30/07/2021
A História da Síndrome de Burn Out
Imagine um nos tempos do império romano um gladiador prestes a entrar no coliseu para um combate de vida ou morte. Mesmo sendo acostumado às lutas, a incerteza fazia parte de sua rotina , com risco iminente de morte a cada apresentação. Muitos deviam sofrer com sintomas ansiosos, depressão e insônia. Mas demonstrar seria um sinal de fraqueza. Podemos considerar que a síndrome de burn out sempre existiu, porém só foi notada séculos depois.
A primeira associação entre sintomas psicológicos e doenças coronárias foi feita pelo médico William Osler em 1892. Vinte anos depois ele estudou em médicos sintomas anginosos relacionados ao trabalho.
Em 1950 Friedman e Rosenman fizeram um estudo apontando um estado emocional alterado (ansiedade, estresse) com maior risco de doenças cardiovasculares. Também apontaram um tipo de personalidade A (ambiciosos, competitivos), com maior risco comparado ao tipo B (calmos, menos competitivos, relaxados)
Apenas em 1974 que o psicanalista Herbert Freudenberger descreveu pela primeira vez a síndrome de burn out ao observar a si mesmos e colegas que apresentavam intenso desgaste físico e psicológico decorrentes do trabalho.
Nos últimos anos estudos sobre a síndrome cresceram e ganharam maior notoriedade em tempos de pandemia onde foi analisada em profissionais de saúde da linha de frente do combate ao Covid 19.
Fonte: Abdo, Carmita : Burnout no Brasil – São Paiulo . Europa Press Comuniação, 2020