Pedro Maroun - Mastologista

Pedro Maroun - Mastologista Orientação e divulgação de medidas para redução do Câncer de Mama
Dicas para quem está em tratamento
Discussão de Mitos e preconceitos sobre o Câncer

Aqui vai uma legenda no seu tom — elegante, firme, sem soar panfletária:⸻Ler um laudo de mamografia parece, à primeira v...
29/04/2026

Aqui vai uma legenda no seu tom — elegante, firme, sem soar panfletária:



Ler um laudo de mamografia parece, à primeira vista, um gesto simples. Um número ao final, algumas descrições técnicas, uma conclusão. E, no entanto, não é assim que o cuidado se produz.

O BI-RADS é uma linguagem. Uma forma de organizar o olhar sobre a imagem e indicar caminhos possíveis. Ele não encerra diagnóstico, não explica causas, não substitui a clínica. Existe para orientar, não para concluir sozinho.

O problema é que vivemos um tempo em que tudo nos empurra para a autonomia imediata. Plataformas, aplicativos, buscas rápidas. Uma promessa silenciosa de que você deveria dar conta de entender tudo por conta própria. Inclusive o que é, por natureza, complexo.

Essa lógica, que parece eficiente, muitas vezes é apenas precarizante. Ela desloca para o indivíduo uma responsabilidade que deveria ser compartilhada. E faz parecer que interpretar um laudo isoladamente é suficiente.

Não é.

Um exame ganha sentido quando encontra o corpo, a história, o que se sente, o que se observa no consultório. Fora disso, ele é fragmento.

Cuidado em saúde não é decifrar um resultado sozinha, tarde da noite, tentando antecipar respostas.
Cuidado é processo. É interpretação situada. É presença.

Pedro Maroun MD PhD
Mastologia e Reconstrução Mamária
CRM 5279362-0
WhatsApp 21 982164567

Se há acompanhamento sério, o laudo deixa de ser um ponto de angústia e passa a ser parte de um caminho que pode ser compreendido — com método, com tempo e com responsabilidade.

Viajar tem dessas coisas… a gente promete que vai passar longe dos clichês, e de repente está ali, vivendo exatamente um...
26/04/2026

Viajar tem dessas coisas… a gente promete que vai passar longe dos clichês, e de repente está ali, vivendo exatamente um deles — e gostando.

Um brasileiro em Veneza. Um certo entusiasmo, claro. Mas agora com outro ritmo. Aos 44, já não existe aquela pressa de aproveitar tudo. O prazer está no detalhe, no tempo mais lento, no olhar que descansa.

Tentei resistir. Evitar o per amore, manter uma certa sobriedade. Não deu. Veneza tem esse jeito silencioso de te puxar para dentro dela, sem pedir licença.

No fim, f**a algo simples e raro: aceitar sem tanta defesa. Rir de si mesmo. Brindar o momento.

“Dolce far niente” — o doce fazer nada.
E, sinceramente, está mais do que suficiente.

Há dores que não cabem em comparação. Nem em histórias emprestadas. Nem em estatísticas soltas ditas na tentativa de aju...
26/04/2026

Há dores que não cabem em comparação. Nem em histórias emprestadas. Nem em estatísticas soltas ditas na tentativa de ajudar.

Quando uma mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama, o que ela menos precisa é ser exposta a relatos fragmentados de conhecidos, previsões catastróf**as ou promessas vazias. Esse excesso não informa. Desorganiza. Amplif**a o medo e desloca o centro do cuidado.

Escutar, nesse contexto, exige mais do que falar. Sustentar presença sem invadir. Permitir que a experiência dela tenha lugar, sem ser capturada por narrativas alheias.

Em O que é lugar de fala?, Djamila Ribeiro propõe que reconhecer a fala da outra implica legitimar sua experiência sem apagá-la com discursos prontos. Há, nisso, uma ética.

Também há um compromisso entre mulheres. Heleieth Saffioti aponta que as relações entre mulheres podem romper lógicas de opressão quando deixam de reproduzir o medo e passam a produzir apoio. Apoiar não é dramatizar. É oferecer chão.

Se há um médico competente conduzindo o tratamento, isso já organiza o essencial. O restante não é disputar saber, nem buscar soluções mágicas fora da ciência. É estar disponível. Para o silêncio, para a dúvida, para o dia difícil, para o que vier.

Em Guacira Lopes Louro, os corpos ganham sentido nas relações que os reconhecem. O que oferecemos a essa mulher participa da forma como ela percorre esse processo.

* RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Belo Horizonte: Letramento, 2017.
* SAFFIOTI, Heleieth I. B. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004.
* LOURO, Guacira Lopes. Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria q***r. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

Entre mulheres, o cuidado não precisa ser ruidoso. Precisa ser firme. Sem medo emprestado. Sem excesso. Com presença.

Feliz e grato pela oportunidade de coorientar e participar da banca de qualif**ação de uma amiga tão apaixonada pelo pró...
17/04/2026

Feliz e grato pela oportunidade de coorientar e participar da banca de qualif**ação de uma amiga tão apaixonada pelo próprio projeto. Teremos muito trabalho pela frente, mas vai f**ar lindo!
Parabéns !

Banca:
Dra Viviane Esteves IFF
Dr Rafael Jomar INCA
Dr Fernando Lopes Tavares - orientador INCA
Dr Pedro Maroun - coorientador INCA

Falar de estresse e câncer de mama costuma abrir espaço para interpretações rápidas.Talvez porque o estresse seja algo t...
09/04/2026

Falar de estresse e câncer de mama costuma abrir espaço para interpretações rápidas.
Talvez porque o estresse seja algo tão presente que parece oferecer uma explicação possível para quase tudo.

Ele, de fato, impacta o corpo.
Modula sono, apetite, resposta inflamatória, funcionamento hormonal.
Em situações prolongadas, pode atravessar a forma como adoecemos e também como nos recuperamos.

Mas isso é diferente de dizer que ele causa, por si só, um câncer de mama.

Até hoje, os estudos não sustentam essa relação direta.
O que se observa é um processo mais complexo, que envolve idade, predisposição genética, exposição hormonal ao longo da vida, padrão reprodutivo, hábitos e contexto social.

O estresse pode estar presente nesse cenário.
Pode inclusive influenciar comportamentos e escolhas que, esses sim, têm impacto mais claro sobre o risco.
Mas transformar essa presença em causa única simplif**a demais um processo que é, por natureza, multifatorial.

Existe também um risco silencioso nesse tipo de associação:
o de deslocar para a pessoa uma responsabilidade que não é dela.

Nem todo adoecimento pode ser explicado por como alguém viveu, sentiu ou lidou com suas emoções.

Cuidar da saúde mental importa.
Reduz sofrimento, melhora qualidade de vida, amplia possibilidades de cuidado.

Mas sem transformar isso em medida de culpa.
Nem em promessa de controle sobre tudo o que pode acontecer.

Há momentos em que o câncer de mama ultrapassa os limites do que imaginamos como “local”.A doença avança, ocupa espaço, ...
07/04/2026

Há momentos em que o câncer de mama ultrapassa os limites do que imaginamos como “local”.
A doença avança, ocupa espaço, desafia não só o tratamento, mas também a forma como cuidamos do corpo depois.

Nesses cenários, a cirurgia precisa ir além da retirada do tumor.
Técnicas como o retalho miocutâneo do grande dorsal entram em cena para permitir o fechamento adequado da área operada e dar início à reconstrução mamária.

São procedimentos longos, delicados, que exigem planejamento, equipe e tempo.
Mas também são caminhos possíveis — com segurança — para restaurar contornos, proteger tecidos e, aos poucos, devolver sentido à imagem corporal.

Nem sempre é simples.
Mas há cuidado, técnica e intenção de reconstruir não só o que foi retirado, mas o que segue sendo vivido.

A gente assiste a uma série como Emergência Radioativa e algo f**a.Não só a história, mas a sensação.O medo daquilo que ...
06/04/2026

A gente assiste a uma série como Emergência Radioativa e algo f**a.
Não só a história, mas a sensação.

O medo daquilo que não dá pra ver.

E isso é legítimo.

A cultura e o entretenimento ajudam a colocar temas difíceis em conversa. Aproximam, despertam interesse, fazem a gente prestar atenção em coisas que talvez nunca pensasse sozinho.

Ao mesmo tempo, cada história tem um contexto.

Um acidente nuclear fala de falha, descontrole, exposição contínua.
A radioterapia nasce de outro lugar. Planejamento, precisão, tempo definido.

São caminhos diferentes, mesmo usando a mesma palavra.

Talvez o mais importante seja isso: não silenciar o medo, nem alimentá-lo sem direção.
Transformar essa inquietação em pergunta, em conversa, em informação confiável.

Entre o que a gente vê e o que a gente vive, existe espaço para entender melhor.

E é nesse espaço que o cuidado acontece.

Inhotim, 2026. Se eu soubesse que essa relíquia era tão especial, teria vindo antes.Honestamente, foi no tempo certo.
04/04/2026

Inhotim, 2026.
Se eu soubesse que essa relíquia era tão especial, teria vindo antes.
Honestamente, foi no tempo certo.

Nem tudo precisa de explicação espiritual para existir.E nem toda dor cabe dentro de uma narrativa de culpa.O câncer de ...
03/04/2026

Nem tudo precisa de explicação espiritual para existir.
E nem toda dor cabe dentro de uma narrativa de culpa.

O câncer de mama não escolhe quem tem fé ou quem não tem.
Não é resposta, não é castigo, não é falta de nada.

É biologia, é contexto, é acaso.
E também é cuidado, ciência, vínculo.

A fé pode ser abrigo.
Pode dar sentido, força, companhia no caminho.

Mas ela não define quem adoece.
E não pode ser usada para julgar quem sofre.

Quando a gente troca acolhimento por julgamento, aumenta o peso de quem já carrega muito.
Quando a gente escuta, a travessia muda.

Que cada um possa viver sua fé do seu jeito.
E que isso nunca sirva para afastar, diminuir ou ferir.

Seguimos juntos no que sustenta.
Conhecimento, afeto, presença.

Porque cuidar também é respeitar.

Por vezes devemos parar o que estamos fazendo no campo cirúrgico, olhar o que já está pronto e recalcular rotas pra um r...
25/03/2026

Por vezes devemos parar o que estamos fazendo no campo cirúrgico, olhar o que já está pronto e recalcular rotas pra um resultado oncológico e estético satisfatório. Engana-se quem primeiro se preocupa em “tratar o câncer” pra depois ver o que “pode ser melhorado”.

Estratégia bem empregada começa no planejamento oncológico que inclui o cuidado estético imediato e simultâneo.
Na foto, aquele momento de contemplação pra decidir os refinamentos que devem e podem ser feitos.
Converse sempre com seu médico
Faça parte do seu plano de cuidado

Pedro Maroun MD PhD
Mastologia e Oncoplastia
CRM 5279362-0
WhatsApp 21 982164567

Receber um diagnóstico pode assustar, mas o cenário atual é de muita luz e avanços. Hoje, tratar o câncer de mama é fala...
23/03/2026

Receber um diagnóstico pode assustar, mas o cenário atual é de muita luz e avanços.

Hoje, tratar o câncer de mama é falar sobre vida, preservação e futuro. Com tecnologia de ponta e detecção precoce, os tratamentos estão mais humanos, as cicatrizes menores e os índices de cura mais altos do que nunca.

Sinta-se abraçada e informada. O autocuidado é o seu maior aliado.

Pedro Maroun MD PhD
Mastologista
CRM 5279362-0
WhatsApp 21 982164567

Sábado de mutirão, porque propósito também é o que nos move. Os sorrisos vêm fácil quando a gente acredita no que faz… a...
21/03/2026

Sábado de mutirão, porque propósito também é o que nos move.
Os sorrisos vêm fácil quando a gente acredita no que faz… até num sábado lindo desses! 🤭🤩🥰

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Rio De Janeiro, RJ
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