02/12/2025
[Eu amei essa trend, e não poderia deixar de participar].
Às vezes, uma escolha que tomamos aos 16, muda toda a nossa vida.
Eu tinha mais ou menos essa idade quando descobri que existia um curso chamado Gerontologia.
Só que ele só era oferecido em dois lugares: na USP, em São Paulo, e na UFSCar, em São Carlos.
E eu morava em Goiânia, numa realidade bem distante de tudo isso.
Mesmo assim, alguma coisa dentro de mim disse “vai”.
E eu não fui sozinha. Minha família me apoiou quando eu disse que queria me mudar aos 17 anos para estudar longe.
Eles também tiveram medo, mas acreditaram comigo. Esse apoio fez toda a diferença.
E assim, me recebeu a UFSCar aos 17, pra morar só e cursar gerontologia.
Adolescente, cheia de inseguranças, tentando entender a vida adulta antes da hora.
Teve dia em que eu quis voltar.
Teve dia em que eu pensei em trocar de curso.
Teve dia em que eu duvidei do futuro da Gerontologia e do meu lugar nele.
Mas, ainda sim, insisti.
E essa acabou sendo uma das melhores decisões da minha vida.
Porque a UFSCar não foi só a minha graduação.
Foi onde eu me formei aos 20.
Foi onde fiz meu mestrado.
Foi onde trabalhei, pesquisei, ensinei e cresci.
Foi o lugar que me abriu portas para trabalhar da gestão à assistência, construir minha carreira e me tornar a profissional que eu sou hoje.
E não foi só a carreira que mudou.
Foi a vida inteira.
Se eu não tivesse ido para a UFSCar, eu não teria conhecido o amor da minha vida.
Não teria morado em São Carlos, não teria vindo para Ribeirão, não teria construído a família, os amigos e os laços que carrego comigo até hoje.
Uma escolha me levou a outra, e cada uma delas abriu caminhos que eu nunca teria imaginado.
É, a menina de 16 anos tinha medo, mas tinha coragem.
E a coragem levou ela até aqui.
No fim das contas, o que nos direciona não é viver sem medo.
É fazer o que precisa ser feito, mesmo sentindo tudo.
E essa, sem dúvida nenhuma, foi a escolha que mudou tudo.