25/11/2025
Nestes dias 22 a 24 de novembro tive a oportunidade de vivenciar algo que, para mim, representa mais um marco na minha trajetória como osteopata: o curso Manipulação do Cérebro – Nível 2, ministrado por Jean-Pierre Barral, em Florianópolis.
Barral não ensina apenas técnicas. Ele nos mostra, com simplicidade e genialidade, que o corpo humano — inclusive o cérebro — responde ao toque de formas que muitas vezes passam despercebidas até mesmo por quem dedica a vida inteira a estudá-lo. Ouvir e sentir suas explicações sobre as respostas teciduais, sobre a lógica fisiológica por trás de cada abordagem, e sobre a precisão necessária para acessar estruturas tão delicadas, foi como ver a Osteopatia se revelar de novo, mais profunda e mais viva.
É impossível não se emocionar quando percebemos que estamos diante de alguém que, por mais de 40 anos, pesquisou em silêncio, tocou centenas de vidas e ousou perguntar o que quase ninguém tinha coragem de explorar:
É possível tratar o cérebro com as mãos?
E quando ele demonstra, com clareza e racionalidade, que sim — que é possível, que é observável, que é transmitível — sentimos que estamos presenciando um momento histórico. A cada técnica, a cada explicação, a cada ajuste fino, a sensação é de que estamos participando da construção de uma evolução da Osteopatia.
Saio desses dias com uma mistura de humildade e esperança. Humildade por perceber o quanto ainda temos a aprender e refinar. Esperança por entender que, com estudo, sensibilidade e presença, podemos realmente contribuir para o alívio de sofrimentos profundos, inclusive aqueles que têm origem no sistema nervoso central.
E foi justamente uma fala de Barral que sintetizou para mim tudo o que vivemos, e que carrego agora como um norte:
“Eu não tenho dúvida sobre as auscultas. Eu tenho dúvida sobre o que é. E isso é parte do nosso trabalho, a gente vai ter algumas dúvidas. Mas a gente segue em frente! VOCÊS SÃO O FUTURO DA OSTEOPATIA. Não tenham pressa. Não vão rápido demais. E o que eu gosto, é de ver que vocês sentem muito bem com as mãos.”
(J P Barral)