07/05/2026
Existe uma violência muito silenciosa em transformar mães em símbolos o tempo inteiro.
Porque quando uma mulher vira “fortaleza”, “guerreira”, “amor que tudo suporta”…muitas vezes ela deixa de ser vista como humana.
Ninguém pergunta quem cuidou dela enquanto ela cuidava de todo mundo.Ninguém pergunta o que ela precisou abandonar para conseguir ocupar esse lugar sem desmoronar.
A maternidade foi romantizada porque isso tornava o peso mais aceitável.
Chamaram sobrecarga de amor.Chamaram exaustão de força.Chamaram renúncia de instinto.
E isso não diminui a beleza de ser mãe.Só impede que mulheres continuem desaparecendo dentro dela.
Porque toda vez que uma mãe é obrigada a ser infinita,existe uma mulher aprendendo a se sentir culpada por ter limites.
E talvez o reconhecimento mais profundo não seja ouvir “você é incrível”.
Talvez seja, pela primeira vez,não precisar ser.
Agora eu quero te fazer uma pergunta sem resposta bonita, sem frase pronta e sem culpa:
quando foi a última vez que você se sentiu vista como mulher —e não apenas lembrada pelo que entrega, sustenta ou suporta?
Ser mãe foi um sonho seu ou uma escolha construída pelas expectativas ao seu redor?
E neste Dia das Mães…se você pudesse pedir algo que realmente tocasse a sua vida — e não só emocionasse o domingo —o que seria?