Ana Teresa D'elia - Psiquiatra

Ana Teresa D'elia - Psiquiatra PhD-UNIFESP , + de 10000 atendimentos
Entenda como sua mente funciona e
Viva sua vida mais leve 🍃🧠
📍São Carlos-SP

31/03/2026

O estresse não é só uma sensação, é um processo biológico que muda a forma como o cérebro funciona.

Quando é pontual, o aumento do cortisol é adaptativo. Ele melhora a resposta ao perigo, aumenta atenção e prepara o corpo para agir. Mas o problema é quando isso deixa de ser pontual e passa a ser crônico.

Hoje, a literatura em neurociência mostra alguns padrões consistentes:
• Estresse prolongado está associado à redução de volume e função do hipocampo, área ligada à memória e aprendizagem
• Há prejuízo na atividade do córtex pré-frontal, o que impacta tomada de decisão, foco e regulação emocional
• A amígdala tende a se tornar mais reativa, aumentando a percepção de ameaça mesmo em situações neutras

Esse conjunto ajuda a explicar por que muitas pessoas começam a perceber dificuldade de concentração, pensamento acelerado, irritabilidade e cansaço mental persistente.

Existe um ponto importante: o cérebro aprende por repetição.
Através da neuroplasticidade, ele se adapta ao ambiente e aos padrões que se repetem. Ou seja, não é só o estresse que molda o cérebro, mas a forma como você vive, pensa e responde ao dia a dia também.

No fim, a pergunta não é só “estou estressado?”, mas sim: meu cérebro hoje está funcionando a meu favor… ou só reagindo ao que acontece?

Dra. Ana Teresa D’Elia | Psiquiatra, PhD
CRM-SP 134.072 | RQE 71.320

30 de março marca o Dia Mundial do Transtorno Bipolar.Hoje, a gente entende que oscilações importantes de humor não acon...
30/03/2026

30 de março marca o Dia Mundial do Transtorno Bipolar.

Hoje, a gente entende que oscilações importantes de humor não acontecem por acaso.
O transtorno bipolar é uma condição psiquiátrica caracterizada por episódios de elevação do humor, como mania ou hipomania, intercalados com episódios depressivos. Essas mudanças vão além do emocional e envolvem alterações em neurotransmissores, no ritmo de sono e no funcionamento cerebral como um todo.
Segundo dados epidemiológicos, a prevalência ao longo da vida gira em torno de 1% a 3% da população. Quando consideramos o espectro bipolar, esse número pode ser ainda maior, ou seja, não é raro.
O diagnóstico, no entanto, ainda costuma ser tardio, muitas vezes confundido com depressão ou até com traços de personalidade.
E isso muda completamente a condução.
Hoje, diferente do passado, existe tratamento eficaz, com acompanhamento médico, psicoterapia e, quando indicado, uso de medicação.
Falar sobre isso é reduzir estigma, é ajudar mais pessoas a reconhecerem sinais. E, principalmente, entender que intensidade emocional não deve ser ignorada quando começa a gerar sofrimento.

Dados baseados em critérios diagnósticos do DSM-5 e em estudos epidemiológicos amplos, como os levantamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e revisões publicadas em revistas como The Lancet Psychiatry e Archives of General Psychiatry.

Dra. Ana Teresa D’Elia | Psiquiatra, PhD
CRM-SP 134.072 | RQE 71.320

26/03/2026

A atividade física vai muito além do corpo.

Ela ajuda no humor e pode ter um efeito importante na saúde mental, inclusive comparado ao de um antidepressivo em alguns casos.

E um ponto importante: a motivação não vem antes, ela vem depois. Portanto comece!

Me conte como o exercício te ajuda? 👇

Dra. Ana Teresa D’Elia | Psiquiatra, PhD
CRM-SP 134.072 | RQE 71.320

08/03/2026

Hoje não é só um dia de homenagem, mas também um convite à consciência. Cuidar da saúde mental das mulheres não é apenas uma questão individual, é uma responsabilidade social.

Dra. Ana Teresa D’Elia | Psiquiatra
CRM-SP 134.072 | RQE 71.320

Ao longo da história, muitas mulheres estiveram por trás de descobertas, avanços e transformações que hoje fazem parte d...
06/03/2026

Ao longo da história, muitas mulheres estiveram por trás de descobertas, avanços e transformações que hoje fazem parte da nossa vida cotidiana.

Nem sempre esses nomes foram lembrados com a frequência que deveriam, mas suas contribuições permanecem e hoje é um bom dia para lembrar disso.

Feliz Dia Internacional das Mulheres.

Dra. Ana Teresa D’Elia | Psiquiatra
CRM-SP 134.072 | RQE 71.320

27/02/2026

Quando a gente fala em dopamina, muita gente pensa só em prazer. Mas ela está muito mais ligada à energia para tentar, ao impulso de ir atrás.

Entender isso ajuda a tirar o peso da culpa e a olhar para si com mais cuidado. E, quando necessário, procurar ajuda profissional faz parte desse caminho.

Se isso fez sentido pra você, compartilha.

Dra. Ana Teresa D’Elia | Psiquiatra
CRM-SP 134.072 | RQE 71.320

A comparação que acontece nas redes sociais não é só emocional.Ela também é biológica.Nosso cérebro evoluiu em grupos pe...
16/02/2026

A comparação que acontece nas redes sociais não é só emocional.
Ela também é biológica.

Nosso cérebro evoluiu em grupos pequenos, onde posição social significava acesso a proteção, pertencimento e recursos. Por isso, ele reage à comparação como se fosse uma disputa real.

O problema é que, nas redes, essa “disputa” nunca acaba. Não estamos nos comparando com uma pessoa do nosso grupo, mas com centenas de recortes cuidadosamente editados.

Quando surge aquela sensação de “estou ficando para trás”, não é fraqueza moral. É o cérebro interpretando perda de posição.

Entender isso tira o peso da culpa e faz com que você se olhe com mais generosidade. Porque a sua vida não é um recorte, ela tem contexto, bastidor e processo.

- Referência:
Sapolsky, R. Comporte-se. 2021.

Dra. Ana Teresa D’Elia | Psiquiatra, PhD
CRM-SP 134.072 | RQE 71.320

Quando o corpo adoece, a gente entende, mas quando a mente adoece… muita gente ainda responde com julgamento.E isso é mu...
23/01/2026

Quando o corpo adoece, a gente entende, mas quando a mente adoece… muita gente ainda responde com julgamento.

E isso é muito grave.

Porque não é só falta de informação.
É uma cultura, uma sociedade que normalizou o esgotamento, romantizou a produtividade e aprendeu a tratar sofrimento emocional como “fraqueza”.

Saúde mental não é frescura.
Não é falta de fé.
Não é drama.
É parte do funcionamento humano.

Se esse post te atravessou de alguma forma, me conta:
👉 você já sentiu vergonha de não estar bem emocionalmente?

Existem algumas versões, além do consultório…Por muito tempo, a gente aprendeu a ver médicos (e principalmente psiquiatr...
21/01/2026

Existem algumas versões, além do consultório…

Por muito tempo, a gente aprendeu a ver médicos (e principalmente psiquiatras) como se fossem só função: diagnóstico, prescrição, técnica.
Mas eu acredito que cuidado de verdade passa por presença. E presença passa por humanidade.

Afinal… eu não cuido de pessoas como quem cuida de um diagnóstico.
Eu cuido de pessoas como quem entende que mente e vida estão profundamente conectadas.

Se você chegou até aqui, que bom ter você comigo. 🤍

Você não está “sem foco” por falta de força.Muita gente hoje está vivendo brain rot (apodrecimento mental): excesso de e...
20/01/2026

Você não está “sem foco” por falta de força.

Muita gente hoje está vivendo brain rot (apodrecimento mental): excesso de estímulo rápido e superficial que vai drenando atenção, presença e profundidade.

A armadilha é simples:
cansaço → celular
ansiedade → celular
tédio → celular
solidão → celular

Parece descanso, mas é só anestesia.

Desapodrecer a mente não é virar radical.
É voltar pro básico: menos tela, mais sono, mais corpo, mais silêncio e mais vínculo real.

Me conta: o que você mais precisa hoje: sono, foco ou presença?

Janeiro costuma chegar acompanhado de metas, promessas, listas longas e a sensação de que, se você não mudou ainda, já e...
16/01/2026

Janeiro costuma chegar acompanhado de metas, promessas, listas longas e a sensação de que, se você não mudou ainda, já está atrasada.

Mas o cérebro não funciona por calendário, ele funciona por segurança.

Mudar exige sair do automático, abandonar padrões antigos, enfrentar o desconhecido.

Não é preguiça.
Não é falta de força de vontade.
É um sistema nervoso tentando proteger você.

Quando entendemos isso, a lógica muda:
menos cobrança, mais estratégia.
menos promessas grandiosas, mais constância possível.
menos violência interna, mais cuidado com o ritmo.

Sustentar novos hábitos não é sobre começar com tudo.
É sobre ensinar o corpo que a mudança não vai doer.

Talvez o verdadeiro começo do ano não seja janeiro.
Seja o momento em que você para de brigar com o próprio cérebro e começa a trabalhar com ele.

Se isso fez sentido, compartilha.🧡

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R. Maestro João Seppe, 900/9º Andar/Sala 93/Jardim Paraiso
São Carlos, SP
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