Andrea C. B. Duvoisin

Andrea C. B. Duvoisin Médica

Há 19 anos, a Helena chegou e me ensinou o que é amar sem medida.Ser mãe é isso. É um amor que a gente não escolhe, não ...
10/05/2026

Há 19 anos, a Helena chegou e me ensinou o que é amar sem medida.

Ser mãe é isso. É um amor que a gente não escolhe, não controla e não explica. Ele simplesmente acontece, e transforma tudo.

É acordar cedo sem reclamar. É abrir mão sem sentir que está perdendo. É ter medo o tempo todo e seguir em frente mesmo assim.

É segurar na mão pequenina e um dia perceber que aquela mão já não precisa tanto da sua. E descobrir que isso também é amor.

Hoje quero celebrar cada mãe que me acompanha aqui. A que está começando agora, cheia de dúvidas e de amor. A que já criou, já soltou e ainda sente saudade. A que cuida em silêncio, sem aplausos e sem pausa.

Vocês são extraordinárias.

Feliz Dia das Mães. 💙

Dra. Andrea Cristina

Você começou a semaglutida ou a tirzepatida e percebeu que a vontade de beber álcool diminuiu? Muitas pessoas relatam is...
07/05/2026

Você começou a semaglutida ou a tirzepatida e percebeu que a vontade de beber álcool diminuiu? Muitas pessoas relatam isso, e um estudo publicado esta semana no The Lancet começou a explicar por quê.

O medicamento age em regiões do cérebro ligadas ao sistema de recompensa. O mesmo circuito que responde à fome também responde ao álcool. Quando esse sinal enfraquece, a vontade pela bebida pode cair junto, sem esforço consciente.

O estudo testou a semaglutida em adultos com consumo excessivo de álcool durante 26 semanas. Quem usou o medicamento bebeu significativamente menos, teve menos episódios de consumo excessivo e menor desejo pela bebida, resultado confirmado por exames de sangue, não apenas por autorrelato.

A semaglutida não tem aprovação para tratar dependência de álcool. Mas o sinal é consistente e o estudo foi publicado no periódico médico mais respeitado do mundo.

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Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
💙 Cuidado e Equilíbrio no Diabetes

Referência: Klausen MK et al. The Lancet, 2026. DOI: 10.1016/S0140-6736(26)00513-1

06/05/2026

Muitas pessoas com diabetes tiraram o feijão do prato por medo de subir a glicemia. E esse medo, na maioria dos casos, não tem base científica.

O feijão tem carboidrato, mas também tem fibra solúvel, proteína e amido resistente, compostos que retardam a absorção do açúcar e reduzem o pico glicêmico pós-refeição.

Quando combinado com o arroz, a fibra do feijão age exatamente sobre o amido do arroz, suavizando a curva de glicose depois da refeição.

Além disso, é uma das fontes vegetais mais completas de lisina, um aminoácido essencial raramente encontrado em outros alimentos de origem vegetal, e fornece potássio, magnésio, folato, ferro e zinco em quantidades relevantes para quem tem diabetes.

Os estudos vão além do controle glicêmico. Meta-análises mostram que o consumo de quatro ou mais porções de leguminosas por semana está associado a redução de 10% no risco de doença coronariana, uma proteção especialmente relevante para quem tem diabetes tipo 2, que já carrega risco cardiovascular aumentado.

O problema não é o feijão. É o feijão sem casca, liquidificado, sem o caldo, formas que destroem a fibra e transformam um alimento aliado em um pico de glicose. O caldo grosso, com o grão inteiro, é o que mantém o índice glicêmico baixo.

Você cortou o feijão da dieta por causa do diabetes? Me conta aqui nos comentários.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
💙 Cuidado e Equilíbrio no Diabetes

Referência científica: DOI: 10.1016/j.numecd.2022.10.006

05/05/2026

A automedicação para emagrecer chegou a um nível alarmante. Vejo diariamente pacientes buscando atalhos com medicações modernas, acreditando em informações sem qualquer fundamento biológico.

O tratamento da obesidade e do diabetes não é uma corrida. O seu corpo precisa de estratégia, preparo e adaptação. Quando você tenta forçar a fisiologia para ter resultados rápidos p**ando etapas, o corpo cobra a conta.

O resultado da pressa? Você adoece e é obrigado a interromper definitivamente o uso da melhor ferramenta que tinha nas mãos.

Não jogue seu tratamento no lixo por desinformação. O acompanhamento médico serve justamente para proteger o seu sistema digestivo e garantir que a medicação funcione com segurança.

Compartilhe esse vídeo com quem mais precisa dessa informação.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
💙 Cuidado e Equilíbrio no Diabetes

04/05/2026

Uma dúvida que chega com frequência no consultório: quem usa tirzepatida ou outro GLP-1 e tem histórico de pedra na vesícula pode continuar o tratamento?

A resposta não é sim nem não. Depende do quadro.

Histórico de doença biliar não é contraindicação absoluta ao uso de agonistas de GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida. Mas exige atenção redobrada, porque esses medicamentos podem aumentar o risco de complicações na vesícula, especialmente em doses mais altas e quando a perda de peso é rápida.

A lógica clínica é simples: perda de peso acelerada altera a composição da bile e favorece a formação de cálculos. Quanto mais rápida a perda, maior o risco.

Na prática, o que orienta a decisão é a gravidade dos sintomas. Colelitíase assintomática ou sintomas leves permitem, em muitos casos, continuar o tratamento com monitoramento.

Cólica biliar recorrente ou colecistite aguda exigem suspensão do medicamento e avaliação cirúrgica.

O que não pode acontecer é o paciente esconder sintomas com medo de perder o medicamento. Dor no lado direito do abdômen após as refeições, náusea persistente e febre são sinais de alerta que precisam ser comunicados imediatamente ao médico.

Se você usa GLP-1 e tem histórico de vesícula: mantenha o acompanhamento em dia e nunca omita sintomas na consulta.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
💙 Cuidado e Equilíbrio no Diabetes

Referências: He L et al. JAMA Internal Medicine, 2022 · Facciorusso A et al. Digestive and Liver Disease, 2026 · Bansal MB et al. Hepatology, 2025 · ADA Standards of Care in Diabetes, 2026

Você é mulher e tem mais de 50 anos e já foi ao ortopedista, fez raio-x, tomou anti-inflamatório... A dor melhorou um po...
01/05/2026

Você é mulher e tem mais de 50 anos e já foi ao ortopedista, fez raio-x, tomou anti-inflamatório... A dor melhorou um pouco, e voltou.

Esse ciclo tem uma explicação que a maioria dos médicos não investiga: a queda do estrogênio.

O estrogênio age diretamente na membrana sinovial, o tecido que reveste e lubrifica as articulações. Sem ele, essa proteção diminui, a inflamação local aumenta e a dor se instala de forma progressiva. É por isso que o anti-inflamatório alivia mas não resolve: ele trata o sintoma, não a causa.

Esse processo começa na perimenopausa, anos antes da última menstruação. Muitas mulheres chegam ao consultório com anos de dor articular tratada como doença reumatológica, quando a origem era hormonal desde o início.

Se você está na faixa dos 40 a 55 anos, tem dor articular sem diagnóstico reumatológico confirmado e ainda não avaliou o seu perfil hormonal: essa investigação precisa acontecer.

Manda esse post para quem precisa ouvir isso hoje.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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30/04/2026

Burnout do diabetes não aparece de repente.

Ele chega devagar. Primeiro você p**a uma medição. Depois começa a atrasar a dose. Para de anotar. Cancela a consulta. E em algum momento passa a fingir, para si mesma e para os outros, que está tudo bem, enquanto a glicemia dispara.

Não é irresponsabilidade. É o emocional chegando no limite depois de anos sem folga de uma doença que não tira férias.

Manda esse vídeo para aquela pessoa que você sabe que está com a glicemia alta e fingindo que está tudo bem. Às vezes a pessoa precisa ver que alguém percebeu.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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Uma conquista que precisa ser celebrada, e compartilhada.O município de Rio Negrinho (SC) vai disponibilizar gratuitamen...
29/04/2026

Uma conquista que precisa ser celebrada, e compartilhada.

O município de Rio Negrinho (SC) vai disponibilizar gratuitamente o Sensor de Glicose Smart 2.0 para todas as crianças e adolescentes com Diabetes Tipo 1 de até 17 anos, 11 meses e 29 dias. Monitoramento contínuo da glicose, sem precisar furar o dedo a cada medição, chegando ao SUS local.

Essa conquista tem o trabalho da Associação Convivendo com o Diabetes (), que luta para que tecnologias como essa deixem de ser privilégio e se tornem direito.

Se você é pai, mãe ou responsável por uma criança com DM1 em Rio Negrinho, o encontro de apresentação acontece no dia 30 de abril, às 10h, no Centro Materno Infantil, com instalação do sensor no mesmo dia.

Compartilha esse post com todas as famílias de Rio Negrinho que precisam dessa informação. Esse é o tipo de notícia que não pode passar despercebida.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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28/04/2026

Você percebe que a sua glicemia sobe nos dias antes da menstruação, mesmo sem ter mudado nada na alimentação?

Isso tem explicação hormonal. E a maioria das mulheres com diabetes nunca recebeu essa informação.

A progesterona, que sobe na fase lútea do ciclo, aumenta a resistência à insulina. O que funcionava na semana anterior pode não ser suficiente nesses dias, e a culpa não é sua.

Conhecer esse padrão muda a forma de cuidar do diabetes. Porque você para de se punir por um número alto e começa a agir com estratégia.

Manda esse vídeo para toda mulher com diabetes que achava que estava errando, e na verdade estava só ovulando.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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O pé diabético não começa com a úlcera. Começa com um calo que ninguém tratou, um sapato que machucava sem doer e uma co...
27/04/2026

O pé diabético não começa com a úlcera. Começa com um calo que ninguém tratou, um sapato que machucava sem doer e uma consulta que nunca aconteceu.

O que torna essa complicação tão grave não é só a ferida em si, é o que acontece depois que ela cicatriza. Estudos mostram que 42% das úlceras do pé diabético recorrem no primeiro ano após a cicatrização, e 65% em cinco anos. A causa continua existindo. Sem tratamento da origem, a úlcera é questão de tempo.

Por isso a prevenção vale mais do que qualquer curativo. Inspeção regular dos pés, calçado adequado, avaliação periódica da sensibilidade e acompanhamento com equipe treinada mudam esse desfecho.

*No diabetes tipo 2, o exame dos pés deve acontecer já no momento do diagnóstico, não depois de anos de doença. Porque a neuropatia pode estar presente desde o início, silenciosa, sem nenhum sintoma.*

Se você tem diabetes há mais de 5 anos e nunca avaliou a sensibilidade dos seus pés: essa conversa precisa acontecer na próxima consulta. E já compartilha esse post com aquela pessoa que precisa dessas informações.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
💙 Cuidado e Equilíbrio no Diabetes

Referência: Armstrong DG, Boulton AJM, Bus SA. Diabetic Foot Ulcers and Their Recurrence. N Engl J Med. 2017;376(24):2367-2375. DOI: 10.1056/NEJMra1615439

Endereço

São Bento Do Sul, SC

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