24/03/2015
Somos sujeitos de uma sociedade onde aumentam as intervenções políticas de saúde centradas no foco distorcido da centralidade das ações na doença. O clamor pela promoção da saúde como orientadora dos serviços de saúde, culmina por produzir uma medicalização ainda maior da vida.
Este contexto nos faz repensar não só o binômio saúde/doença como a relação do médico com o seu paciente.Reconhecer uma dimensão do humano que não se restrinja a órgãos doentes e, sobretudo, ter a compreensão de que se trata de um encontro entre dois sujeitos: um cuidador e um demandante de cuidado, é ao que se propõe a racionalidade homeopática.
Privilegiar o sofrimento individual, a interpretação do doente acerca do seu estado, suas conexões com o mundo, a singularidade do adoecer presente nos fenômenos individuais, exige do médico homeopata uma compreensão do sofrer existencial humano em suas vicissitudes e idiossincrasias.
Em busca da dignidade do atendimento integral ao Ser, devemos perseverar!
Denise Espiúca Monteiro