05/01/2026
Durante a gestação, muitas mulheres carregam o peso silencioso de acreditar que precisam estar sempre felizes para o bebê “sentir só coisas boas”.
Mas essa ideia, tão repetida e aparentemente inofensiva — pode se tornar uma prisão emocional.
Porque, quando a mãe reprime o que sente e tenta manter um sorriso enquanto está devastada por dentro, o corpo dela conta outra história.
E é essa história que o bebê escuta.
O bebê não percebe apenas o que a mãe diz, mas o que ela realmente sente.
O batimento cardíaco, o ritmo da respiração, a tensão muscular e os hormônios que circulam no sangue são linguagens silenciosas que o bebê entende perfeitamente.
Por isso, ele não precisa de uma mãe que esteja sempre calma ou feliz, precisa de uma mãe verdadeira.
Uma mãe que se permita ser humana.
Que chore, sinta medo, se canse, se confunda…
mas que também busque apoio, respire, e encontre o caminho de volta ao centro.
Porque é nesse retorno que o bebê aprende autorregulação.
É ali que o corpo dele grava: “A vida tem dor, mas também tem acolhimento. O mundo pode ser difícil, mas há amor para compensar.”
Como dizia William Emerson:
“Se houver estresse, que haja tanto amor para compensar.”
O amor não está em nunca sofrer, está em poder sentir, se permitir e se reencontrar.
E é isso que ensina ao bebê que é seguro existir.