02/06/2017
Bom pessoal o foco que está em alta no mundo fitness e sobre a alimentação do jejum intermitente, mas será que realmente é um meio benéfico para nosso corpo?
O jejum intermitente não é uma novidade pois nossos ancestrais primatas, onde ficavam horas sem se alimentar, por meio das dificuldades de fugir de presas e até mesmo caçá-las, se mudando de um ambiente para o outro depois que terminasse o alimento naquele determinado local, através disto executavam o jejum sem mesmo saberem...
Ao passar do tempo nosso corpo evoluiu tudo se tornou mais fácil, mas é óbvio nosso corpo é tão inteligente que consegue se adaptar rapidamente em qualquer adversidade porque estamos em constante evolução por mais lenta que seja, antigamente a probabilidade de vida deles não passavam de 35 anos após o descobrimento do fogo, onde realizavam o jejum intermitente, comiam comidas orgânicas, o ar era puro e executavam bastante exercícios,aparece uma vida perfeita, e hoje a probabilidade de vida é maior que 70 anos, olha aí evoluímos e se adaptamos e hoje vivemos comendo alimentos com conservantes, estressados, respiramos ar poluído.Portanto será que devemos ser totalmente adeptos a mudanças? Bom na minha opinião eu Jean Bisogno, digo que talvez, desde que siga uma linha de objetivo é foco mantendo suas taxas controladas e não sendo totalmente radical, veja algumas pesquisas citadas no site gease pelo professor Alexandre Rodrigues... Podemos constatar diversas variações do “jejum intermitente”, porém, quase todas consistem na redução drástica de alimentos, com a ingestão de aproximadamente 25% da necessidade calórica diária no período de 24 horas, realizadas uma ou duas vezes na semana. Vale ressaltar que esta abordagem é totalmente contraindicada para pessoas em uso de determinadas medicações, especialmente diabéticos em uso de insulina. Também devem evitar esta conduta alimentar pessoas que vivam sob estresse crônico ou com o cortisol desregulado.
Heilbronn et al. (2005) analisaram a viabilidade da utilização do jejum intermitente como estratégia de emagrecimento para indivíduos não obesos. Entre sedentários e ativos, 8 homens e 8 mulheres foram submetidos a 2 dias de jejum por semana por um período de 3 semanas. Ao término do estudo, constatou-se que os indivíduos pesquisados perderam entre 0,5% e 2,5% do seu peso corporal inicial.
Entre os benefícios do Jejum intermitente, os que dizem respeito à diminuição dos níveis de glicose no sangue e aumento da sensibilidade insulínica parecem ser os mais atraentes. Como sabemos a taxa de glicose elevada e a resistência à insulina são sinalizadores de graves problemas de saúde. Pessoas com altos níveis de glicose sanguínea e mais resistentes à insulina são mais propensos ao desenvolvimento de algumas patologias tais como a diabetes mellitus e cardiopatias. Em um estudo se analisou o efeito do jejum intermitente sobre a ação da insulina em 8 homens jovens e saudáveis, onde constatou o aumento das taxas de captação de glicose mediada pela insulina, resultados compatíveis com o conceito do gene econômico (Anson et al. 2003). Halberg et al. (2005) fizeram uma comparação entre o jejum intermitente e uma dieta hipocalórica convencional. O jejum intermitente resultou em benefícios que atingiram ou ultrapassaram os da dieta de restrição calórica, incluindo glicose reduzida e menores níveis de insulina, além do aumento da resistência dos neurônios cerebrais ao estresse excitotóxico. Em outro estudo comparativo realizado com mulheres foi constatado que o jejum intermitente é tão eficiente na redução da glicemia e diminuição da resistência insulínica quanto uma dieta restritiva normal (Harvie et al. 2010)