12/12/2025
Trabalhar com saúde mental não é simples.
É visceral, profundo e real.
As marcas não estão só na alma. Às vezes estão na pele, como essa da minha mão. Elas lembram crises, contenções, exaustão e a entrega necessária para continuar.
Há 12 anos eu escolhi não desistir.
Mesmo quando dói , mesmo quando cansa, mesmo quando parece que o mundo não entende o que fazemos.
Quem vive a rotina da saúde mental sabe: é técnica, paciência, fé, resistência e humanidade. Tudo ao mesmo tempo.
E ainda assim vale a pena. Cada cicatriz carrega uma história transformada em avanço, um recomeço.
Eu sigo porque acredito na potência da vida. E enquanto Deus permitir, minha ciência, meu corpo e minha fé continuam a serviço de quem precisa.
12 anos.
Sem desistir.
Com marcas no corpo, mas com propósito na alma.