13/06/2022
Dar-se conta de que estamos, o tempo todo, realizando escolhas, pode ser angustiante, mas também libertador. Angustiante porque nos damos conta de que estamos onde nos colocamos, por meio das escolhas que fizemos até este momento. Portanto, sendo responsáveis por nossas experiências. Libertador porque é necessário entender que escolhemos o que entendemos como a melhor opção em determinado momento de nossas vidas.
Escolhemos com as ferramentas e opções que tínhamos, mas que hoje, ao perceber que a realidade é diferente e nosso desejo é outro, podemos fazer outras escolhas e nos direcionar para outro futuro.
Segundo Jean-Paul Sartre, filósofo francês do século XX, a liberdade é uma condição humana, ou seja, mesmo diante das contingencias (ocorrências da quais não temos controle) da vida eu exerço minha liberdade de maneira como eu lido com os acontecimentos que vêm a mim.
Eu posso escolher estudar para algo, é provável que me dedicando, possa ser bem colocado, mas isso não garante a aprovação, porém, o êxito não importa a escolha, pois, a liberdade é escolha e nada tem a ver com o fracasso ou sucesso, escolha é movimento, seja qual for é sempre na liberdade. Às vezes, mais reflexiva ou menos, mas sempre livre.
Como disse Sartre: “O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós”.
Portanto, fazer escolhas pode não ser fácil. Mas está acontecendo o tempo todo. Por essa razão, busque ter claras as razões que fazem você escolher uma opção ou outra. Avalie seu campo de possibilidades, busque olhar para o futuro e pensar para onde suas escolhas estão levando você.
Este é o primeiro passo antes de tomar decisões e virar a chave para realizarmos o que efetivamente desejamos.