas repetições, nos silêncios,
nos pequenos gestos que passam despercebidos.

Inclua-os no seu hábito.
Não espere o extraordinário para ser feliz.

Esse post é um convite:
olhar para as semanas comuns
como espaço de escuta,
de presença
e de elaboração.

Porque não é sobre acelerar o processo,
é sobre sustentar o caminho.
Semana a semana,
o ordinário também transforma.

Salve e pratique.

O divã como lugar de escuta.O espetáculo de hoje: "Simplesmente eu, Clarice Lispector" mostrou uma Clarice íntima .A pal...
11/01/2026

O divã como lugar de escuta.

O espetáculo de hoje: "Simplesmente eu, Clarice Lispector" mostrou uma Clarice íntima .

A palavra como forma de escuta.
A escrita como abrigo.
O silêncio como parte do processo.
E a busca constante de pertencimento a si mesma.

Na clínica, a palavra não serve para explicar,
serve para se aproximar do que sente.

Clarice nunca escreveu para dar respostas.
Apenas buscava um lugar onde pudesse se ouvir.

Quer ler comigo?Em janeiro e fevereiro, quero te fazer um convite simples:ler o livro "Não se cobre tanto", da autora El...
10/01/2026

Quer ler comigo?

Em janeiro e fevereiro, quero te fazer um convite simples:
ler o livro "Não se cobre tanto", da autora Ellen Hendriksen.

Escolhi esse livro porque a autocobrança atravessa muitos de nós, mesmo quando estamos fazendo o melhor que podemos.
Ela aparece disfarçada de disciplina, de responsabilidade,
de “preciso dar conta”.
E, aos poucos, vai roubando o prazer, o descanso e até a vontade de continuar.

A ideia aqui é essa:
Não transformar isso em mais uma cobrança.
Ler aos poucos,
do jeito que der,
nos dias em que der.

Ao longo dos dias, vou estar por aqui.
Compartilhando nos stories pequenas dicas,
pensamentos que surgirem na leitura, trechos que me atravessarem e jeitos possíveis de manter o hábito
sem peso e sem culpa.
Se em algum dia você não conseguir ler, tudo bem.

No final de fevereiro, quero te encontrar online
pra conversar sobre como foi essa experiência.
O que foi difícil,
o que fez sentido,
o que tocou
e o que essa leitura despertou em você.

Sem certo ou errado.
Sem comparação.
Só troca, escuta e gentileza 🌱

Se esse convite te acolher de alguma forma,
vem ler comigo.

Thamyris Pereira
Psicanalista

Talvez o maior convite deste ano seja viver o ordinário.Mas… como isso se vive na prática?Viver o ordinário é parar de e...
02/01/2026

Talvez o maior convite deste ano seja viver o ordinário.

Mas… como isso se vive na prática?

Viver o ordinário é parar de esperar o dia ideal para começar.
É cuidar do que é possível hoje, com os recursos que existem agora.

Na prática, viver o ordinário é:
Dormir e acordar tentando respeitar seus limites.
Se alimentar de forma mais saudável.
Manter pequenos combinados consigo, mesmo quando a motivação não vem.

Voltar, quantas vezes for preciso, para o que já funciona.
É aceitar que alguns dias serão produtivos e outros apenas suficientes.
E que dias “suficientes” também contam.

Viver o ordinário é não abandonar processos porque eles são lentos.
É entender que constância não é perfeição, é continuidade.

É aprender a sustentar tarefas e escolhas sem precisar que outras pessoas validem.
É suportar o tédio, a repetição e o silêncio sem buscar fuga imediata.

O ordinário não é falta de ambição.
É base.
É nele que o corpo se regula, os afetos se organizam e a vida ganha chão.

Que este ano seja menos sobre se cobrar…
E mais sobre se sustentar.

Feliz 2026!

Thamyris Pereira
Psicanalista

Aos meus queridos pacientes,Todo final de ano me convida à reflexão sobre tudo o que vivemos, atravessamos e aprendemos ...
31/12/2025

Aos meus queridos pacientes,

Todo final de ano me convida à reflexão sobre tudo o que vivemos, atravessamos e aprendemos juntos. Encarar nossas vulnerabilidades não é simples, exige coragem, disponibilidade e, muitas vezes, um recomeçar interno silencioso.

Por isso, escrevi uma carta para cada paciente. Uma devolutiva única, cuidadosa e escrita, resgatando a trajetória, os movimentos, as mudanças e os passos dados ao longo do caminho. Um registro afetivo da própria história, para ser relido sempre que for preciso lembrar de quem você se tornou.

💌 Obrigada por confiarem a mim suas dores, suas reconstruções e seus silêncios. Obrigada por me permitirem ser sua Psicanalista e caminhar ao lado de vocês.

✨ Encerro este ano com gratidão, emoção e a certeza de que crescemos juntos.

Que venha 2026!

Com carinho,
Thamyris Pereira | Psicanalista

Fazendo uma retrospectiva de 2025,esses foram alguns dos temas que mais cuidamos nas sessões este ano.Além deles, surgir...
30/12/2025

Fazendo uma retrospectiva de 2025,
esses foram alguns dos temas que mais cuidamos nas sessões este ano.

Além deles, surgiram muitas outras demandas, singulares, profundas e legítimas.
Não existe dor pequena quando ela é sentida.
Existe escuta, acolhimento e trabalho terapêutico.

E você, como cuidou da sua dor esse ano?

Cuidar da saúde mental é reconhecer seus limites, acolher o que dói e não atravessar a vida sozinha(o).

Que o próximo seja um tempo de mais cuidado, presença e escuta para si. 🤍

📚 Os livros que me acompanharam em 2025:Essas leituras não foram apenas estudo.Foram atravessamentos.Alguns livros me aj...
26/12/2025

📚 Os livros que me acompanharam em 2025:

Essas leituras não foram apenas estudo.
Foram atravessamentos.

Alguns livros me ajudaram a sustentar o silêncio.
Outros ampliaram meu olhar sobre o sofrimento, os vínculos, o luto, as heranças emocionais e a fé.
Teve leitura que confortou, leitura que confrontou e leitura que reorganizou perguntas.

Leio porque cuidar exige profundidade.
Leio porque escutar histórias humanas pede preparo contínuo.
Para poder escutar além do dito.
Leio porque cada paciente merece um olhar responsável, ético e sensível à sua singularidade, respeitando a complexidade de cada história.

Meu compromisso também passa por aqui:
Seguir estudando, refletindo e ampliando a escuta psicanalítica.

📖 Leituras de 2025:

• Especialista em Pessoas — Tiago Brunet
• Descubra o Seu Destino — Tiago Brunet
• O Sofrimento Roubou Minha Fé — Ismael Sobrinho
• A Gente Mira no Amor e Acerta na Solidão — Ana Suy
• Quando Coisas Ruins Acontecem com Pessoas Boas — Harold S. Kushner
• Campo de Batalha da Mente — Joyce Meyer
• A Anatomia de um Luto — C. S. Lewis
• A Função do Vínculo no Trabalho com Trauma — Cecília Lauriano
• Vínculo Fantasma — Tatiana Paranaguá
• Psicologia Fashion — Lara Almeida
• Herança Emocional — Dra. Galit Atlas
• Ninguém é Perfeito — Luís Mauro Sá Martino
• Em Mim Basta! — William Sanches
• O Arroz de Palma — Francisco Azevedo
• Não Começou com Você — Mark Wolynn
• Curando Suas Feridas de Origem — Vienna Pharaon
• O Homem e Seus Símbolos — Carl G. Jung
• Priorize Deus — Michel Simplício

E vc, como foi seu plano de leitura esse ano?

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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